Final de ano é aquela época em que a gente pega um papel e uma caneta e anota tudo o que quer fazer no ano seguinte, não é?

Eu acho isso ótimo – inclusive minha lista de objetivos para 2017 está em produção – mas outro dia pensei: e as coisas incríveis que eu já fiz? E os objetivos que já realizei? Não merecem um destaque também? É sempre bom lembrar com alegria e gratidão das coisas boas que já fizemos, afinal, foram elas que nos trouxeram até aqui.

Eu gosto muito de fazer coisas que mudem a perspectiva comum de vez em quando, porque isso me ajuda a ampliar minha percepção sobre mim mesma e sobre a minha vida.

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Não é bom viver com a cabeça no passado e esquecer de viver o presente, mas, em alguns momentos, olhar para o que passou com gratidão é uma ótima forma de nos lembrarmos que somos incrivelmente capazes.

Então eu fiz o exercício de pensar nas coisas boas que já fiz e conquistei, e os efeitos foram ótimos: a autoestima (que andava meio abandonada) “acordou”, a motivação acendeu e o sentimento de gratidão naturalmente surgiu. Me lembrei do quanto sou capaz e também de quantas vezes eu já pensei que não poderia fazer algo e depois fiz.

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Resolvi compartilhar essa ideia com vocês. Vamos criar uma lista de coisas que já fizemos? Se você estiver desanimado ou com a autoestima um pouco caída, esse exercício vai te ajudar a lembrar que você é capaz de fazer muitas coisas, assim como um dia já fez.

Antes de começar, saiba que você não precisa ter dado a volta ao mundo ou descoberto a cura para uma doença. Não pense que uma coisa é pequena demais para estar nessa lista, se você fez algo bom, você fez algo incrível! Se você fez algo que um dia achou que nunca conseguiria, coloque na lista! E não compare seus feitos com os de outra pessoa (eu quase caí nessa armadilha)! Esse é um exercício de autoconhecimento não de “vida-alheia-conhecimento”.

Vasculhe suas lembranças e vá anotando todas as coisas boas que conseguir se lembrar que você fez. Não se preocupe se não conseguir pensar em muitas na primeira vez que tentar, essa é uma reflexão para ser feita continuamente (eu demorei semanas para fazer a minha lista, e ela continua em produção).

Aí vão algumas das coisas boas que eu já fiz:

  • Conquistei mais de 16.000 pessoas (é o número de pessoas que acompanham o blog pelo Facebook) com meus textos e as cativei a acompanharem o que eu escrevo.
  • Treinei meu corpo para fazer posturas de yoga que um dia eu achei que nunca conseguiria.
  • Realizei meu maior sonho de infância (que um dia pareceu tão distante de se realizar…).
  • Consegui tirar a carne da minha alimentação – tantas vezes pensei que isso era impossível para uma pessoa como eu, que não comia verduras e legumes e vivia à base de nuggets e macarrão com salsicha (eu comi brócolis pela primeira vez na vida com 24 anos!!!!).
  • Superei uma doença grave, rara e que exigiu muita força física e emocional para ser curada (tive Púrpura Trombocitopênica Trombótica em 2011).
  • Superei a Síndrome do Pânico, que um ano e meio atrás me impedia de conseguir sair de casa.
  • Peguei minha por uma mão, minha coragem pela outra e comecei a gravar vídeos e publicá-los na internet.
  • Aprendi a aceitar – e a amar – características minhas que um dia eu odiei.
  • Aprendi a não me identificar com a energia negativa alheia e a não permitir que os outros afetem a minha paz interior com aquilo pertence a eles, não a mim (sou sensível e por muito tempo sofri demais absorvendo a negatividade alheia, pensando que nunca conseguiria me libertar dessa prisão).

Olho para essa lista e depois olho para um pouco antes de cada uma dessas realizações e vejo que um dia elas pareceram tão distantes, tão difíceis, tão impossíveis para “alguém como eu”. E hoje elas fazem parte da minha vida como lembranças e realizações reais.

Como não ser grata? Como não acreditar que tudo é possível? Como não amar ser quem eu sou quando olho para tudo isso?

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Você também já fez muitas coisas boas. Você também é um realizador. Você também tem motivos para se admirar e se orgulhar de ser quem você é. Você também é capaz de acessar as infinitas possibilidades da vida.

Se não tem conseguido perceber isso, encontre uma forma de se lembrar, seja fazendo esse exercício ou qualquer outra coisa que te recorde disso.

(Autora: Stephanie Gomes)
(Fonte: desassossegada.com.br)
*Texto publicado com autorização da autora

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