Eu hoje posso escolher a comida que quero comer.

Posso escolher se sento na mesa, no sofá ou no chão da sala para almoçar vendo minha tv. Posso escolher qual talher vou usar e qual tempero colocarei no feijão.

Posso escolher o restaurante e qual roupa vestir sem ser julgada. Posso ter minha opinião própria e ainda escolher minha religião.

Eu posso ligar para uma amiga, mandar whatsapp, falar no grupo da escola e da família. Posso chamar meu irmão para dormir em minha casa sem que saiam falando que era meu amante.

Posso estudar para as provas de concurso sem ser chamada de tudo. Eu, hoje, não sou mais uma desgraçada, louca desequilibrada. Eu, hoje, não apanho, não sou pega pelos cabelos e ameaçada com arma branca.

Eu posso dormir a noite inteira. Eu posso escolher a hora de acordar e tomar banho. Eu posso ser a dona do meu lar.

Eu posso não aceitar mais ser traída e ainda levar a culpa por isso.

Eu posso nem dar bola quando me difamarem enquanto se fazem de vítima. Porque eu não uso máscaras.

Eu posso ser mulher, me achar linda e fazer minha unha, pois me sobra meu próprio salário. Eu até posso comprar minhas próprias roupas e meu carro.

Minha nossa como progredi! Eu posso resgatar minha identidade roubada. E, hoje, como eu posso tudo, eu coloquei meu prato no chão da sala e comi com as mãos vendo TV.

(Autora: Ruth Nunes Nogueira / Fonte: Que Amor É Esse – Relações Tóxicas)

*Título original: Hoje eu posso

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