É preciso aceitar o fato de que estamos inseridos em uma sociedade liberal. Um direito conquistado, mas pouco utilizado para o aprimoramento íntimo. O liberalismo é defendido com unhas e dentes nos possibilitando a realização de ter/ser o que desejamos, entretanto, toda atitude gera uma reação.

Dentro do liberalismo demasiado, confundimos liberação excessiva com promiscuidade em ocasiões ímpares. Ser livre não tem nada a ver com ser promíscuo, pelo contrário, tem a ver com as individualidades de cada um. Ter a oportunidade de pensar sem influências externas e buscar a felicidade a partir das próprias crenças.

Supervalorizar o envolvimento carnal, nada mais é que uma deficiência intelectual. O sexo não é tudo, mas apenas uma das várias consequências de ter uma relação distinta com alguém.

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Pulamos etapas, procuramos a autossatisfação imediata e não percebemos que estamos retrocedendo pelo excesso de liberdade. Achamos que merecemos a alegria momentânea, sem medir o que isso pode acarretar.

Compreendamos de uma vez por todas que o sexo é apenas mais um apêndice da relação, como viajar, estudar ou assistir uma série juntos. O que nos leva a fazer isso com alguém é que precisa ser valorizado, afinal de contas, foi o entendimento íntimo, o diálogo e o poder de se reconhecer nos olhos alheios que fazem com que vocês continuem juntos e não apenas por gozos esporádicos ou altas tensões de adrenalina.

Que possamos levar o prazer carnal a um patamar acima e que ele seja a consequência de uma proximidade muito além de física, pois, caso contrário, estaremos perdendo a oportunidade de potencializar as nossas características, o que não nos tornaria únicos, mas emocionalmente fúnebres.

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Valorize seu tempo, sua companhia, sua capacidade de escolha, sua inteligência, suas partes íntimas, seus sonhos, seus prazeres e tenha certeza de que você estará se tornando alguém único.

Essa é sensação que não se compara a nenhum tipo de prazer tateável e se caso nunca sentiu, experimente se tornar alguém que ninguém mais poderia ser para perceber a grandeza da vida.

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Gabriel Capeletti
Professor por vocação, estudante de psicologia por paixão, morador da Serra gaúcha, amante de rimas intrigantes e do poder que cada palavra possui de tocar o coração de uma forma tão singular.



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