Sabe aquela história sobre encontrar a metade da laranja? Então, não é bem assim… Partindo do princípio de que somos seres individuais e, portanto, completos, não precisaríamos “buscar” em outro(s) nossa metade, certo?

Os relacionamentos, de um modo geral, se mostram desajustados quando projetamos no(s) outro(s) nossas falhas, isto é, quando esperamos que o(s) outro(s) faça(m) tudo aquilo que não somos capazes de cumprir. Aliado a isso, está nossa má comunicação repleta de ruídos e más interpretações. Sem mencionar a(s) expectativa(s) criada(s) em nossos pensamentos que nos levam a desilusões, haja vista que o outro não apresenta poder telepático para saber exatamente o que queremos, desejamos ou nos incomoda.

Por que deixar nas mãos de outra pessoa nossa felicidade, nossa alegria, nossa realização? Vale a pena delegar tamanha responsabilidade para alguém? Claro que assim fica “mais fácil” dizer que não somos totalmente realizados porque fulaninho(a) não nos compreende. Mas no final das contas, somos nós que necessitamos nos compreender, nos conhecer, nos respeitar.

Se pararmos para analisar nossos relacionamentos, estes refletem exatamente como nos tratamos. Se somos cordiais com os outros, muito provavelmente construímos um diálogo menos violento e mais cordial conosco mesmo.

Façamos um exercício, preste atenção nas situações que te fazem rir, que te deixam brava(o), naquilo que te emociona profundamente… e no final você verá como anda seu relacionamento consigo mesma(o).

A partir do momento que nos olhamos internamente somos capazes de saber exatamente o que deve ser modificado em nós para que assim possamos prolongar essa mudança e bem estar externamente. O auto respeito é fundamental para que sejamos capazes de construir relacionamentos mais harmoniosos e, consequentemente, deixar de lado a necessidade de buscar em outras pessoas nossa metade perdida no tempo e no espaço.

Saber colocar-se em primeiro lugar não uma questão de egoísmo ou preservação, é um ato de amor consigo mesma(o).

Seja um ser completo, autônomo e capaz de segurar as rédeas de sua vida e, sem esforço, seus relacionamentos projetarão harmonia e amor. Não se trata de uma receitinha de bolo, mas uma questão lógica e natural.

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Natalia Garrido
Bióloga e Microempresária. É colunista do site Fãs da Psicanálise.


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