Muitas pessoas sofrem simplesmente porque não conseguem se libertar dos próprios sentimentos de dependência emocional. Sendo ou não um transtorno mental, exigindo ou não um tratamento mais especializado, as dicas a seguir podem ajudar qualquer um a ser menos dependente e até mesmo, em casos comuns, se livrar totalmente deste mal.

1) Reconheça a dependência emocional
Reconhecer que você é uma pessoa emocionalmente dependente é o primeiro passo para começar a superar os sentimentos. Sem ter consciência do que está acontecendo, tudo vai continuar como está e o sofrimento tenderá a continuar. Ao passo que se uma mudança for buscada, ela pode ocorrer com a criação de mais autoestima, autovalorização e/ou com a ajuda de psicoterapia.

2) Reconheça o seu valor
Reconheça o seu valor próprio e trabalhe para aumentar a autoestima, que pode ser melhorada com o foco em pensamentos positivos sobre si mesmo, percebendo suas limitações bem como suas conquistas, estabelecendo metas e objetivos, ajudando outros e fazendo o que te faz sentir bem. Aceite as suas decisões e observe a sua capacidade de fazer o que é melhor para você (e solicite ajuda se você precisar).

3) Lembre-se: você tem o controle de si
Nunca se esqueça disso! Lembre que você tem o controle de si, incluindo seus sentimentos, emoções e ações. Algumas vezes acontecem eventos na vida que são incontroláveis, mas você precisa perceber o que você pode controlar. Não permita que outra pessoa controle o caminho que você deve seguir.

4) Reconheça as suas necessidades emocionais
Reconheça as suas necessidades emocionais e não dependa de uma única pessoa. Ou seja, trabalhe para construir uma rede de relacionamentos (amizades, colegas, familiares) e também considere a importância de fazer terapia. Afinal, na terapia podemos falar coisas que não falaríamos em outros tipos de relacionamento.

5) Não programe o seu dia-a-dia dependendo de outra pessoa
Perceba que você também possui necessidades que são importantes e você precisa ter controle da sua própria vida e fazer as suas coisas independente dos outros. Você pode se comprometer e reconhecer as necessidades do outro, mas você tem que se lembrar igualmente que você tem que viver sua vida, para além do relacionamento.

Alguns especialistas gostam de fazer a diferença nos relacionamentos amorosos entre:

1 – amar o modo como a outra pessoa é;
2 – amar o fato de estar sendo amada, ou seja, depender do amor do outro para ser feliz.

No primeiro caso, há admiração e respeito. No segundo, há a possibilidade de se transformar em uma dependência emocional. Como dissemos no início, a dependência emocional consiste em depender da outra pessoa para ser feliz. Como se dissesse “Se a outra pessoa não me ama ou não mostra que me ama, eu não sou feliz”. Assim, começam todas as tentativas e jogos para ser amada e continuar sendo amada, ainda que o relacionamento possa estar péssimo.

É comum, na dependência emocional, que a pessoa deixe de lado a sua própria vida. Trabalho. Estudos. Amigos. Grandes amigos. Tudo para se dedicar integralmente ao relacionamento.

Nem sempre se trata de um transtorno mental como o que foi catalogado pelo DSM-5 como Transtorno da Personalidade Dependente. Entretanto, como todo e qualquer sofrimento, é possível encontrar uma forma de superá-lo. A terapia com um profissional da psicologia pode ajudar e o progresso começará a aparecer quando a pessoa entender que o modo como sente é independente do que os outros fazem ou deixam de fazer.

Como diz Osho: “Se você é capaz de ser feliz quando está sozinho, você aprendeu o segredo de ser feliz”.

(Fonte: Via empowher)

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