Agora não é apenas o homem que poderá recorrer ao uso de uma pílula para estímulo sexual. Foi liberada nesta semana nos Estados Unidos, a primeira pílula que estimula o prazer, agora, nas mulheres. A liberação foi feita pela agência norte-americana FDA, responsável por regulamentar o comércio deste tipo de medicamento no país. A previsão para o início das vendas em território estadunidense é para o próximo mês de outubro.
Ainda não se sabe quando a pílula deve chegar ao Brasil. O nome oficial do medicamento é flibancerina, mas por aqui, ele já foi batizado como “pílula rosa” ou, simplesmente, Viagra Feminino. Esta substância foi usada nos Estados Unidos, a princípio, em estudos para controle da depressão, mas logo foi identificada pelos especialistas que poderia ajudar no estimulo sexual das mulheres.
A notícia repercutiu em todo o mundo e já causa interesse em milhares de mulheres, inclusive, as brasileiras, que lamentam a falta de previsão para a pílula chegar no Brasil. Alessandra Dantas, 33 anos, comerciante, comemora a novidade. “Vi na televisão e achei a notícia maravilhosa. A falta de estímulo sexual nas mulheres é mais comum do que muitos homens pensam. Essa é uma realidade que não pode ser mais escondida. Acho justo ter sim uma pílula para a gente. Os homens não têm a azulzinha deles? Porque então a gente não pode ter a nossa rosinha?”, questiona Alessandra.
Apesar do frisson causado nas mulheres, muitas dúvidas também surgiram com a divulgação da notícia de liberação do “Viagra feminino”. O ginecologista e obstetra, Domingos Mantelli, formado em neurolinguística e com atuação na área de medicina psicossomática, orienta as mulheres sobre o uso do medicamento.
“É um tratamento que dura em média oito semanas, com a ingestão de uma pílula por dia. Ele age em um neurotransmissor chamado serotonina. É preciso que seja realizada uma análise de cada caso para verificar se a mulher tem alergias, histórico de câncer, se está tomando algum medicamento e o período da vida em que está, por exemplo, pré-menopausa”, afirma Mantelli.
Ainda de acordo com o Dr. Domingos Mantelli, autor do livro “Gestação: mitos e verdades sob o olhar do obstetra”, é preciso ter cuidado com os efeitos colaterais causados pelo uso da “pílula rosa”.
“Ela pode causar náusea, vômito, dor de cabeça, tontura, mas essas reações vão depender de cada organismo e podem vir com menor ou maior intensidade, ou mesmo nem aparecerem. É importante ressaltar que a pílula rosa não tem nada a ver com o Viagra. A forma como age é diferente, é um tratamento e não um remédio que aumenta o prazer”, explica o ginecologista e obstetra.
Uma dúvida que paira agora na cabeça de homens e mulheres em todo o mundo é com relação às diferenças entre o “Viagra feminino” e o masculino. O Dr. Domingos Mantelli explica:
“Na verdade, se fala em “Viagra feminino”, mas essa analogia não é correta. O Viagra masculino não tem nada de parecido com o que estão chamando de “Viagra feminino”. A pílula rosa é uma medicação para tratar o desejo sexual hipoativo na mulher. É indicada para as mulheres que não têm desejo algum, mesmo mudando de parceiro. Isso ocorre principalmente nas mulheres que ainda não entraram na menopausa, mas estão próximas, porque nessa fase o desejo sexual geralmente diminui”, diz Mantelli.
“O Viagra faz com que haja uma circulação maior de sangue no pênis para que o homem tenha a ereção. Ele age momentos depois de ser tomado, dependendo de cada organismo, e aumenta o prazer. A pílula rosa não é para aumentar o prazer, é um medicamento que precisa ser tomado todos os dias. Ela age na serotonina e não no órgão sexual”, conclui.
(Autor: Daniel Mendes)
(Fonte: http://br.blastingnews.com)
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