Leve, saborosa, nutritiva e equilibrada, ela é sinônimo de alimentação saudável.

Peixes, algas, cogumelos, tofu, arroz e outros ingredientes da culinária japonesa carregam o segredo milenar da longevidade do povo japonês. De acordo com o relatório da ONU, Estatísticas de Saúde do Mundo, divulgado neste ano, o Japão (ao lado de San Marino) é o país com a maior expectativa de vida do planeta, com 83 anos. Uma outra pesquisa, publicada recentemente no Jornal Europeu de Nutrição Clínica, comprovou que as pessoas que seguem uma dieta japonesa saudável têm cerca de 40% menos sintomas de depressão do que aquelas que não a seguem.

Dá para entender o porquê destes números com um olhar mais atento sobre um cardápio básico da comida japonesa. As preparações levam pouca ou nenhuma gordura saturada (o tipo que é nocivo ao organismo) tornando os pratos mais leves, os alimentos crus preservam 100% dos nutrientes e, além disso, são ricos em substâncias importantes para preservar a saúde, como o ômega 3 do salmão, que previne contra doenças cardiovasculares, ou os cogumelos, que reforçam o sistema imunológico.

Até mesmo quem está de regime pode colher as vantagens e prazeres da culinária sem peso na consciência. Basta evitar versões fritas ou com cream cheese e maionese, que acrescentam mais calorias aos pratos. No restaurante, prefira os pratos à la carte, já que no rodízio é bem mais fácil extrapolar nas porções.

A seguir, você confere uma lista de benefícios obtidos com os carros-chefes nutricionais da alimentação japonesa. Se você ainda não se rendeu a ela, veja o que a sua saúde está perdendo.

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Algas: elas enxugam a gordura
Presentes, principalmente nos sushis e temakis, estes vegetais marinhos são excelentes fontes de iodo, necessários para a tireoide e o sistema imunológico trabalharem melhor. Esta turma dos mares também garante dias mais felizes, pois carregam vitaminas do complexo B (B1, B2, B3, B6, B12), que são importantes reguladores da serotonina, hormônio neurotransmissor que nos confere a sensação de prazer e bem-estar. Mas a sua dieta também ganha reforço extra com o consumo das algas. Um estudo recente da Universidade de Newscastle, na Grã-Bretanha, provou que elas são capazes de reduzir a absorção de gordura pelo organismo em até 75% – mais que o dobro dos medicamentos com a mesma função.

Peixes: amigos do peito
Atum, salmão e truta são espécies largamente utilizadas na culinária japonesa. Esse trio é o verdadeiro aliado do coração. Isso porque os três peixes são ricos em ômega 3, um ácido graxo poli-insaturado que faz uma verdadeira faxina nos vasos sanguíneos, dissolvendo as placas de gorduras que se fixam nas paredes das artérias. Com o sangue fluindo sem barreiras, reduzem-se os riscos de doenças cardiovasculares, como hipertensão, infarto e derrames. Outra função importante do ômega 3 é aumentar os níveis de HDL (o chamado colesterol bom) e diminuir os de LDL (colesterol ruim) do sangue, equilibrando as taxas de colesterol.

Com a turma dos mares, a fadiga e o desânimo também não tem vez. O salmão contém tirosina, um aminoácido que o organismo usa para produzir dopamina e noripinefrina, dois neurotransmissores que mantém o cérebro em alerta. Já o atum é excelente fonte de vitamina B6, um nutriente importante para a produção de serotonina, o hormônio da felicidade.

Pepino: xô inchaço!
Ele é um dos vegetais mais usados na culinária oriental, compondo saladas, temakis e sushis. O pepino é composto por 95% de água, o que faz dele um alimento de baixa caloria e que garante hidratação do organismo. Além disso, é um ótimo aliado para o ritual de beleza. Ele contém vitamina C e ácido caféico, ótimos para tratar irritações e diminuir o inchaço da pele. Uma máscara facial à base de pepino ou compressas sobre as olheiras deixa a expressão facial renovada.

Gergelim: o intestino agradece
É considerado um dos vegetais mais ricos em lecitina, um poderoso emulsionante, que facilita a dissolução das gorduras. Uma de suas funções na corrente sanguínea é dissolver lipídios da corrente sanguínea, regulando os níveis de colesterol e triglicérides, evitando doenças cardiovasculares. A lecitina também auxilia na lubrificação do intestino, que junto com as fibras contidas na semente mantém a prisão de ventre bem longe e ainda proporciona maior duração da saciedade, o que vai fazer com que a pessoa sinta menos fome. Mas não é só isso. Estudos mostram que o gergelim atua como ativador do reflexo cerebral e fortalecedor da pele. A presença do cálcio na sua composição ajuda ainda no combate do desgaste ósseo.

Gengibre: ele desintoxica geral
Rico em fibras, o gengibre tem ação desintoxicante, favorece a digestão e alivia a constipação intestinal. Com propriedades anti-infamatórias e bactericidas, também trata inflamações, principalmente na garganta.

Cogumelos: eles blindam o organismo
Shitake e shimeji são duas espécies que incrementam o cardápio da culinária japonesa e blindam o organismo. Esta dupla é um verdadeiro exército de defesa contra doenças graças a uma substância chamada lentinan, capaz de estimular o sistema imunológico. Estudos apontam que o lentinan também é um bom combatente das altas taxas de colesterol.A dieta também sai ganhando. Um bife de 100 gramas de contrafilé carrega cerca de 13 gramas de gorduras, enquanto a mesma quantidade de cogumelo não chega a um grama de gordura.

Tofu: equilíbrio hormonal
Pesquisadores da dieta japonesa atribuem o consumo dele como um dos fatores para a baixa incidência de algumas doenças como certos tipos de câncer (mama, próstata e cólon), doenças cardiovasculares e osteoporose nas populações orientais, principalmente da China e do Japão. Por ser um derivado da soja, o tofu contém as mesmas propriedades da leguminosa. É uma excelente fonte de proteínas, além de ser rico em minerais como cálcio, fósforo e magnésio. Em 100 gramas de tofu, 85% são água e 7.5 gramas são proteínas. E ainda pesa pouco na dieta. O alimento tem apenas 70 calorias. A soja contém uma classe de fito-hormônios chamados de isoflavonas (ou isoflavonoides), antioxidantes que reduzem a taxa de colesterol ruim (LDL) no sangue, diminuindo o risco de doenças cardiovasculares.

Wassabi: boa digestão
A pasta feita da planta wasábia (ou rabanete japonês) contém potássio, cálcio, magnésio, fósforo e vitamina C. Usada como condimento, ela ajuda na digestão, principalmente de comidas gordurosas.

Saúde para todos os gostos
Os pratos frios são a cara da culinária japonesa, mas o cardápio nem de longe fica restrito ao sushi e ao sashimi. Quem prefere opções quentes, principalmente no inverno, também pode fazer escolhas saudáveis e balanceadas. Fazem parte desta turma a tradicional missoshiro (sopa de soja), os domburis (as receitas trazem variações com arroz, legumes, carne e frango), peixe grelhado com legumes refogados, além do clássico Yakissoba.

Fonte: minhavida

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