Toddler boy holding on to father's legs

“É na adolescência que o ser humano desenvolve sua personalidade e a partir da relação com os outros que cria seus valores.” A frase é da psicóloga pediátrica Melina Amarins, do Einstein, e retrata bem a importância das crianças e adolescentes saírem “da asa” dos pais e começarem a desenvolver seus próprios interesses e amizades. “Geralmente é uma fase muito difícil, mas necessária já que desenvolve os valores que vão ficar até adultos.”

O momento costuma ser tenso na vida das pessoas por ser um dos primeiros contatos com pessoas fora da família. Porém, a especialista dá algumas dicas para os jovens que têm mais dificuldade. “É preciso tentar conversar, vencer essa timidez. Caso o adolescente não saiba como chegar ao grupo, ele pode tentar se relacionar com uma das pessoas primeiro para se sentir mais seguro, não sendo necessário ser amigo de todos já de primeira”, opina.

Habilidades dos jovens não precisam ser repetidas

A situação mais comum entre os jovens é que para ingressar em um grupo eles tentem imitar as características dos outros. Por exemplo, o menino que quer fazer amizade na escola começa a jogar futebol ou gostar da mesma banda dos demais apenas para se integrar. Segundo a especialista, não existe problema nisso desde que a criança não seja forçada a nada.

“É necessário que o adolescente não se force a aprender. Até porque, se ele não gosta, não vai conseguir fazer aquilo por muito tempo. Além disso, vale lembrar que este mesmo grupo de pessoas, às vezes, tem outra atividade na qual ele possa se integrar”, pontua Melina, dando como exemplo as festas infantis e até atividades fora da escola onde adolescentes costumam se encontrar.

Casos extremos merecem atenção especial

Pode acontecer de o adolescente não se enturmar com o grupo da escola ou do bairro por não se sentir a vontade com estas pessoas, porém, caso ele não se sinta bem perto de nenhum amigo, pode ser hora de buscar ajuda.

“Se ele não conseguir se aproximar de ninguém, pode ser hora de conversar com uma pessoa sobre isso. Não necessariamente os pais, mas às vezes um professor ou alguém mais próximo pode ajudar”, destaca. Porém, caso ninguém consiga mudar essa situação, o auxílio de um especialista pode ser necessário, afirma Melina.

Conforme explica a psicóloga, o isolamento pode decorrer de vários motivos, por isso é importante os pais estarem atentos ao comportamento dos seus filhos. “É fundamental eles estarem perto, dispostos a conversar quando for necessário, mas também dando espaço para eles. É importante os jovens conversarem com quem confiam e com os amigos também.”

(Autora: Melina Amarins, psicóloga pediátrica​​​)

(Fonte: einstein.br/einstein-saude)

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