Para estar em equilíbrio consigo mesmo é preciso enfrentar as oscilações existentes dentro de nós.

Essas oscilações emocionais surgem a partir do momento em que queremos controlar tudo: pensamentos, sentimentos, pessoas, situações. Quando não conseguimos controlar nosso interior, permitimos que o exterior comande e com isso o domínio sobre nossas vontades passa a ser realizado por terceiros mediante nosso consentimento.

As palavras de Paulo de Tarso “todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convêm” (I Coríntios, 6:12), nos mostram que acordar com todas as propostas mesmo quando não queremos e o fazemos apenas para evitar conflitos com o outro significa passar por cima de si mesmo, subestimando-se para ter sua aprovação.

Para sair desta situação é preciso enxergar as próprias qualidades e deixar de lado comparações que nós mesmos fazemos, muitas vezes inconscientemente. Somos quem devemos ser, nem melhores ou piores que os outros.

Aceitar a si mesmo já é o início da jornada que levará à mudança de postura frente ao outro, mas, principalmente, frente a si mesmo. Mude o olhar em relação a si mesmo! Compartilhe suas qualidades com as pessoas que estão a sua volta, aprecie as belezas que te rodeiam.

Entender que a vida é dinâmica e que não precisamos estagnar em comportamentos habituais auxilia na compreensão de quem somos, o que realmente nos faz bem e o porquê.

Sentir-se pleno é de grande valia para saber se algo nos faz bem ou não. Sinta a liberdade de suas escolhas e faça de acordo com aquilo que lhe convêm. Afinal de contas, ninguém melhor do que você mesmo sabe o que é melhor para si.

Leia mais: Aprenda a equilibrar Razão e emoção

Portanto, mudanças são bem-vindas desde que respeitem a si mesmo e nos levem pelo caminho da ética, o que significa manter claro os propósitos de nossa existência, sem lamentações, críticas, maledicências ou conflitos desnecessários. Além de manter o entusiasmo como motor de tudo o que fazemos, pensamos e dizemos.

Quanto ao medo que as mudanças podem causar, é preciso encará-los e não os tornar maiores que nossa vontade em mudar, para seguir o caminho escolhido pelo nosso livre arbítrio sem arrependimentos.

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Natalia Garrido
Bióloga e Microempresária. É colunista do site Fãs da Psicanálise.


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