Na psicanálise aprende-se que nós, seres humanos, somos seres movidos pelo prazer sexual. Neste sentido, nossa rotina está cercada de perversões de caráter sexuais, que muitas vezes, não estão diretamente relacionadas ao ato do modo como o imaginamos.

Tais perversões podem ou não serem diagnosticadas, o que significa que muitas delas atuam unicamente no campo da inconsciência. Um exemplo neste sentido diz respeito ao próprio prazer que sentimos ao vasculhar a vida de alguém que conhecemos e “odiamos” nas redes sociais.

Sendo assim, o que a psicanálise considera uma perversão sexual é algo diretamente atrelado ao nosso cotidiano, e que nem sempre deve ser considerado negativo – mas sim, uma simples ‘repressão de libido’. Essa repressão, por sua vez, pode acabar causando neuroses, frustrações e até mesmo condições mais sérias que afetam a saúde mental e/ou psicológica do indivíduo, como a ansiedade e/ou depressão.

A psicanálise também reforça o conceito de parafilias, que nada mais são do que pequenos resquícios de vivências da infância repletas de libido repreendida. Neste sentido, uma busca sexual nem sempre é motivada essencialmente pelo prazer – ela também pode ser motivada pela procura da ‘cura’ para este sintoma.

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Neste sentido, devemos destacar que muitas são as perversões sexuais que mantemos, e muitas delas, já foram desenvolvidas na infância. Identificá-las e compreendê-las é algo que, quando realizado por meio de uma intervenção psicanalítica, pode ajudar o indivíduo a entender várias fases e buscas de sua vivência no presente.

Outro aspecto da repressão da libido que merece destaque diz respeito a um assunto muito fomentado nos dias atuais: padrão de beleza corporal e obesidade.

Mas o que leva o indivíduo a desenvolver uma compulsão alimentar, você sabe? Muitas vezes, a comida é identificada como um prazer, como uma pura substituição do prazer sexual. O cotidiano estressante leva os indivíduos a se alimentarem cada vez mais e em doses cada vez maiores.

O descontrole e a culpa, por sua vez, são aspectos que fazem com que ele repreenda esse comportamento, realizando-o quando ninguém está vendo, e geralmente, rapidamente. Esse ato também pode ser considerado, pela psicanálise, uma autopunição como forma de repreender a libido, ou seja, o prazer pela comida.

(Imagem: Christophe Gilbert)
(Fonte: Escola de Psicanálise de São Paulo )

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