Eu desaprendo algo todos os dias. Assim, pouco a pouco, desaprendo, sabendo menos do que sei e do que sabia. E sem me impor ao que conheço e venho continuamente a conhecer, desaprendo pela contradição.
Eu desaprendo porque me confronto comigo e perco, porque me lanço ao fracasso e ganho; desaprendo pelo cansaço do enredo e pela liberdade a que me permito enredar-me. Eu desaprendo por desistir, ou no instante em que a vida insiste em convocar-me ao acerto e eu, insistentemente, erro.
Eu desaprendo porque desamparo, porque desapego, sem qualquer esforço ou investimento para desaprender, como se apenas nunca ouvisse falar, como se nunca soubesse, como se jamais conhecesse: rostos, lugares, livros e o amor que cotidianamente esqueço.
O que me sobra é a atual e inédita sabedoria dos ventos. O alívio das memórias que se misturam e de mim se perdem e se despedem. Eu reuni uma multidão de mim exatamente para isso, mas, não que eu tenha planejado.
Trata-se de uma perda inevitável em que me diluo. Somei todos os territórios e máscaras e cicatrizes para abandoná-los. Colecionei nomes e cidades e histórias para dissolvê-los.
Eu desaprendo para tombar-me no mistério que em mim habita e perceber que sou eu que habito meu próprio mistério. E é nesta alternância entre uma e outra onde vivo e mal percebo.
Suas prioridades não são as dos outros. Suas verdades não são as dos outros. Então…
O sofrimento não é uma escolha pessoal; ninguém escolhe a dor ou o isolamento emocional…
Prolongar o tempo na cama por mais alguns minutinhos, logo após acordar, ou tirar algumas…
Forças malignas sempre te impedem de cumprir prazos? Entrar no mestrado está sendo mais difícil…
Ficar nervoso ou ansioso em algumas situações da vida como, por exemplo, antes de uma…
Gentileza gera gentileza. Pois é, mas acho que ser gentil não é ser bem educado,…