É fácil dizer se uma casa é habitada por uma mulher, basta sentir. Sentir a suavidade, a leveza das escolhas, os pequenos toques que fazem toda a diferença na decoração: um buquê de flores, uma renda, um simples detalhe manual na toalha de mesa, peças mais trabalhadas, um pouco de brilho… Quando entramos em um lar feminino, além de ver, sentimos tudo isso.

Um dos aspectos de que mais gosto em residências femininas é a presença de sistemas de arte e artesanato. Como é interessante ver peças, quadros, utensílios e enfeites – e como são organizados – na casa de uma mulher. Diferentes formas, materiais e origens denunciam preferências e personalidades únicas. Acredito que, mais por instinto do que por lógica racional, nós mulheres tendemos a esse toque de criatividade na decoração.

A estética da casa feminina, às vezes influenciada pelo universo infantil e lúdico, não tem medo de laços, flores, babados e sutilezas que na medida certa quebram a rigidez do dia a dia. Cores e texturas ajudam a amenizar os ambientes e flertam com o lúdico. Tecidos, revestimentos e projetos luminotécnicos aconchegantes estão entre as preocupações das mulheres na hora de decorar. Por isso digo que os lares femininos são mais quentes.

A mulher do século 21 quer mais praticidade para não perder tempo com a arrumação da casa ou com a falta de funcionalidade das coisas. Estamos nos tornando adeptas das tecnologias de ponta, de uso fácil e intuitivo, em equipamentos sempre menores, de design moderno e sofisticado. Hoje, a casa feminina é também mais eficiente.

Um lar feminino pode ser tecnológico e moderno, mas é sempre íntimo. Uma intimidade compartilhada na casa sempre pronta a receber e a relatar um pouco de história da moradora e da família. Porta-retratos e lembranças de viagens são itens indispensáveis na composição das salas e quartos. Um certo saudosismo habita positivamente cada ambiente de nossas casas.

E se gostamos de receber visitas e lotar nosso lar de momentos e pessoas queridas, por outro lado, valorizamos e respeitamos nossa privacidade. Eu, mesmo quando era casada, sempre preservei “meu próprio canto”, ao mesmo tempo em que deixava marcas – femininas – por toda a casa.

Hoje quero fechar a porta e desfrutar minha própria companhia no conforto do lar. Um lar moderno, divertido, criativo, acolhedor, suave e doce.

(Autora: Olga Krell)

(Fonte: tatigodoy)

*Texto publicado com autorização da autora.

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