Está tudo bem ser sensível e ter os sentimentos a flor da pele. Exalar emoções e desabrochar amor. No mundo de hoje, isso deve ser visto como uma característica rara.

Está tudo bem se entregar em tudo, no trabalho, no relacionamento, em casa, nos estudos, e encarar as coisas de forma profunda.

Pra tanto sentimento caber dentro de você, você deve ser e ter o peito do tamanho do mundo. Você entrega um pedaço seu pra tudo que você faça e pra quem você ama de verdade. Você sente, você dá valor.

A vida é curta! Ah, se é. Perder tempo com jogos, com omissão de sentimentos não te leva a nada. Leva a ter uma vida e relacionamentos rasos. Seja inteiro. Divida seu verdadeiro eu. Gente assim é completa e feliz sem precisar de alguém.

Feliz é você que sente, que ama, que fala, que tem o riso puro. Que se entrega sem medo, e que levanta depois dos tombos de cabeça erguida e não perde sua essência.

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A essência de quem é completo tendo a si mesmo é linda. Porque depois de você ser inteiro, o que você ganha, soma, e te faz transbordar. Vale muito mais ver o copo sempre cheio.

E não tem nada melhor que isso. A sensação de estar bem consigo e com todos ao redor, de não precisar de mais nada, porque você é feliz por ser quem é, com quem estiver e aonde estiver. E mesmo que as circunstâncias mudem, gente assim sabe ser feliz independente do “ter”.

Porque “ser” vale muito mais. Vale muito mais colecionar momentos e não objetos, apreciar lugares e não coisas, se apegar a pessoas e não objetos. Porque ao fazer isso, você coleciona memórias e marcas na vida, que você leva pra sempre e que ninguém pode tirar de você.

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Podem tirar as coisas que você possui, mas ninguém apaga instantes feitos no coração.

Porque pra ser sensível, na verdade, tem que ter coragem. Num mundo de gente rasa, quem tem um oceano dentro de si é extraordinário.

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Gabriele Sauthier
Bióloga, graduada na Universidade Estadual de Maringá, Mestranda no Programa de Biologia Celular e Molecular (PBC - UEM). É colunista do site Fãs da Psicanálise.


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