Quando se enfrenta a uma dificuldade psíquica ou emocional que não é passageira, o mais aconselhável é buscar suporte profissional. Cada quadro tem uma gravidade específica, demandando intervenções mais ou menos urgentes. Mas como saber se o que você tem é um problema ou um transtorno?
Como saber se você atingiu o limite e já não pode avançar sozinho? Veja a seguir a definição de ambos os conceitos e como são vistos pelos profissionais.
Problema x transtorno
Por definição, problema é algo que se interpõe em nosso caminho, como um obstáculo a superar-se. Um problema psicológico sempre vem acompanhado de conflito emocional, que pode se manifestar de diferentes formas: ansiedade, irritabilidade, dificuldades para dormir, brigas frequentes, tristeza, falta de motivação, entre outros.
As causas do problema podem ser diversas e o que vai determinar se o que você está sentindo, na verdade, é um transtorno, dependerá da investigação do psicólogo. Isso porque um transtorno psicológico somente é diagnosticado depois de uma observação criteriosa, no qual o profissional consegue chegar ao histórico do cliente, incluindo fatores genéticos e questões familiares.
Na verdade, um transtorno psicológico sempre deve ser visto sob a perspectiva da individualidade da pessoa, mas sem desconsiderar os valores sociais e as variáveis mais marcantes do comportamento em sociedade.
Enfrentando o problema ou transtorno
A pessoa que tem um problema psicológico e procura ajuda profissional está abrindo espaço para conhecer o porquê do sofrimento, entender como algo afeta sua individualidade de forma negativa e como é possível reagir e superar.
Já quem sofre de um transtorno psicológico tem uma alteração mental que pode afetar diversos níveis, impactando desde o meio social, profissional e a vida familiar.
São chamados transtornos e não doenças mentais porque não têm uma causa determinada. O psicólogo observa a existência de uma série de sintomas e sinais, enquadrando-os em um grupo ou outro.
Contar com o acompanhamento psicológico ajuda a atenuar os sintomas, num primeiro momento, e a construir as bases para uma mudança mais contundente na vida da pessoa. Além disso, permite determinar a necessidade de ações multidisciplinares, especialmente com o suporte psiquiátrico.
(Fonte: br.mundopsicologos.com, adaptação livre de Fãs da Psicanálise)
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