Ela, feita de açúcares, queria beber de outros venenos; juramento este de que encontraria com suas felicidades: começando para isto guardar vontade grande de fugir.
Queria evocar o mais delicado azul para seus olhos e a mais esperta maneira de ser inocente outra vez, sem tempos para sentir faltas.
Para isto, ocupava-se com a palavra, uma, que usasse todas as letras e sons até não se bastar com letras e sons e exigisse a si mesma, as lágrimas, o peito e as esperanças.
Leia mais: Poesia e Psicanálise
Uma palavra que fosse tão feita de tudo que lhe explicasse tudo aquilo que antes não lhe fora abraço.
Ela, feita de mundos, queria beber de outros venenos exatamente para que se curasse das folhas em branco.
A água fervendo do café poderia lhe ser um poema: e que os poemas fossem portas por onde, por definição, poderia-se entrar, adequadas ao que se quisesse guardar ou pedir.
Leia mais: Ela anda pela vida sem narrador
Ela, feita de açúcares, pedia por amargos, como se a si provocasse, como convite das cicatrizes às suas próprias grandezas.
A convencer-se de que, feita de açúcares e ainda que sangrasse, não mais morreria de quaisquer amargos.
Leia mais: Conhece-te a ti mesmo
Enfeitava sua casa aos poucos com louças brancas e perfumes a esperar-se ainda mais bela e arrumada.
Um encontro às escuras consigo mesma. Sem saber, este será seu jeito manso de fugir.
Suas prioridades não são as dos outros. Suas verdades não são as dos outros. Então…
O sofrimento não é uma escolha pessoal; ninguém escolhe a dor ou o isolamento emocional…
Prolongar o tempo na cama por mais alguns minutinhos, logo após acordar, ou tirar algumas…
Forças malignas sempre te impedem de cumprir prazos? Entrar no mestrado está sendo mais difícil…
Ficar nervoso ou ansioso em algumas situações da vida como, por exemplo, antes de uma…
Gentileza gera gentileza. Pois é, mas acho que ser gentil não é ser bem educado,…