Não é que nós psicólogos sejamos proibidos de atender amigos e familiares, o Conselho Regional de Psicologia diz o seguinte em relação a isso: “A decisão pelo atendimento é do(a) psicólogo(a), que considerará se o atendimento interferirá negativamente nos objetivos do serviço prestado, uma vez que não há nada na regulamentação que proíba especificamente o atendimento de familiares e/ou conhecidos(as).”

Resumindo, cabe ao profissional decidir se atende ou não alguém que ele conheça, mas que isso pode interferir no resultado da terapia, darei alguns motivos para que o psicólogo opte por não atender.

1° A neutralidade: É necessário que o psicólogo tenha neutralidade durante a sessão, lógico que mesmo que ele não conheça seu paciente não é possível ter 100% de neutralidade, porque acima de tudo somos pessoas que tem sua subjetividade, e seus sentimentos, mas se a pessoa ao qual o psicólogo atende é alguém conhecido, e já viveu muitas coisas junto com seu analista, fica um pouco impossível (podemos falar assim) de haver neutralidade de ambos nessa sessão, e sem ela não é possível dar andamento a terapia.

2° Confiança: É de suma importância que haja confiança do paciente para com seu analista, não tem como o paciente dar continuidade a um tratamento sem que ele confie nas palavras do psicólogo, e nesse caso quando for algum amigo ele não vai em algumas situações, confiar no que esta sendo dito na sessão, vai chegar a duvidar se estar correto, ou se você está dizendo algo para prejudicar ele, já que eles se conhecem e o seu amigo psicólogo, sabe agora de alguns segredos dele.

3° Psicólogo ou amigo? vai acontecer de em algum momento o paciente querer que o psicólogo de conselhos a ele, que diga o que é o melhor a se fazer em determinada situação, e tudo o que for dito ele vai escutar, como é o amigo dele que está falando, e não como o psicólogo dele. As sessões vão virar a hora de desabafar tudo que esta sentindo para seu amigo, e no final sabemos que isso não vai dar certo.

4° O psicólogo pode ser visto como um vilão: Outra coisa delicada é esse ponto, porque o psicólogo as vezes vai fazer seu paciente refletir em algumas coisas, e vai falar algumas coisas que nem sempre ele esta preparado para ouvir, e se for alguém que o psicólogo conheça, pode ser que ele leve a mal o que foi dito.

5° Sentir-se a vontade durante a sessão: É importante que ambos estejam se sentindo a vontade durante todas as sessões para que não se tenha vergonha de falar nada, e não se omita nada, porque se caso algum relato seja mentiroso, ou esteja faltando alguma parte, a terapia não vai funcionar, então seu amigo pode ter vergonha de lhe contar alguma coisa e a real intenção daquela sessão não vai ocorrer.

Bom esses são alguns pontos que se algum psicólogo decidir atender algum familiar ou amigo, vai passar, e vai ter que saber administrar bem, para não perder a amizade, ou o convívio com algum parente, por não ter dado certo as sessões de terapia com ele.

(Autor: Leandro Zanon)

(Fonte: pensamentoliquido)

*Texto publicado com a autorização da administração do site.

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