O que a mãe representa para seu filho? Ela é o centro de seu universo, tudo gravita em torno dela. Ela é o seu apoio e aconchego e ele a ama mais que tudo.

A figura da mãe, importante em todas as linhas de pensamento psicanalítico é, sem dúvida, a figura crucial do processo de humanização [do filho]. Para Lacan, ela é o “outro primordial”. E é indiscutível que a criança cria o mundo a partir de sua relação com a mãe, sendo fruto de projeções e identificações. (Glaucy Abdon)

Os meninos têm uma relação calorosa com a mãe. Os filhos homens são carinhosos e querem estar perto dela e protegê-la. É um comportamento natural. Para eles, somos as mulheres mais lindas, mais perfeitas e mais corretas do mundo! Os nossos defeitos são praticamente invisíveis. Nos protegerão com todas as forças, sempre que precisarmos! Acreditam em tudo que dizemos.

Embora algumas pesquisas apontem para uma menor interação física dos pais com os meninos do que com meninas, isso não muda a realidade das meninas não serem as únicas que precisam ser abraçadas e acariciadas! Os abraços da mãe e do pai ajudarão o menino a se sentir seguro e protegido.

    • O relacionamento entre uma mãe e seu filho

      O pai representa o lado aventureiro, brincalhão, viril, com a possibilidade de brincadeiras mais arriscadas e de maior impacto físico. A figura paterna representa o afastamento do mundo materno, do conforto e segurança que o seio materno proporciona, dando ao menino equilíbrio e autonomia para crescer e amadurecer.

      Ao passo que a mãe representa para o filho, o bem, a previdência, a lei, em uma palavra, a Divindade em uma forma acessível à infância. (Henry Fredéric Amiel)

      O equilíbrio na relação mãe e filho é fundamental para o crescimento e desenvolvimento normal da personalidade da criança. O menino precisa sentir que é aceito e amado incondicionalmente, que pode se aproximar e buscar proteção a qualquer momento e será bem acolhido. Negar esse acolhimento é afastar irremediavelmente o filho de si. A mágoa adquirida na infância molda o caráter; os maus-tratos físicos e/ou psicológicos vindos da pessoa que o menino mais ama e confia, frustra, castra e o faz sentir que o mundo é hostil e ele deve responder à altura, com violência e autodefesa.

      O que os filhos esperam de suas mães?

    • 1. Amor

      Diga a seu filho o quanto você o ama, deixe isso bem claro e demonstre por seus gestos de aceitação e acolhimento incondicional. Assim ele refletirá esse amor a você e aos outros.

    • 2. Ensino

      Ele quer e precisa ser ensinado. Ensine-o a fazer o bem, a diferença entre o certo e o errado, a ser autossuficiente, independente e capaz de realizar.

    • 3. Experimentar

      Não ensine tudo, não mostre todos os caminhos. Instrua-o, dê-lhe bons exemplos e deixe-o experimentar por si e aprender à sua maneira.

    • 4. Correção amorosa

      Dê a ele espaço para errar, corrija seus erros com firmeza, mas com bondade. Ele está aprendendo, é tempo de errar. A correção irritante ou humilhante produz efeito contrário.

    • 5. Limites

      Se seu filho não tiver limites, ele não terá disciplina. Sentir-se-á sem confiança. Consequentemente terá dificuldades de realização e cumprimento de tarefas. Por outro lado, se seu filho sentir que você não pode controlar seu comportamento inadequado, ele pode sentir ser mais forte que você e tentará manipulá-la.

  • 6. Realidade

    Seja direta e realista com seu filho. Não crie ilusões para que sejam destruídas mais tarde. Seja honesta, não tente ser infalível, não tente fazer tudo por ele. Seja você mesma e dê a ele o mesmo espaço de ser quem ele é. Não lhe dê tudo o que ele deseja. Não cubra seus erros. Deixe-o aprender que existem consequências.

  • 7. Contato físico

    Abrace e beije seu filho, olhe em seus olhos, sorria para ele, brinque com ele. Deixe-o procurar sua mão quando precisar de apoio, deixe-o encontrar seus olhos de aprovação quando se sentir inseguro. Deixe que encontre seus braços quando estiver feliz ou precisar chorar.

    E toda mulher que se torna mãe, seja de seus próprios filhos ou filhos gerados por outra, descobre que o filho que depende do seu amor e da segurança que ela transmite, é o melhor presente que Deus lhe deu.

(Autora: Stael F. Pedrosa Metzger)

(Fonte: http://familia.com.br/filhos/como-os-meninos-enxergam-suas-maes)

 

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Fãs da Psicanálise
A busca da homeostase através da psicanálise e suas respostas através do amor ao próximo.



13 COMENTÁRIOS

  1. Meu nome é Wagner, tenho 31 anos, viúvo, pai de um menino de 4 anos que perdeu a mãe vítima de um acidente quando tinha 2 anos e 10 meses. Desde então a ligação que tenho com meu filho é uma coisa que nunca vi na vida e em nenhum outro exemplo.
    Apesar da reportagem acima ser sobre mães, me vejo nessa situação e com os mesmos exemplos. Tenho uma interação imensa de companheirismo, carinho, amor, afeto… o qual me surpreendo até hoje, visto que meu filho, em sua inocente ignorância, transferiu para mim toda essa responsabilidade.
    Gostei muito do texto e queria se possível, identificar casos semelhantes e estudos fazendo uma analogia do amor de mãe e amor de pai na criação solitária do filho.
    Agradeço a atenção e aguardo um retorno.

    • Parabéns pela sua atitude de ficar com seu filho ter forças pra continuar criando ele pois muitos preferem largar nas costas da avó pois não quer compromisso e responsabilidade pra cuidar de um filho,parabéns e felicidades à você e seu filho .

    • Pois é… eu tb fiquei viúva qdo meu filho tinha apenas 5 anos e as relações entre pai/mãe e filhos nesta situação sempre me interessam.
      Não é fácil lidar com a ausência de uma das partes…. carinho, coragem, calma e muita verdade é o meu conselho…

  2. Que show Wagner, parábens!! Aqui tbm sou viúva e tbm com um filhote de 4 anos. Nossa tarefa não é nada fácil, mas aqui tentando sempre fazer o papel de “PÃE” da melhor maneira possível. Desejo força e felicidades no caminho de vcs!! Abraço Nathalia Freitas

  3. Olá Wagner, que bom! Vc pode exercer os dois papéis sem medo, fazer os cortes necessários com carinho e afeto, ensinando os limites e a disciplina com ternura, amando sem medo , seu filho tem em vc As duas figuras ( paterna e materna). Aproveite essa troca maravilhosa.
    Paula Gopfert. (Psicóloga e Psicoterapeuta)

  4. Tenho um menino de 6 anos e realmente, para ele eu sou o MÁXIMO! Às vezes penso que não darei conta, tenho medo de decepcioná-lo. Cobro demais dele e quando vejo, repito o q minha mãe fazia comigo. Fui criada assim e faço o possível para não cometer os mesmos erros, mas dou alguns deslizes. Muito interessante o texto. Parabéns pela abordagem do assunto! Abraço.

  5. Muito bom o texto.
    Nos faz refletir sobre o “nosso mundo” ne?
    Eu tive uma criação excelente, graças a Deus…pai e mae sem desarmonia….mas perdi meu pai qdo eu tinha
    20 anos. Hoje, eu tenho 40, um filho de 2 anos que é meu MUNDO.
    so que a nao estou mais com a mae dele e ela faz todo o possivel pra atrapalhar minha convivencia com ele…
    E por esse texto, eu sei q eh importante essa fase atual com a mae….mas é muito dificil ficar 2, 3 dias sem ver ele…. é doloroso.

    Wagner, parabens!!

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