O suicídio é o ato intencional de matar a si mesmo. Causa de transtornos mentais ou psicológicos, dentre eles a esquizofrenia, bipolaridade, depressão, alcolismo e uso de drogas. Há sociedades atuais ou passadas, porém, que vêem o suicídio como um ato moral ou de honra. O primeiro como um direito, o segundo como correção, utilizados por exemplo em rituais sagrados no Japão feudal: O seppuku. Confira alguns filmes que abordam a complexidade da temática.

Elena

Direção: Petra Costa
País: Brasil
Elena viaja para Nova York com o mesmo sonho da mãe: ser atriz de cinema. Deixa para trás uma infância passada na clandestinidade dos anos de ditadura militar. Deixa Petra, a irmã de sete anos. Duas décadas mais tarde, Petra também se torna atriz e embarca para Nova York em busca de Elena. Tem apenas pistas. Filmes caseiros, recortes de jornal, um diário. Cartas. A todo momento Petra espera encontrar Elena caminhando pelas ruas com uma blusa de seda. Pega o trem que Elena pegou, bate na porta de seus amigos, percorre seus caminhos. E acaba descobrindo Elena em um lugar inesperado. Aos poucos, os traços das duas irmãs se confundem, já não se sabe quem é uma, quem é a outra. A mãe pressente. Petra decifra. Agora que finalmente encontrou Elena, Petra precisa deixá-la partir.

Virgens Suicidas

Direção: Sofia Coppola
País: EUA
Durante a década de 70, o filme enfoca os Lisbon, uma família saudável e próspera que vive num bairro de classe média de Michigan.

Contra a Parede

Direção: Faith Akin
País: Alemanha; Turquia
Sibel (Sibel Kekilli) é uma bela muçulmana de 20 anos. Em uma clínica de recuperação, após uma tentativa de suicídio, ela conhece Cahit (Birol Ünel), um turco quarentão e sua vida sofre uma reviravolta.

Miss Violence

Direção: Alexandros Avranas
País: Grécia
Aggeliki (Chloe Bolota) no seu aniversário de 11 anos se joga da varanda de casa com um sorriso no rosto. Sua família alega que não foi suicídio, mas sim um acidente e parece conformada com a morte da menina tentando, de todas as formas, continuar com suas vidas, perfeitamente organizadas. Em busca de respostas, promotores começam uma investigação para saber se foi, ou não suicídio e quais são os segredos obscuros que essa família, aparentemente perfeita guarda.

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Duplo Suicídio em Amijima

Direção: Masahiro Shinoda
País: Japão
A história de amor de um comerciante de papel por uma geisha. Ela, visada pelo mais rico comerciante local, precisa do dinheiro dos clientes para sustentar a mãe, que morre de fome no interior. Ele, casado e com dois filhos, não vê outra maneira de consumar seu amor – uma vez que ele não tem como sustentar a geisha só para si – a não ser pela morte. Propõe à amada o duplo suicídio na ponte. Ela concorda.

Harakiri

Direção: Masaki Kobayashi
País: Japão
Por meio de flashbacks, o filme narra a trágica história de um samurai forçado a vender sua espada real para sustentar sua esposa doente e seu filho. É incitado à vingança quando descobre que seu genro cometeu harakiri – forma honrosa para um samurai cometer suicídio – com uma espada de bambu também por falta de dinheiro.

Mishima: Uma Vida em Quatro Tempos

Direção: Paul Schrader
País: EUA; Japão
Biografia do romancista, dramaturgo e ator japonês Yukio Mishima. O filme relaciona suas obras a acontecimentos de sua vida, como seu suicídio, que inclui o ritual de ser decapitado por um seguidor após cortar seu abdômen.

Trinta Anos Esta Noite

Direção: Louis Malle
País: França
O filme narra dois dias na vida de Alain Leroy, um homem angustiado e perdido, que deixava um hospital, onde fazia um tratamento contra o alcoolismo. Sua amante Lydia tenta ajudá-lo quando ele volta a Paris. Alain percorre bares e procura velhos amigos, em uma busca de si mesmo na reconstituição do passado.

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O Rei da Morte

Direção: Jörg Buttgereit
País: Alemanha
O segundo longa metragem de Jorg Buttegereit tem como protagonista principal a morte, naquele que é um dos temas recorrentes de todos os seus filmes. Uma menina vai escrevendo o seu diário “Der Todesking” ao longo de sete episódios que percorrem os sete dias da semana, intercalados pela imagem perturbadora de um cadáver flutuando que se vai decompondo. O poder da transgressão e da provocação assente nos fantasmas e receios mais profundos do ser humano.

O Sétimo Continente

Direção: Michael Haneke
País: França; Austria
Georg e sua esposa Anna percebem o quanto suas vidas são isoladas e monótonas quando sua filha Eva, em uma tentativa desesperada para conseguir atenção, passa a fingir estar cega. A família decide então alterar sua realidade e mudar para a Austrália.

(Fonte: cineplot)

*Texto publicado com a autorização do administrador do site.

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