O perfil psicológico de quem pode desenvolver ou quem já sofre de transtorno do pânico é de extrema importância para a compreensão do desenvolvimento do próprio transtorno, os quais são elementos clínicos relevantes para serem elaborados em um processo psicoterapêutico.
O perfil de personalidade das pessoas que desenvolvem o transtorno do pânico se caracteriza geralmente pelo perfeccionismo e alto nível de produtividade. São pessoas tensas, com alto grau de exigência, constantemente preocupadas e que não se permitem momentos de descontração para repor as energias necessárias.
Geralmente percebem as situações cotidianas como estressoras (fazem tempestade em copo d’agua) e não obstante podem ter dificuldades afetivo-emocionais, sendo controladoras e muito críticas (de si mesmas e dos outros), bem como inseguras e reprimidas.
Como são muito perfeccionistas, têm a tendência de se auto-punirem caso falhem em algum aspecto. Em decorrência deste perfil, possuem tendência às somatizações e à hipocondria. Geralmente, uma pessoa que chega a desenvolver uma síndrome do pânico é uma pessoa que teve uma história de vida (ou episódios) de muita carga estressante, como traumas, separações, lutos e perdas mal elaboradas.
Por este motivo, durante o tratamento é imprescindível que o paciente, junto com o terapeuta, reavalie a sua vida, seus hábitos e condicionamentos, bem como os padrões de pensamentos, sentimentos e comportamentos que porventura contribuíram para um estado de ansiedade constante e consequente desenvolvimento do transtorno.
Deve-se elaborar e ressignificar as perdas e lutos que foram sofridos durante a vida do paciente, bem como aceitar que somos falhos e que não podemos ser perfeitos sempre, o que é impossível. Sendo assim, é preciso reeducar este paciente para que ele conheça seu funcionamento, se aceite e aprenda a cuidar melhor de si.
Nota: Fragmento do livro digital “Transtorno do Pânico: Sintomatologia, Diagnóstico, Tratamento, Prevenção e Psicoeducação”.
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