Até muito tempo atrás a poligamia, ou seja, casar-se com mais de uma pessoa ao mesmo tempo, era algo normal, e como principal causa atribuída, era a diferença numérica entre homens e mulheres, pois os homens morriam ao montes nas guerras. Isso aos poucos foi acabando, através da propagação dos princípios católicos da monogamia, apesar de existem fatos que mostram que o catolicismo em si não prega isso.

No Velho Testamento fala de um personagem (Jacó, por coincidência…) que tinha duas mulheres, duas servas e doze filhos, sendo que muitos desses filhos eram das servas. Mas sinceramente não quero provar se existe algo “católico” ou não sobre o “fim” da poligamia, o fato é que independente da religião ou não, todos somos poligâmicos!

Algum problema sobre essa minha última afirmação, de que todos somos poligâmicos? Não podemos negar a nossa evolução do macaco até nós, e por mais que tenhamos evoluído, ainda temos dentro de nós instintos primitivos poligâmicos (entre outros, como agressividade, por exemplo.), ou seja, existe sim uma contribuição biológica, mas o ser humano é corpo e mente, ou seja, nas nossas escolhas existem o biológico e psicológico atuando ao mesmo tempo.

Freud deixou bem claro em seus estudos, que a partir do momento que nós seres humanos aceitarmos os nossos desejos sexuais, que grande parte das doenças psíquicas não iriam existir mais, ou seja, o simples fato de aceitarmos que somos seres poligâmicos (dentre outros instintos), teria como consequência uma diminuição significativa nos vários casos de neuroses.

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O que eu estou querendo dizer, não é que de hoje em diante, todos nós devemos sair por aí praticando a poligamia, mas sim aceitar que ela existe em nós. E a cada momento que esses desejos poligâmicos (por exemplo de trair seu companheiro ou companheira, ou praticar um ménage, swing…) vierem à sua cabeça, ao invés de você recalcar isso, você deve aceitar que é um ser humano, que tem seus desejos, mas que por vários motivos (cada um tem os seus), você não deve agir “poligamicamente” na sua vida, (isso para você que ao agir assim, te fará sentir culpa).

Aos casais que tem outros parceiros sexuais, isso certamente já foi acordado entre ambos, e está tudo ok! E isso serve para homens e mulheres, hetero ou homossexuais.

Esse papo de que homem trai mais que mulher, não existe… O que acontece é que para a mulher é muito mais difícil aceitar a sua poligamia (por vários motivos), em comparação ao homens, e isso ocorre porque o homem que fica com muitas mulheres, é o garanhão, e a mulher que fica com muitos homens, é galinha. Que tal pararmos de pensar assim, hein? Todo mundo gosta de transar, então vamos ser realistas e aceitar quem somos?

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Paulo Jacob
Psicoterapeuta com Formação em Psicanálise Clínica, Especialização em Técnicas de Acesso Direto ao Inconsciente, Capacitação em Hipnose e Hipnoterapia Comportamental. Professor de Psicanálise e Analista Didata no Centro de Estudos em Psicanálise Clinica - WCCA Psicanálise. Atuando na Nossa Clínica Psicanálise situado em Campinas/SP. É colunista do site Fãs da Psicanálise.



1 COMENTÁRIO

  1. Eu sofro imensamente por ser uma pessoa poligamica, demorei muito para aceitar que sou assim e descobri isso ainda na adolescência, atualmente casada, enfrento um sério problema conjugal, pois por tentar me manter fiel, meu desejo e atração sexual por meu marido sumiu completamente, embora eu o ame muito, é como se esse desejo por outra pessoa fosse um elixir, em outro relacionamento que tive de sete anos (namoro) eu vivia meus desejos as escondidas e me fazia um bem enorme, até minha relação ficava melhor, eu me sentia mais feliz, mas hoje que eu reprimo esse desejo, eu estou morta ppr dentro, adoeci com transtorno do pânico, sem nenhuma causa declarada, não que a causa seja essa ou seja, mas eu estou muito irritada, frustrada e qualquer relacionamento meu hj está afetado por meu mau humor constante . Não consigo lidar com isso, mas ainda fica aquela pulguinha, seria isso desvio de caráter, pois quando converso sobre isso com pessoas intimas minha, sempre vem aquele olhar, como se fosse um absurdo…e para alguns é mesmo.Preciso de muita terapia, as vezes acho q.vou enlouquecer com a falta de sexo, pois não consigo ter nada com meu marido há dezoito anos e assim caminhamos numa eterna batalha.

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