Estava com duas amigas numa sorveteria há algumas semanas, colocando o papo em dia. Fazia tempo que não nos víamos e pensamos em marcar algo junto com as nossas pessoas. Fiquei empolgada com a ideia e disse que podíamos pedir uma pizza e jogar conversa fora. Então, minha amiga disse: acho melhor outra coisa, meu marido não gosta de pizza. Esse comentário me pegou de surpresa. Até ali, não recordava de alguém que não gostasse de pizza. É uma comida conforto, gostosa, cheia de calorias… Como não amar?
Esse episódio me fez refletir. No entanto, antes de apresentar minhas conclusões, convido você a participar comigo de um breve exercício, uma dramatização. Vamos lá?
Imagine que a pizza é um ser animado. Ou seja, ela tem sentimentos, sentidos, percepções. Enquanto vive sua curta vida, ouve essa conversa. Como ela se sentiria? Afinal, alguém não gosta dela!
Dependendo de como a pizza se percebe, ela poderia ser afetada por esse comentário. Se sentir rejeitada, menos saborosa, menos confiante em relação as suas características. Pensar: Será que meu queijo não está derretido o suficiente? O molho não está marcante? O recheio? Ou ela é confiante. Afinal ela teve inúmeras experiências com pessoas que gostam dela, de suas bordas, de sua textura. Ela ouviria esse comentário e pensaria: hmpf, é só um. E eu nem o conheço!
Esse é um exercício estranho! Onde estou querendo chegar?
A verdade é que ninguém é obrigado a gostar de pizza! Ninguém é obrigado a gostar de nada! E isso inclui você!
Nas relações românticas, ser rejeitado pode causar um grande impacto. As pessoas se sentem profundamente ofendidas quando tem suas personalidades avaliadas como pouco atraentes. Parece que tudo o que se sabia sobre si é questionado quando alguém diz não estar interessado.
No entanto, por que alguém é obrigado a se interessar por você?
A verdade é que ninguém é obrigado. Ninguém precisa se interessar. E isso não significa que se é menos interessante! Cada pessoa tem um conjunto de “coisas” que acha desejável. Algumas delas são conscientes e outras não. Em cada interação, principalmente as com objetivo romântico/sexual, procura-se avaliar se aquela pessoa tem o que é considerado atraente. Dependendo do resultado, haverá a demonstração de interesse ou a rejeição.
Leia Mais: Ninguém é obrigado a gostar da gente. E tá tudo bem
Assim como a pizza, todos tem características únicas. Imagine as pessoas então! É um mundo de possibilidades. E nesse mundo existem pessoas que podem não gostar de pizza… Ou de você!
É bem possível que você também tenha rejeitado alguém. Algumas vezes o motivo é algo claramente ruim, como ser um serial killer; por outras, é uma coisa muito particular, como não gostar de sair. Não existe, nesse último caso, nada de errado com a pessoa rejeitada. Ela apenas não tem o que você considerou atraente. Em algum momento, aquela pessoa foi ou será desejável para outro. Também não existe nada errado com a pessoa que a rejeitou (você, nesse caso). Todos têm direito a preferências. Que são apenas isso, preferências, gostos, interesses (ou como quiser nomear).
É muito importante deixar claro que a preferência de alguém não determina, ou não deveria, a qualidade inerente do outro. São apenas características que aquele alguém não considera desejável. E não há problema algum! O autoconhecimento propicia entender quem se é e valorizar o que é único a respeito de sua existência. Aceitando o que não pode ser mudado e aprimorando o que deixa infeliz ou desconfortável. Quando alguém se conhece, entenderá a rejeição do outro como algo que é dele. Isso não significa que não vai doer. Afinal, existia o interesse. Mas doerá menos quando se entende quem se é e quem é o outro.
Suas prioridades não são as dos outros. Suas verdades não são as dos outros. Então…
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