Em fevereiro de 2013, Logan LaPlante – um menino de 13 anos de idade – chocou seus espectadores em um evento TEDx com sua desenvoltura, habilidade de comunicação, ideias, estilo de vida e sua nova concepção de Homeschooling.

O garoto, junto com sua família, criou o termo Hackschooling para sua opção de educação. Não era apenas o famoso ensino domiciliar (modalidade em que a criança não frequenta uma escola). Era uma mudança nos fundamentos da educação formal que, assim como as tecnologias, está aberta para ser ”hackeada” e melhorada. O conceito é genial, claro.

O vídeo, inserido no final do texto, suscitou diversos debates sobre a educação domiciliar ou escolar, mas o fato para o qual quero chamar a atenção aqui está na nossa possibilidade, enquanto pais e mães, de potencializar a educação de nossos filhos.

Se você ainda tem dúvidas do potencial criativo de seus filhos, talvez devesse pensar melhor. Pense em exemplos como John Kao, acadêmico de Harvard com formação de medicina a negócios, decidiu criar a EdgeMarkers, uma startup dedicada a ser catalisadora dos processos inovadores das crianças.

A capacidade de contemplação das crianças pro nosso universo, se não extinta pela nossa falta de tempo para investir nas explicações exigidas, faz deles ótimos criadores. Eles ainda não introjetaram todas as “normas sociais”, pressões de performance, medos de errar e vergonha.

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Isso faz com que eles transitem mais livremente pelas suas tentativas. Sabemos que aos poucos as normas sociais se impõe, mas para nós – cuidadores principais – é preciso um olhar atento e amoroso para preservar a capacidade de se espantar, de questionar o “normal” e de errar se preciso. Vamos então voltar as nossas possibilidades:

Na maioria das vezes, os ambientes nos quais colocamos nossos filhos suprimem a capacidade de “pensar fora da caixa”. Temos tanto receio do mundo em que vivemos que programamos a vida de nossas crianças no “modo mais seguro”: convívio com a família (núcleo), educação básica, ensino superior e mercado de trabalho.

E por medo, justificável claro, os amarramos em um processo que nós mesmos já percebemos que não está funcionando. Pois eu gostaria de propor pra você que permitisse ao seu filho hackear sua própria educação.

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Como ajudar meu filho a hackear a sua educação?

  • Interessa-se por meio ambiente? Que tal levá-lo em uma cooperativa de reciclagem?
  • Fala muito sobre pintura, ou se interessou por artesanato? Que tal leva-lo em feiras e conversar com artesãs sobre processo de criação, materiais, custos…?
  • Gosta muito de skate? Ok, vamos a um fabricante de skates, ou ainda vamos conversar com skatistas profissionais.
  • Explore a sua comunidade. Por que há casas maiores e menores? Bairros mais e menos organizados?
  • Porque há árvores com frutos e sem frutos?
  • De onde vem a comida que está no seu prato?

Reserve um tempo para explorar livremente com seu filho. Pegou a ideia?

Eu não tenho tempo! – Eu te ouvi dizer. E te compreendi claro. Mas será preciso que você tome a iniciativa algumas vezes e verá que logo seu filho estará expandindo sua rede de contatos por conta própria, verá que ele está mais desenvolto e se jogará naquilo que descobriu ou irá querer descobrir o que mais há por aí. De quebra, ainda saberá como fazer porque você já o ensinou. E você só precisará observar, dividir e dialogar.

De um jeito ou de outro, vocês dois sairão ganhando.

(Autora: Pamela Greco)

(Fonte: paisqueeducam)

*Texto reproduzido com autorização da administração do site parceiro.

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