Para justificar alguma ausência, para poupar um sofrimento, para evitar discussões, para não ficar mal com os amigos somos capazes de dizer pequenas mentiras, muitas vezes denominadas de “mentiras brancas”.

No nosso cotidiano estamos envoltos em diferentes histórias, sejam elas reais ou não, que servem de alicerce para nossa consciência, seria uma pequena convenção social que nos auxilia em situações onde não estamos confortáveis a dizer o que realmente sentimos ou pensamos.

Recriminável ou não, esse é um hábito nebuloso que está, no fundo, enganando ou até mesmo dando falso encorajamento aos outros a partir do momento em que não trazemos à tona nosso real sentimento e com isso colocamos em risco nossa credibilidade perante o outro.

Fato é que mentir passou a ser um comportamento social, que pode ser aceito ou não (afinal de contas comemoramos um dia completo “pregando peças” em outras pessoas no mês de abril) e que aprendemos desde a infância observando o comportamento dos adultos a nossa volta.

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Muitas vezes utilizamos das mentirinhas para “preservar nossa privacidade” e no final das contas estamos enganando a nós mesmos, já que, primeiramente, precisamos acreditar no que estamos dizendo para que o outro possa aceitá-la.

A mentira é entendida, na psicologia, como um falseamento da verdade e o que a define é sua intenção, ou seja, quando existe a intenção de prejudicar o outro existe a mentira. Mas por que esse comportamento é mais comum do que imaginamos?

Uma resposta pode ser a insegurança que carregamos dentro de nós. Somos seres inseguros externa e internamente, pois, vivemos com medo do que pode acontecer quando saímos de casa, vivemos preocupados com o que os outros pensarão a nosso respeito e para “fortalecer” o ego optamos por mentir em determinadas situações.

Que atire a primeira pedra quem nunca mentiu! No entanto, sabemos que essa não é a melhor solução. Dizer a verdade sempre é a melhor alternativa, mas é preciso dosificar o tom da linguagem porque as palavras carregam a intenção do pensamento de quem as gerou. Sejamos verdadeiros conosco e, sem esforço, seremos verdadeiros com os demais.

Referência:
ALVES, S. et al. As Várias Faces da Mentira: A Verdade Esclarecida? (http://www.aems.edu.br/conexao/edicaoanterior/Sumario/2013/downloads/2013/3/39.pdf) acessado em jul 17.
CANIATO, A. A Banalização da mentira na sociedade contemporânea e sua internalização como destrutividade psíquica. Revista Psicologia & Sociedade; n.19 vol.03, p.96-107, 2007.
OLIVEIRA, F. M. Pseudo: uma análise sociocognitiva sobre insinceridades, mentiras e crimes de fraude. Tese de Doutorado – Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes. Programa de Pós Graduação em Ciências Sociais, 2013. 328p.
TRINDADE, G. G. NUNES, L. L. Lying. Revista Seara Filosófica, n.05 verão, 2012, p.77-80.

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Natalia Garrido

Bióloga e Microempresária. É colunista do site Fãs da Psicanálise.



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