Muito se fala sobre a autoestima e o cultivo do amor próprio. Mas será que estamos no dia a dia adotando esse comportamento de forma efetiva e saudável?
A diretora do Instituto de Neolinguística Aplicada (INAp), Maíra Laranjeira, explica que é importante identificarmos dois tipos de condutas diferenciadas quando falamos sobre a autoestima que seria o amor condicional e o sentimento incondicional que independe das exigências e colocações estabelecidas pela sociedade.
O amor condicional é aquele que tem relação com o ego, ou seja, preciso me comportar de uma determinada forma para receber a aceitação que desejo.
Já o amor incondicional é associado à alma em que existe a expressão do eu real independente do quanto é o seu salário, do tamanho da roupa que veste e principalmente sobre o que os outros irão pensar sobre você.
“Cada um possui as próprias qualidades, por outro lado, a autoestima condicional diz que é preciso ter tantos amigos na rede social, um salário alto e o indivíduo depende do que faz e mostra para se sentir valorizado”, considera a coach.
Narcisistas podem se esconder em personalidades tímidas
O medo de receber críticas da sociedade faz muitas pessoas não desejarem serem notadas, pois levam as considerações para o lado pessoal.
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O psicólogo Jonathan Cheek lista algumas características comuns em narcisistas mascarados de humildes e tímidos:
-Me preocupo demais com os meus interesses e acabo me esquecendo dos interesses alheios;
-Acho meu temperamento diferente da maioria das pessoas;
-Ao entrar numa sala repleta de gente fico com vergonha, pois parece que todos me olham;
O pesquisador questiona: mas por que todos te olhariam? O que seria considerado um pensamento narcisista.
De onde surgem esses sentimentos?
A especialista em desenvolvimento pessoal explica que a relação do indivíduo com as emoções e a autoestima se inicia ainda nos primeiros dias de vida através do convívio maternal. Quando o bebê nasce a mãe está repleta do hormônio chamado ocitocina, naturalmente produzido durante o orgasmo, quando nos apaixonamos e no período do aleitamento.
A partir da presença do hormônio explicamos o apego da mãe com a criança, salvo exceções em casos de parto pós-traumático, entre outras condições.
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Com o passar do tempo, aproximadamente dois anos, o hormônio entra em declínio e volta ao nível normal.
“O amor incondicional que permitia que a criança fizesse tudo e enxergava beleza em todos os gestos passa a mudar e a criança começa a ouvir o “não” e o “Se”, por exemplo, “Se não fizer o dever de casa, “Se não me obedecer”, e a partir desse momento o amor torna-se condicional”, disserta a coach.
Desde a infância o amor é condicionado pelos pais para educar e preparar o filho para o convívio e as regras que são estabelecidas na vivência social. A psicóloga explica que a criança a partir desse contexto começa a desenvolver máscaras de comportamento e identidades para agradar e receber a aceitação.
“É o início da falsa crença de que se o indivíduo não faz o que os outros desejam ele não é aceito e nem amado. A falsa identidade que começa a ser desenvolvida é chamada na Programação Neurolínguistica (PNL) de “Eu identificado””.
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O ego é movido de acordo com o que as outras pessoas irão nos enxergar, pelos anseios do que desejaríamos ser. Já o amor próprio traz calmaria e aceitação sobre o que realmente somos, sem julgamentos próprios e sem aceitar julgamentos alheios.
Afinal, somos seres naturalmente limitados, repletos de defeitos e enquanto há vida estamos à frente de um turbilhão de mudanças e desenvolvimento pessoal. Será que você preocupa-se mais com o ego ou em propagar o amor incondicional?
(Autora: Maíra Larangeira, especialista em PNL – Diretora Executiva do Instituto de Neurolínguistica Aplicada (INAp))
(Fonte: pensadoranonimo.com.br)
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