“Será que tenho equilíbrio interior para acolher uma opinião, escolha ou crença diferente que vem do outro? Muitas pessoas não conseguem sair das superficialidade das discussões onde defendem seu pontos vista apenas, sem disposição interna de ouvir e tentar entender o outro. Desta intolerância à “opinião que difere” surge os famosos discursos de ódio e a generalização do comportamento alheio, muito comuns na internet hoje em dia. Mas pergunto: se conseguíssemos chegar ao “cerne” do pensamento alheio, não poderia haver por trás desta outra opinião, escolha ou crença uma moralidade ou mesmo uma busca autêntica do outro indivíduo?”

Hoje, percebemos alguns temas que incitam discussões calorosas devido opiniões diferentes ou até mesmo contrárias. Mas o que me chama mais a atenção não é a opinião em si, mas a postura em relação à opinião alheia que difere da minha.

Será que tenho equilíbrio interior para acolher uma opinião diferente que vem do outro? Acolher não quer dizer concordar, mas aceitar que o outro tenha o direito de ter uma opinião diferente e possa expressá-la livremente.

Desta intolerância à “opinião que difere” surge os famosos discursos de ódio e a generalização do comportamento alheio, muito comuns na internet hoje em dia:

Ele é contra o governo então é a favor da ditadura militar / ele é a favor do governo então é complacente com a corrupção.

Ele quer uma esposa que dê prioridade aos filhos então é machista / ela é feminista então é agressiva e não aceita o comportamento masculino.

Ele é ateu então não tem amor no coração / ele é religioso então não possui uma lógica de pensamento, é tudo baseado em crenças.

Ele não é a favor do beijo entre pessoas do mesmo sexo na mídia então é homofóbico / ele é a favor então faz apologia ao homossexualismo e é contra a moralidade.

Pergunto: Se conseguíssemos chegar ao “cerne” do pensamento alheio, não poderia haver por trás desta outra opinião, escolha ou crença uma moralidade ou mesmo uma busca autêntica do outro indivíduo?

Mas muitas pessoas não conseguem sair das superficialidade das discussões onde defendem seu pontos vista apenas, sem disposição interna de ouvir e tentar entender o outro. E nesse duelo de egos se inicia uma sessão de julgamentos e tachações do comportamento alheio, chegando muitas vezes ao ponto de pregar uma inquisição.

Essa inquisição seria uma coisa muito perigosa, pois pode fazer com que as pessoas usem máscaras sociais para se adequar ao padrão moral e evitar conflitos com medo de expressar seus verdadeiros pensamentos.

Poderia eu tocar a alma do outro ou mesmo ser tocado por ela sem acolher com amor, sem ouvir e sem aos menos tentar compreender suas opiniões, escolhas, crenças e atitudes em um nível mais profundo?

É nesse encontro entre as almas é que surge o amor, não o amor carnal, mas o amor verdadeiro do reconhecimento do outro.  À partir desse reconhecimento percebemos o quão mágico e divino é o outro ser humano, o que nos traz o verdadeiro sentido de humanidade.

E isso nos fortalece e nos faz tentarmos sempre ser pessoas melhores, não só para nós, mas para todos. Lutar para que todos floresçam e possam expressar todas as qualidades e talentos de suas individualidades, independente de seus defeitos e dificuldades de hoje.

“Que o meu pensar seja claro, verdadeiro, sem julgamento, ponderado. Que meu sentir seja aquecido, amoroso, com compaixão pelo outro, trazendo a verdade do amor latente em si. Que minha ação seja fiel a uma causa, apaziguadora. Que eu possua a virtude de fazer o bem. Que eu possa ajudar ao outro ser humano e acompanhá-lo. Que eu desenvolva o sentido humanitário e colocar a minha força à disposição da humanidade. Que eu Ilumine com sabedoria os lados negativos ou sombras. Que eu possa ajudar o outro a encontrar suas metas e realizá-las. Que eu acompanhe o destino do outro, ajude-o a encontrar os lados positivos da vida para aproveitar, para um todo maior, as qualidades positivas de cada um.”

(Autora: Leonardo Maia)

(Fonte: antroposofy.com.br)

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