Olá, como vão? Espero que bem!

Há umas duas semanas, eu assisti um filme chamado “Histeria” (procurem nas locadoras, já tem para locar). O filme foi baseado em fatos reais, e conta a relação da histeria, com a invenção dos vibradores, é isso mesmo, com os vibradores que hoje encontramos em lojas do tipo “Sex Shop”.

É que no final do século 19, existia uma doença causada por algum problema relacionado ao útero da mulher, esse doença era a histeria. As mulheres histéricas, tinham como característica uma agressividade fora do normal (imaginem nessa época, se uma mulher podia por exemplo falar mais alto, ou gritar com seu marido), ausências (desmaios), choros e risos descontrolados, e outras reações consideradas inapropriadas para uma mulher daquela época. O tratamento consistia em massagear o útero, e isso só era possível através da penetração com o dedo na vagina, e assim o útero era estimulado. Era óbvio que a grande maioria das mulheres chegavam ao orgasmo, e assim saiam alegres dos consultórios dos médicos. Parece mentira, mas era mais ou menos isso. O vibrador foi inventado nessa época, como forma de tratamento para as mulheres.

As mulheres possuem uma “ótima complexidade” na sua sexualidade, digo ótima, pois elas (teoricamente) podem conseguir chegar ao orgasmo estimulando outras partes de seu corpo, além da vagina. É como eu disse no texto sobre o prazer feminino (texto de 27/07), as mulheres são muito mais orgásticas que os homens, e o não “escoamento” de todo esse tesão (pulsão sexual), pode causar dentre outras coisas, a histeria.

Freud começou a psicanálise estudando sobre a histeria. Ele juntamente com Charcot (hipnólogo), fizeram muitos testes com mulheres diagnosticadas com histeria na época. Freud mostrou que a histeria estava muto mais relacionada com o psicológico dessas mulheres, do que com o físico, pois quando as mulheres eram hipnotizadas, as crises paravam, e quando voltavam para o normal, as crises voltavam, ou seja, era só a pessoa ficar em estado alterado mentalmente, que o problema cessava. Se o problema fosse realmente só físico, era para a pessoa continuar tendo ataques, mesmo hipnotizada.

Dizem que Freud quando atendia suas pacientes com problemas de mau humor, ou com sintomas histéricos (entre outros problemas), era comum em suas anotações escrever “P.N.”, ou seja “Penis Normalis”, que queria dizer que essas pessoas precisavam eram ter relações sexuais.

Aquela relação que no dia-a-dia fazemos, que quando uma pessoa está irritada, nervosa, impaciente, e que essa pessoa precisa de sexo, tem fundamento! Então lembre-se de Freud quando você começar a ter o famoso “piti”. Penis Nornalis!!

 

Compartilhar
Paulo Jacob
Psicoterapeuta com Formação em Psicanálise Clínica, Especialização em Técnicas de Acesso Direto ao Inconsciente, Capacitação em Hipnose e Hipnoterapia Comportamental. Professor de Psicanálise e Analista Didata no Centro de Estudos em Psicanálise Clinica - WCCA Psicanálise. Atuando na Nossa Clínica Psicanálise situado em Campinas/SP. É colunista do site Fãs da Psicanálise.



1 COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA