Nos últimos tempos temos visto diversas pessoas com um hábitos bem perigosos… O de se autodiagnosticar. Têm desafios diversos, não buscam ajuda de profissionais e se apegam a algumas características relacionados a alguns transtornos (que são muitos) e saem por aí dizendo-se “sou isso, sou aquilo”, sem de fato, se darem conta que podem possuir outros tipos de problemas. Entendendo que nossa mente é capaz de criar diversos males, é uma prática bem danosa.

Em tempos de valores distorcidos e de exaltar o supérfluo é bem esperado essas ações, seja para chamar atenção, seja para manipular. Não estou dizendo que todos que assim procedem não tem de fato o problema, estou frisando que nem sempre é, apenas “quer ser para fugir do que realmente se tem”.

Entenda: não use um sintoma isolado para se diagnosticar. Além de perigoso, não mudará a situação real.

Vamos falar sobre ser Borderline? Existem vários indicadores que podem caracterizar o transtorno, o TPB (Transtorno de Personalidade Borderline) ou Transtorno de Personalidade Limítrofe, porém isolados, podem ser características de diferentes transtornos.

Algumas caraterísticas são bem marcantes no Transtorno de Personalidade Borderline:

· Insatisfação permanente e raiva constante;

· A impulsividade em suas ações;

· Intolerância a frustração;

· Relações interpessoais instáveis;

· Baixa capacidade de lidar com críticas;

· Não se adequam a rotinas. Segui-las é bem desafiante para eles;

· Não existe meio termo, é 8 ou 80. Pode te amar um dia e no outro te odiar com a mesma intensidade;

· Mudanças repentinas e súbitas de humor;

· Emocional bastante instável e fragilizado;

· Comportamento autodestrutivo ou suicida. Segundo pesquisas é o transtorno com maior índice de suicídio entre seus portadores.

Ainda existem outros fatores que vão direcionar para o diagnóstico preciso da síndrome. Nenhum desses itens isolados são indícios de TPB.

Muito se tem avançado no estudo e tratamento do Borderline, mas já se sabe que a maioria das pessoas que desenvolveram o problema viveram abusos em sua infância. Toda pessoa que viveu situações abusivas desenvolvem o transtorno? Não mesmo! Porém é uma situação marcante em quase todos os casos estudados.

É fundamental procurar ajuda especializada para o diagnóstico correto do transtorno mental. Vale salientar que esse profissional é o psiquiatra.

Cuidemos de nossas crianças para prevenção de diversos transtornos, já que a maioria tem sua origem na infância. Cuidemos da nossa emoção para sermos de fato, livres e felizes!

Layde Lopes

Assistente Social por formação, psicanalista por vocação, coach por opção, practitioner em PNL por missão e escritora por paixão. É colunista do site Fãs da Psicanálise.

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Layde Lopes
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