Cotidiano

Setembro Amarelo: cinco livros que falam abertamente de suicídio e de depressão

Campanha luta pela prevenção ao suicídio

Ainda existe muito tabu ou mesmo resistência para falar sobre doenças psicológicas, como a depressão. Ela é uma das principais causas de suicídios no mundo e apesar de ser um problema de saúde pública, muitas vezes é silenciada por falta de informação.

Segundo a agência da Organização das Nações Unidas, mais de 800 mil pessoas morreram por suicídio no mundo desde 2012. Essa é a principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos e 75% dos suicídios ocorrem em países de média e baixa renda.

Para tentar reduzir esses índices, a OPAS/OMS (Organização Mundial da Saúde) reconheceu o suicídio e as tentativas como prioridade na agenda global de saúde e incentivou países a reforçarem suas ações de prevenção, começando pela medida de falar sobre o assunto.

Exatamente o tema do Setembro Amarelo, movimento que vem colorindo prédios públicos e levando personalidades a colocarem o suicídio em discussão, para reverter esse cenário e incentivar as pessoas a procurarem ajuda.

Na literatura, o fato de um assunto ainda ser tabu, muitas vezes acaba dando ainda mais gás para escritores dissertá-lo.

Leia mais: Movimento Mundial Setembro Amarelo estimula prevenção do suicídio

Aqui estão cinco títulos, desde clássicos até literatura infanto-juvenil, que lidam abertamente com a doença, ajudando a esclarecer e conscientizar os leitores.

Segundo a OMS, nove em cada 10 casos de suicídio poderiam ser prevenidos, ou seja, ainda há muita esperança.

Veja a lista abaixo:

Publicado originalmente em 2000, O Demônio do Meio-Dia é uma importante referência sobre a depressão, para leigos e especialistas.

O autor intercala relatos pessoais de sua batalha contra a doença com depoimento de vítimas da depressão e opiniões de especialistas. Solomon desconstrói mitos, explora questões éticas e morais, descreve remédios disponíveis, a eficácia de tratamentos alternativos e o impacto que a depressão tem nas várias populações.

Leia mais: Respeito pela depressão

O livro foi vencedor do National Book Award, finalista do Pullitzer, e eleito um dos 100 melhores da década de 2000 pelo jornal britânico The Times. Em um capítulo dedicada ao assunto, Solomon explica: “Muitos depressivos nunca se tornam suicidas.

Muitos suicídios são cometidos por pessoas que não são depressivas. Os dois elementos não são partes de uma única equação lúcida, uma ocasionando a outra. São entidades separadas que com frequência coexistem, influenciando-se mutuamente”.

Cartas mais íntimas que um diário, estranhamente únicas, hilárias e devastadoras. O livro reúne os escritos de Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe – a não ser pelo que ele conta nessas correspondências -, que vive um claro quadro de depressão.

Leia mais: Descubra quais são os comportamentos de uma pessoa suicida

Charlie conta um pouco da sua vida nos anos 1990 e suas palavras mostram que ele vive entre a apatia e o entusiasmo, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela.

A obra foi adaptada para o cinema em 2012, com Logan Lerman, Emma Watson e Ezra Miller no elenco.

Ambientado nos anos 1970, o clássico instantâneo de Eugenides tem como tema principal a história de cinco irmãs adolescentes, que se matam em sequência e sem motivo plausível.

Leia mais: Suicídio deve ser tratado como questão de saúde pública, alertam pesquisadores

A tragédia ocorre dentro de uma família que, apesar da revolução sexual da época, ainda vive sob rígidas restrições morais e religiosas.

A trama é contada do ponto de vista dos garotos da vizinhança. Em 1999, a história foi adaptada para o cinema pela diretora e roteirista Sofia Coppola.

A obra da poetisa Sylvia Plath é quase autobiográfica. Ela coloca muito de si na personagem principal, Esther Greenwood, que é uma jovem universitária com intensa vida social e que trabalha na redação de uma revista feminina.

Inspirada no verão de 1952, quando Plath tentou suicídio, a obra mostra a jovem personagem ir parar em uma clínica psiquiátrica. A autora apresenta ao leitor uma visão crítica de quem sofre de depressão e já tentou suicídio.

Se espelhando em Esther, Sylvia constrói uma narrativa singular que vai além da doença mental. Infelizmente, a autora se suicidou semanas após a publicação do livro.

Uma História Meio Que Engraçada – Ned Vizzini (2007)

Sim, a história é um pouco engraçada, você vai rir de muitas situações. Mas a verdade é que trata de suicídio, depressão e mostra outras doenças mentais.

Craig Gilner é um adolescente que parece ter a vida ganha: estuda em um colégio de prestígio e está prestes a prestar um exame de admissão para entrar na faculdade. O problema é que Craig começa a se sentir pressionado por todos os lados e entra em crise. Diagnosticado com depressão, ele tenta se suicidar, mas decide ligar para o Centro de Prevenção ao Suicídio. Ele então é internado na ala de psiquiatria para adultos de um hospital pelo período de uma semana.

O livro mostra as experiências do rapaz no hospital e as pessoas que ele conheceu. Em 2010, a obra foi adaptada para o cinema com o filme “Se Enlouquecer, Não Se Apaixone”.

O jornalista André Trigueiro reúne nessa obra elementos de convicção baseados em estudos recentes da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde para afirmar a importância da prevenção do suicídio em todos os setores da sociedade.

O suicídio tem provocado curiosidade e reflexão em função de casos recentes, como a morte do ator Robin Williams, as referências ao autoextermínio na cerimônia do Oscar 2015, a ação do copiloto do avião que caiu nos Alpes franceses. Isso sem falar nos casos de morte por overdoses e comuns referências sobre a falta de sentido para a vida.

O livro traz como foco a prevenção do suicídio através da informação e enfoca o valor da vida, trazendo também os fundamentos do espiritismo sobre o que é o viver e a realidade da vida após a morte. Por decisão do autor, 100% dos direitos autorais foram cedidos para o Centro de Valorização da Vida (CVV).

(Autora: Natália Figueiredo)

(Fonte: blog.estantevirtual.com.br)

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