Saúde

Acabe com sete mitos sobre o uso de antidepressivos

Os sintomas da depressão ainda fazem desta doença um dos problemas mais difíceis de ser diagnosticado – o desafio começa no próprio paciente que, ao se defrontar com a sensação de tristeza, pessimismo e baixa autoestima, nem sempre consegue identificar quando tudo isso sinaliza um estado passageiro, causado por frustrações de rotina, ou um transtorno de humor que merece – e exige! – tratamento.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão, dos níveis mais leves aos mais severos, atinge cerca de 121 milhões de pessoas no mundo, hoje em dia.

Parte desse grupo é tratada com medicamentos genericamente conhecidos por antidepressivos. “Eles estimulam a produção de neurotransmissores que estão em falta e inibem a produção daqueles em excesso, gerando um equilíbrio que permite o bom funcionamento cerebral”, afirma o psiquiatra e psicoterapeuta Fernando Portela Câmara, da Associação Brasileira de Psiquiatria.

A disposição para lidar com dificuldades, a melhora do humor e o aumento da tolerância em situações de conflito (alguns dos efeitos possíveis do consumo desse tipo de remédio), no entanto, acabam fazendo com que muita gente faça o consumo sem necessidade.

Leia mais: Até 2020, a depressão será a doença mais incapacitante do mundo, diz OMS

“A prescrição médica é indispensável no caso dos antidepressivos, que têm uma enxurrada de efeitos colaterais capazes de prejudicar a saúde física e mental do paciente se o uso não for realizado com os cuidados adequados”, diz o especialista.

Entre os principais riscos, estão o erro na dose e na frequência de ingestão, a combinação com outros medicamentos (quando uma das fórmulas pode perder a eficiência ), além da associação com bebidas alcoólicas.

Por outro lado, muitos pacientes torcem o nariz quando saem do consultório do psiquiatra com uma receita médica.

Leia mais: Mais de dois terços dos que tomam antidepressivos não têm depressão

“O medo de ficar viciado em antidepressivos ou perder a vitalidade sexual sempre aparece nas consultas”, afirma o professor de psiquiatria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Marcelo Fleck, editor da Revista Brasileira de Psiquiatria.

Com a ajuda dele e de outros especialistas, tire suas dúvidas sobre esse tipo de medicamento.

Alteram a personalidade

Para Fernando Câmara, antidepressivos não alteram a personalidade de quem faz uso deles, mas permitem que o paciente tenha mais ânimo para tomar decisões.

“Quem convive com os sintomas da depressão costuma ser reprimido e tende a se isolar da sociedade. O uso desses medicamentos ajuda você a sentir prazer novamente”, afirma.

Leia mais: A confusão entre tristeza e depressão e os perigos da automedicação

A confusão, nesse caso, aparece quando os sintomas da doença são interpretados como características pessoais – o que, realmente, é difícil de delimitar.

Como definir se alguém é reprimido ou apenas tímido? Fazer essa distinção é apenas um dos desafios dos psiquiatras, o problema é que eles só podem ajudar quando o próprio paciente desconfia que precisa de ajuda e procura um médico.

(Autora: Laura Tavares)
(Fonte: minhavida.com.br)

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