Esta semana, vou falar um pouquinho da nossa capacidade de criar idealizações e levantar a reflexão de como estas idealizações influenciam nossa felicidade e nossas atitudes.
Você já pensou em como estas idealizações começam? Sua mãe, pai, família em geral, quando você pequeno faz aquela típica pergunta: o que você quer ser quando crescer? E, claro, qualquer reposta menor que médico, engenheiro, astronauta, bombeiro, gera espanto.
E desta maneira aprendemos que para ser aceitos precisamos construir uma imagem, e assim fazemos. Levamos esta imagem idealizada na infância para a vida adulta. E continuamos idealizando: idealizamos o parceiro ( nada aquém do perfeito é aceitável), o trabalho e nossa imagem na sociedade ( que em grande parte vem das realizações profissionais).
A maior e mais equivocada das idealizações é aquela que se refere ao crescer profissional. Toda pessoa quer crescer profissionalmente e não estou questionando este posicionamento. O que eu questiono é o procurar crescer idealizado, em uma imagem que você construiu a partir de exigências sociais.
Questiono porque temos a tendência a idealizar uma imagem perfeita para nossas vidas e quando nos damos conta de que ser perfeito é impossível nos frustramos e sofremos muito. E o pior disso é que quando paramos de sofrer construímos uma outra imagem idealizada e vamos de novo a procura dela. E dessa maneira continuamos exigindo cada vez mais de nós mesmos.
Um fato é termos metas reais, saudáveis, outro fato é idealizarmos a realização das metas. Um fato é querer ser promovido, outro fato é sonhar dia e noite com esta promoção e ficar fantasiando o que faremos após a promoção. E se a promoção não sair? E se o chefe promover aquele indivíduo que julgamos incompetente? Um acontecimento desses na vida de um idealizador é arrasador, culmina em pedido de demissão e muito, muito sofrimento.
O mais importante na nossa vida é descobrirmos quais as bases da nossa educação e da nossa vida nos fez construir nossa imagem idealizada e como a busca por esta pessoa idealizada que não somos nos faz sofrer.
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Bom dia gostei do tema,embora ele trabalhe com transferência idealizadora que isto ocorre conosco desde nossa infância até a vida adulta.