Pessimismo crônico e incapacidade de seguir com a vida, esses são os principais pesadelos de uma pessoa com depressão. Apesar dos sintomas da depressão serem variados e particulares para cada indivíduo, todos coincidem na mesma e obscura realidade: estamos diante de uma doença tão complexa quanto incapacitante, que não faz distinção de idade, de sexo ou status social, e ainda é cercada por certos estigmas.
Sentir-se triste em momentos específicos da vida é normal, como após a morte de um ente querido. Porém, algumas pessoas vivenciam esse sentimento de forma muito intensa e por períodos muito longos, que podem não ser apenas dias, mas sim meses e até mesmo anos. A grande questão é: essas pessoas nem sempre tem um motivo aparente para se sentirem assim.
Fisiologicamente, a depressão é um desequilíbrio no cérebro. Mas, ao contrário de outras doenças, ela não pode ser curada apenas com medicamentos, já que ela é uma combinação de fatores biológicos, psicológicos e sociais.
Os psicanalistas afirmam que “esvaziar a chaminé”, termo utilizado por Sigmund Freud, ou seja, colocar palavras para a dor é o primeiro passo para a cura. Falar sobre o que dói é visualizar a ferida, é ser capaz de diagnosticar um trauma, uma disfunção interna que se evidencia por uma sintomatologia particular. Agora, quando falamos de depressão, algo que é extremamente complexo para um paciente, significa explicar o local concreto onde sente dor.
Estima-se que cerca de 16% da população mundial já sofreu de depressão ao menos uma vez na vida. Os estudos sobre a doença se iniciaram em 1920 e, já na época, foi reportado que as mulheres possuem o dobro de chances do que os homens de se tornarem depressivas.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), até 2020, a depressão será a segunda causa de morte mundial por doença, ficando apenas atrás das doenças cardíacas.
A razão? Seja uma distimia, um transtorno sazonal, uma depressão maior maior ou até mesmo um distúrbio bipolar, o que dói é “tudo”. Pesa o corpo, pesam os pensamentos e pesa a vida. Tudo dói e tudo esgota. A pessoa muitas vezes se sente incapaz de explicar claramente o que está acontecendo.
Talvez seja por isso que muitas vezes os médicos falham tanto ao dar diagnósticos. Muitas vezes os médicos se limitam a tratar certas condições sem intuir que, por trás desse sintoma em particular, há uma depressão. Além disso, também é comum que muitas pessoas (especialmente homens) hesitem em pedir ajuda. Permanecem nessa apatia dizendo que é simplesmente estresse, um momento ruim e nada mais.
Uma detecção precoce da depressão facilita a abordagem terapêutica. Portanto, é essencial que aprendamos a reconhecer os sintomas da depressão, tanto em nós mesmos quanto em nossas pessoas mais próximas.
A depressão se apresenta de muitas formas. Existem muitos tipos de transtornos depressivos e, por sua vez, podem estar associados a outras realidades psicológicas que é necessário diagnosticar. Da mesma forma, cada pessoa vive a doença de uma forma que, por sua vez, implica a necessidade de personalizar cada tratamento, cada abordagem terapêutica.
Estamos diante de uma condição que atinge quase todos os aspectos do nosso organismo: sistema imunológico, sistema digestivo, descanso, metabolismo, processos cognitivos… Por sua vez, os psiquiatras nos lembram mais uma vez que esta doença, esta situação pessoal, esta condição, não é um sintoma de fraqueza. Não é algo que se escolhe ou provoca, não é uma fratura repentina em um osso que pode ser curada com algum descanso e reabilitação.
Entre os sintomas mais comuns da depressão estão aqueles associados ao comportamento de um individuo. Veja detalhes:
Os sintomas da depressão são evidentes principalmente a nível físico. Esta sintomatologia é a que faz com que o paciente vá ao seu médico de cuidados primários, a fim de encontrar alívio para esses distúrbios específicos. É então que o profissional deve ser capaz de ver mais além para intuir que por trás desses sintomas pode existir um problema de depressão.
Um dos sintomas mais relevantes da depressão, e que é necessário enfatizar, são sem dúvida os pensamentos suicidas. Estas são ideias a princípio esporádicas, mas que em alguns casos podem se tornar permanentes até se transformarem em uma primeira tentativa. Por isso, é essencial que estejamos atentos a esse tipo de verbalizações internas.
Embora sejam vários os sintomas da depressão, há também muitas coisas em comum. É vivenciado com o pessimismo e pela falta de energia. Agora, se nos concentrarmos no que a depressão nos faz e no que a depressão nos tira, iremos intensificar ainda mais o sentimento de absoluta falta de controle. A pessoa com depressão precisa dar um passo, o mais corajoso de todos: pedir ajuda!
Imagem: Sydney Sims
Suas prioridades não são as dos outros. Suas verdades não são as dos outros. Então…
O sofrimento não é uma escolha pessoal; ninguém escolhe a dor ou o isolamento emocional…
Prolongar o tempo na cama por mais alguns minutinhos, logo após acordar, ou tirar algumas…
Forças malignas sempre te impedem de cumprir prazos? Entrar no mestrado está sendo mais difícil…
Ficar nervoso ou ansioso em algumas situações da vida como, por exemplo, antes de uma…
Gentileza gera gentileza. Pois é, mas acho que ser gentil não é ser bem educado,…