Comportamento

Quando se quer bem não existe por cima ou por baixo, mas sim, lado a lado

É! Não podemos acabar com as injustiças do mundo. Mas podemos acabar com nossa guerra pessoal que mata os bons sentimentos. Desfazer-se das granadas de raiva e rancor que atingem diariamente as pessoas que amamos. Aceitar que o altruísmo dite a nossa vida e não o orgulho proveniente da falta de autoestima. Tirar o ego do comando e promover o coração.

Procurar uma pessoa que nos faça falta é uma demonstração de amor e não de fraqueza. Está afim, liga! Se a pessoa não se importar, fraqueza é a dela.

Vai! Dá o braço a torcer, admite que está errado, assume que falhou, pede desculpas. Arrisca vencer por mérito próprio. Corre atrás do sonho sem esquecer que malandragem é falha de caráter e honestidade é consistência. E, se mesmo assim não der certo, pelo menos teve coragem de tentar.

Então, vamos parar com essa sensação de derrota diante do sucesso de quem queremos bem. Dá aquela dorzinha no peito. Sentimos que perdemos uma disputa que, na verdade, nem fazemos parte. Vai, se libera, curte a felicidade do seu amigo. Admira o conhecido que chegou onde você tanto queria. Aprende com o exemplo, entregue-se a essa admiração, a esse amor e fica em paz. Sem competir, sem querer copiar ou usar máscaras para não ficar por baixo. Sem inventar fofoca para desvalorizar quem está numa batalha tão dura quanto a sua. Quando a gente se quer bem não existe por cima ou por baixo, mas sim, lado a lado.

É fácil fazer intriga principalmente porque admiramos. É tão pequeno detonar um colega e no outro dia pegar uma carona com ele. Ou desmoralizar a namorada e na semana seguinte correr atrás dela. Como você pode colocar seu marido contra a própria família, se diz que o ama? É esse velho hábito de desvalorizar para se sentir melhor com as próprias falhas. E, às vezes, vemos nos outros até defeitos que não existem para nos sentirmos menos insignificantes. E isso nos remeta a inferioridade e coloca nossa integridade em risco.

Precisamos passar a trocar gentilezas de coração, sem mandar a conta no final. Por que um dia, de um jeito ou de outro, tudo volta. Vamos fazer o que tiver ao nosso alcance mesmo que seja para um estranho perdido no meio do caminho. Que tal abrir portas para os outros passarem sem nos sentirmos prejudicados? Maduros o suficiente para entender que a posição de ajudar é muito melhor do que a de ser ajudado.

Vamos tocar vidas, ajudar pessoas a conquistarem seus sonhos sem qualquer interesse. Vamos jogar elogios no ar como um beija-flor que semeia a boa energia, a paz. Vamos ajudar às pessoas a construírem histórias lindas. A troca que a gente faz não é com quem auxiliamos, mas com o universo. Então, faz os outros felizes que a vida lhe fará feliz também. E só ter paciência.

Tem gente que passa a vida brigando com os pais e quando um deles parte desse mundo, desmorona e se dá conta da insignificância do desafeto. E a família é sempre o ponto fraco por que é o amor que mais precisamos, que dita quem nos tornaremos ou não. Então, por pura conveniência faça as pazes com seus familiares mesmo que seja só internamente. Compreenda fraquezas, aceite que foi amado.

Porque você foi, sim, talvez não do jeito que você queria, mas na intensidade e forma que seus parentes eram capazes. E se eles não foram aptos ao amor, reze por eles e entenda que se você nasceu nessa família é por que precisa ajudá-los. Essa diferença no pensamento é uma fundamental mudança para se sentir em paz. Assim, estaremos prontos para dar aquele amor que nunca tivemos sem nos sentir prejudicados, sem medo e entender que não precisamos nos sentir culpados por sermos felizes num mundo repleto de infelicidades, afinal, a sensação de ouvir um eu te amo é muito boa, mas a de dizer.. Ah! Essa é muito melhor…

Luciano Cazz

"Luciano Cazz é publicitário, ator, roteirista e autor do livro A TEMPESTADE DEPOIS DO ARCO-ÍRIS." Quer adquirir o livro? Clique no link que está aí em cima! E boa leitura!

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