– Como você sabia?
– “Foi por instinto…”

…Essas palavras soam familiares para você?

Embora os instintos sejam, supostamente, um poder inexplicável do reino animal, os seres humanos também o possuem. Em maior ou menor medida, mas estão ali, agachados, esperando para saltar sobre a presa.

Uma possível causa é o fato de que nós descendemos dos animais e ficamos com um certo vestígio de seus padrões de comportamento tão complexos. O instinto é ativado diante de determinados estímulos e situações… sem que possamos evitá-lo nem analisá-lo!

Todos nós contamos com o instinto de sobrevivência desde que nascemos. Graças a ele podemos reagir a um ataque ou perigo. Quando alguma coisa está a ponto de nos causar algum mal, se acende uma luz de emergência decorrente dos instintos mais básicos, e o comando do cérebro apaga. Deixamos de agir de forma racional e emocional.

De que maneira podemos catalogar essas ações? Como instintivas, sem mais. Basicamente nós reagimos rapidamente e nos protegemos do que pode nos ferir ou causar mal. Então, o instinto é uma resposta que surge de nosso interior sem pensar nem sentir.

“A essência do instinto é que ele é seguido independentemente da razão”
– Charles Darwin –

Existe, além disso, uma diferença importante entre o instinto e a intuição, já que essa última não é desenvolvida por todos (ainda que talvez ela esteja adormecida em algum canto), caracterizando-se por ser uma habilidade para compreender, conhecer ou perceber algo de maneira imediata.

Se compararmos nossos antepassados de alguns milhares de anos atrás, podemos nos dar conta de que nós “silenciamos” as vozes do instinto. Talvez deva-se ao fato de agora sermos pessoas racionais e/ou emocionais.

Os instintos não são bem vistos no mundo civilizado. São relacionados aos animais, aos que não entendem, aos que não sabem se expressar… mas não é assim!

Os instintos que você não deveria ignorar são:

1- A sensação de perigo: Talvez você sinta uma fisgada no meio do peito ou uma sensação de angústia que não entende. Talvez um pouco depois você tenha uma reação ou reflexo suficiente para não ser atropelado por um carro ou tropeçar na rua…

Você acha que foi o destino? A sorte? Na realidade, a responsabilidade é do instinto, que apareceu para lhe proteger. É bom que você preste atenção aos sinais que seu corpo lhe dá. Não se esqueça de que o inconsciente tem a capacidade de perceber perigos que sua mente consciente ou seus sentidos não.

2- A primeira impressão: “Essa menina não me caiu bem…” Por quê? , “Não sei, mas há algo nela que não me agrada…”. Não é que você seja uma má pessoa ou se caracterize por ser preconceituoso, mas, nesse momento, o instinto (ou a intuição) lhe enviou uma mensagem que deve ser ouvida atentamente.

A primeira impressão funciona também nos casos em que alguém parece ser uma boa pessoa quando foi apenas vista de longe (e não estamos falando de amor à primeira vista, isso é uma outra coisa). Este processo assim tão básico e sem explicação acaba sendo útil para saber em quem confiar, por exemplo. Se não estiver baseado em um estereótipo ou preconceito, o instinto pode ser muito útil para detectar pessoas perigosas.

3- A decisão correta: A cada minuto estamos tomando decisões. Algumas são mais fáceis de concretizar e outras levam algum tempo. Quando você tiver que decidir algo que realmente mude o sentido de sua vida, não hesite em seguir seu instinto… este conselho pode soar um pouco “primitivo”, mas será realmente valioso para você.

Por último, cabe a nós nos perguntarmos se o instinto e a intuição são confiáveis. Às vezes podemos estar errados e devemos estar atentos para sabermos corrigir o erro. Mas também podemos cometer uma falha se nos basearmos unicamente no racional.

Pesquisas indicam que, em 90% dos casos, ignorar o racional pode nos assegurar um certo êxito. Sempre podemos experimentar por nossos próprios meios e determinar qual é a eficácia do nosso instinto.

O que você acha? Aceita o desafio?

(Fonte: amenteemaravilhosa.com.br)

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Claudia Pinheiro
Psicóloga há 25 anos, especialista em Psicologia Hospitalar com aperfeiçoamento em Transtornos Alimentares e Obesidade, e pós graduada em Cuidados Paliativos. É colaboradora exclusiva do site Fãs da Psicanálise.



1 COMENTÁRIO

  1. Certa vez, dois homens estavam vindo em minha direção e, imediatamente, senti que eles me assaltariam. Mas pensei: “estou sendo preconceituoso e, além disso, não acho que fariam isso em uma rua tão movimentada” e não desviei meu caminho.

    Ignorei os três instintos que a autora citou e o resultado foi que eles levaram meu celular e o dinheiro que eu tinha no bolso… Depois disso, passei a prestar muito mais atenção a aquilo que meus instintos me falam.

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