Excelente texto de Eliane Brum* no El País sobre o tabu da morte que se consolidou a partir do século XX e o novo olhar que surge sobre o fim da vida

A morte é lambuzada de vida e de humanidades. Há tantas formas de pensar sobre ela quanto vivedores e morredores. A beleza, mesmo quando brutal, é quando essas narrativas são capazes de enfrentar a complexidade deste momento, com todos os sentimentos ambíguos e as contradições que o povoam. Seria uma pena, afinal, reduzir um momento tão abissal quanto inescapável a um manual pobre do “morrer bem”. Como na frase que adoro: “A morte não é o contrário da vida, a morte é o contrário do nascimento. A vida não tem contrários”.

O artigo é uma fonte rica de referências de pensadores, livros, filmes e projetos que se dedicam a pensar a morte e o luto. Para a nossa felicidade, a mestre Eliane cita o “Vamos Falar Sobre o Luto?” como uma das manifestações dessa nova perspectiva contemporânea onde o morrer e o viver o luto entram em primeira pessoa:

Minha aposta é de que o mais fascinante deste novo olhar sobre a finitude humana possivelmente ainda virá. E virá não por aqueles que já têm um lugar de escuta, mas pelos anônimos que começam a produzir narrativas na internet sobre o envelhecimento, a doença e a morte. Assim como as redes sociais vêm produzindo tanto sobre tudo – e não só discursos de ódio –, também autorizaram um dizer que revela como cada um se coloca diante da mortalidade. 

Leia o artigo completo da Eliane Brum em sua página no El País:

http://brasil.elpais.com/brasil/2015/08/03/opinion/1438613579_409808.html

* Eliane Brum é escritora, jornalista, documentarista brasileira. Sempre fonte de inspiração e reflexão. 

Fonte: vamosfalarsobreoluto.com.br/

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