“Eu observei ao longo de muitos anos, pessoas das mais diversas que tem comportamentos de desamor com os filhos e netos, assim como o contrário e isso me indigna como ser humano, ouvi essas falas de amigos e resolvi expressar a minha indignação pessoal com o objetivo de propiciar a reflexão das pessoas. Tudo o que disse é só baseado nisso, no fato de que acho que as relações humanas estão muito pobres, baseadas no suportar, não no amar, como podemos então ter esperança?”

As relações familiares são guiadas por desafios e conflitos.

O laço sanguíneo, muitas vezes não é o suficiente para gerar uma “relação”, muitas vezes, apenas a força.

O exercício da maternidade e da paternidade não são missões fáceis, de modo algum.

Mas as vezes, me convenço que num mundo ideal, as pessoas não nasceriam com a capacidade de se reproduzir, mas sim, deveriam conquistar tal capacidade!

Dentre as “relações” forçadas que vemos, existem em número surpreendentemente alto, as que são fruto de uma gestação indesejada, as mães nesse caso, muitas vezes desenvolvem um repúdio ao bebê em suas barrigas, dificilmente por não se acharem capazes de suprir as necessidades emocionais e materiais deles, o que seria pensar neles, nos bebês em questão.

Mas sim, porque “não estão prontas”, “a gestação atrapalhará os meus planos”, “tirará a minha liberdade”, dentre outros pensamentos, que costumam balançar do mesquinho e egoísta ao insensível e a falta de empatia.

Muitas mães, superam isso e com o passar dos meses e dos anos, passam a amar os filhos e se realizam no exercício da maternidade.

Outras, após décadas, são plenamente capazes de dizer sem escrúpulos, para o filho em questão ou para quem estiver perto: “- Eu não queria, mas eu tive e amo muito sabe?”

Ocorre que essa é a casca do suportar travestida de amor.

O amor nos seus diversos conceitos filosóficos, religiosos e teóricos, implica necessariamente querer o bem do ser amado, até mesmo o pondo em primeiro lugar.

Oras, que espécie de amor é esse, que com o passar de tanto tempo, ainda parte da premissa do repúdio inicial?

E o verbaliza (esse repúdio) frequentemente, como uma leve e sutil punição ao ser que foi gerado, quase como se a mensagem subliminar fosse: “- Não ande fora da linha, fui legal o bastante para te deixar existir, não me dê mais trabalho, por favor. Você me deve algo.”

Teóricos dos mais diversos apontam a relação da cuidadora primária, geralmente a mãe, como a base da saúde mental e da proteção as doenças mentais do indivíduo.

Crescer ouvindo esse contraditório discurso de amor e ódio proferido pelo ser que te deu a luz, chega a ser uma atrocidade.

Já que o atroz, só pode ser o que é maligno, cruel e capaz de ferir gravemente.

Essas mães repetem e se justificam: “-Mas eu amo mais que tudo, é sagrado para mim, meu filho é tudo.”

Mas não é bem assim, geralmente nos momentos ruins, a rejeição vem à tona, como quando a criança faz birra e chora de forma estridente, mas quando ela está limpinha, bem comportada, com lacinhos, e um vizinho no hall de entrada exclama: “- Que linda criança, “ o ego dessa mãe se infla e ela naquele momento, sim gosta de ser mãe e ama o filho.

Um amor fugaz e condicional, porque não é permanente, já que cheio de condições, como suprir as expectativas narcísicas dos genitores, até a volta dos pensamentos de repúdio inicial quando a criança efetivamente dá trabalho.

A prova da realização puramente narcísica que dá uma falsa sensação de “amor verdadeiro” manisfesta-se sutilmente, em situações de discurso e em expressões faciais.

É o cúmulo do pequeno, do medíocre ouvir uma mãe disputar com o pai, exclamando ferozmente: “-Ele parece comigo!”, -”Não, comigo!”, “-Mas a fulana disse que os olhos são meus…”, é possível até fisgar esse padrão de massagem egocêntrica ao ler num post numa

rede social: “-O bebê parece com você.”, e a mãe comentar embaixo, “- Obrigada, só você disse isso.”

Porque ela precisa tanto disso? Se o amor é verdadeiro, a aparência da criança é o que menos deveria importar, corretor? ou utópico?

Bom, quantas mães murmuram e dão indiretas do quanto estão estafadas? Com sorrisos de canto de boca, alegam: -”Só eu faço isso, o pai não.” Claro, em nenhum momento ela avaliará os desaforos e horas extras que o marido faz para pôr comida na mesa, para ela ficar em casa com o bebê, do qual tanto reclama!

Outro comportamento comum, hoje em dia é ao vermos avós que auxiliam na criação dos netos, geralmente as que tem condições financeiras superiores, empregada, casa própria, exclamam com emoção a hipótese de buscar o menino na escola! Afinal criança é uma benção. Mas as que tem condição financeira inferior, muitas vezes pensam e confessam com exclamações cifradas: “- Quem mandou eu ser avó? Eu cuidei dos meus, não pedi nada a ninguém…”

O que prova que até o dinheiro pode interferir na relação que deveria estar acima de tudo, no vínculo tão profundo de ser mãe e avó.

Novamente, a criança é suportada pelo laço sanguíneo e há uma fala que dá a impressão de amor.

Que amor é esse, que suspira de alívio ao deixar a criança na escola e secretamente pensar: “- Agora terei uma tarde de paz!”

Existe o movimento contrário, assim como o repúdio inicial, na gestação pode não ser trabalhado e virar esse falso amor, que só promove uma auto-afirmação, uma aprovação social e um leve parabéns que a mãe dá a si própria, há o repúdio terminal, caracterizado por filhos e netos, que não conseguem nem sequer suportar ou viver esse falso amor e motivados pelas mesmas mesquinharias que levaram aquela mulher a não querer ou verbalizar o não querer do filho que “tiraria a sua liberdade e a encheria de preocupações”, esses filhos e netos, pouco visitam, fazem um agá nas datas comemorativas e pagam os boletos de casas de repouso com um certo ressentimento, lá no fundo, na profundeza da alma, chegam a pensar: “- Poderia usar esse dinheiro para mim…”

Uma vez vi um mulher que disse com o peito estufado: “- Sempre que vi crianças fazendo birra, saí de perto, não sou obrigada a aturar, mas agora os meus são impossíveis e eu vou fazer o quê?”

Lei do karma? Tamanha fala de misericórdia e compreensão com o outro, agora tem que suportar o seu.

Ouvi outra que disse que morre de nojo de trocar uma fralda que não seja do próprio filho.

Mas achei curioso, que quando esse filho usou o penico no hospital, ela não achou que a enfermeira tinha que sentir nojo do ser que ela pôs no mundo! Uma criança é superior por ter o seu DNA? Desde quando?

Para encerrar com chave de ouro, quando o suportar vem à luz, o desconforto é tão grande para todos os envolvidos, que só sobra negar. “- Eu amo mais que tudo!” Então tá.

(Autora: Bonnie Hutterer)

*Artigo recebido através da nossa fanpage  Fãs da Psicanálise

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A busca da homeostase através da psicanálise e suas respostas através do amor ao próximo.



72 COMENTÁRIOS

  1. Obrigada!
    Muito obrigada por esse texto. Por expor o que muitos sufocam por dentro. É muito difícil tomar coragem para falar da própria mãe. Então, obrigada por nos representar e falar por nós e quem sabe conscientizar mães por aí. Nenhuma criança mereçe ser “suportada”. Nenhum adolescente e adulto merece ter suas vidas baseadas em traumas, em medo, insegurança. Crescer sem saber amar pois não foi amado.

  2. Para né….amo sim, mais que tudo e daria a vida pela minha filha. Amar nao qier dizer que temos que “suportar” todas as coisas que o filho faz. Justamente estamos aqui para cria-los para o mundo. Dar amor, educação, saude, alimentação…. Negar algumas coisas tb faz parte de amar…

  3. Só to vendo colocar a culpa na mãe aí. E o pai? Tem pai que finge que ama tb. Conhece os pais de Facebook? Então. Agora fala deles.

  4. Gostei muito do texto. Fui uma dessas “crianças suportadas” e até hoje mantenho com minha mãe uma relação meramente social. Não me sinto filha e imagino que ela pense que foi uma mãe acima da média, é o que todas pensam. Mal sabem o tamanho da ferida que estão causando.

  5. Esse texto desconsidera a mãe como um ser humano que falha, que tem necessidades, que precisa de um tempo consigo mesma e muitas vezes não tem. Esse texto é machista quando leva em conta uma única realidade, a de que o pai das crianças está trabalhando e a mãe fica em casa, passiva, “apenas” cuidando dos filhos e sendo sustentada pelo marido. Esse texto é preconceituoso quando supõe que a avó que tem condições financeiras lida bem com o fato de conviver com o neto, enquanto a que não tem vive insatisfeita por ter que dividir o pouco que tem. Esse texto é desprezível em todos os sentidos.

    Sou mãe. Amo meu filho. Sim, ele é uma criança ótima, inteligente, faz coisas que, mesmo quando pequenas e bobas, derretem meu coração. Sim, ele também é birrento, mesmo depois de eu ter aplicado várias técnicas para lidar com a desobediência e o choro incontrolável no meio do supermercado. Sim, nessas horas eu me irrito, quem não se irritaria? E ficar bravo, irritado não é prova de falta de amor. É prova de humanidade, capacidade de sentir.

    Entendo que algumas mães preferiam não ter o filho (tirando os casos de real falta de amor, alguém considerou que essa mãe pode estar depressiva, exausta, precisando de ajuda?). A maioria das mães vive é sobrecarregada e sem ter com quem dividir a carga. Alguém pensa em cuidar da mãe com a mesma intensidade e dedicação com que ela cuida do filho?

    Nós, mães, vivemos dois lados: o primeiro é o de amar o filho e o querer perto; o segundo é o de lidar com o fato de que a presença do filho e todos os trabalhos que ela agrega (ter que ficar de olho, zelar pela segurança, cuidar, dar atenção, cumprir horários) nos dificulta até mesmo de trabalhar para conseguir os recursos que nos permitiriam dar o melhor pra ele. Ser mãe, definitivamente, não é fácil.

    A propósito, eu amo meu filho mais que tudo.

    • Perfeita, simples assim!! Aliás a sua resposta deveria ser publicada e não este monte de sandices machistas e impensadas que foram tristemente publicadas! Obrigada por conseguir definir e expressar com tamanha justeza e elegância, coerência e acima de tudo, sabedoria, a opinião honesta da grande maioria – mães e avós reais!!!

    • Concordo com seu comentário. Muito bom! Eu me sinto aliviada quando meu filho vai pra escola. Isso não quer dizer que eu não o ame. Apenas é o tempo que preciso para cuidar de mim. Fazer minhas coisas. Fico aliviada porque sei que ele está bem. Aprendendo, brincando, interagindo com outras crianças. Ridículo esse texto!!!

    • Ao ler o texto imaginei que havia sido escrito por um homem.
      Não sou mãe , mas fui uma das “suportadas”.
      Até hoje sou vítima das consequências desta criação e tenho medo de reproduzir com meus filhos este comportamento.
      Que Deus ajude nós mulheres nessa árdua jornada que é viver.
      Tudo é mãe …tudo é a mulher…enfim

    • Perfeita observação!
      Ainda não tenho filhos, mas sou uma criança não planejada e, também,tenho amigas que engravidaram cedo. Esse texto não ilustra nem minha mãe, nem elas. Isso porque o texto excluiu muitas coisas e é baseado apenas na reflexão de uma pessoa. Essa pessoa deve estar com sentimentos mal resolvidos com relação a mãe dela e quer passar isso para outras. Esquecem que as mães são tão humanas, quanto qualquer outro ser humano. Elas não nascem mães, tonam-se . Essa transformação, exige aprendizado e tal ato implica em conflitos internos delas também.

    • Nossa! Eu estava me preparando para redigir exatamente tudo que você falou. Especialmente esse parágrafio: “Esse texto desconsidera a mãe como um ser humano que falha, que tem necessidades, que precisa de um tempo consigo mesma e muitas vezes não tem. Esse texto é machista quando leva em conta uma única realidade, a de que o pai das crianças está trabalhando e a mãe fica em casa, passiva, “apenas” cuidando dos filhos e sendo sustentada pelo marido. Esse texto é preconceituoso quando supõe que a avó que tem condições financeiras lida bem com o fato de conviver com o neto, enquanto a que não tem vive insatisfeita por ter que dividir o pouco que tem. Esse texto é desprezível em todos os sentidos.”

      Antes mesmo de mães, somos humanas.

    • Concordo com Vc. Esse texto é machista, fora de contexto e acima de tudo desprezivel! Não considera a mulher como um “ser humano” passivel de errar e que possui suas necessidades e angustias. Fora a parte que diz que “as maes não reconhecem as horas extras que o marido faz para ela poder ficar em casa com o bebe” Em que mundo a autora vive??? Hoje em dia a maioria das mulheres trabalham fora , cuidam da casa e dos filhos…talvez por isso estão exaustas!!! A autora deve ter um problema muito sério com a mãe para escrever com tanto ódio assim… Sempre gostei dos artigos desse site e me admira que tenham publicado um texto tão absurdo!!

    • Concordo, achei um texto que não leva em consideração inclusive o estafe das mães. Acho errado sim algumas coisas que já ouvi muitas dizerem inclusive na frente dos filhos, mas o texto é generalista demais. Mãe ama, mãe cuida, mãe dá a vida pelo filho, mas, mãe cansa, mãe vive, mãe tem carne, osso e é ser humano, como qualquer outro.

    • Ufa! Alguém disse exatamente o que pensei enquanto lia esse texto. É recheado de machismo e de julgamentos, são muitos, muitos dedos apontados. fico aqui me perguntando se a autora é mãe…
      Sugiro a ela a leitura dos livros da Laura Gutman e do Winnicott, pra ver se ela começa a perceber que perfeição não existe, ainda mais perfeição materna. A Laura Gutman, inclusive, aponta que a super mãe, aquela que se dedica 100% para o filho, que nunca desejou (conscientemente) ficar sozinha e ter um descanso da maternidade, aquela que faz tudo conforme a cartilha da “mãe perfeita”, também está assumindo um papel, um personagem que desenvolveu de acordo com o discurso de sua própria mãe e está cheia de sombras escondidas atrás dessa cortina de perfeição.

    • Exato Thalita, concordo plenamente com vc, que texto preconceituoso, e como colocaram abaixo, gostaria muito de saber se a autora tem filhos pois parece não ter noção nenhuma do que é a maternidade.

    • Francamente estava esperando no final do texto algo que resignificaria toda a baboseira escrita. Iniciei a escrita acreditando que fossem tecer uns argumentos bacanas, pq sim há diferença entre amar e suportar, e é real… Mas não da maneira como foi colocada aqui. Comecei a me achar uma ET ao final do texto, e ao ler os primeiros comentários: Será possível que só eu achei isso tudo uma grande besteira preconceituosa e superficial sobre a maternidade?

      Mas não, obrigada Talitha.
      Francamente, me decepcionou bastante esse texto nesta página que sigo. Um desserviço total!

    • Seu texto exprimiu tudo que penso, conheço avós ricas que desprezam os netos.
      Meus filhos são minha vida, mas já me irritei e já senti vontade de no meio da birra fingir que não era meu. E que atire a primeira pedra a mãe que nunca se sentiu aliviada por deixar o filho na escola e ter uma tarde livre. Quanto julgamento dizer que isso é falta de amor. Preconceito ridículo de dizer que o pai esta trabalhando para sustentar, o pai da minha está ocupado com a própria vida e com as fotos que tem que postar no Facebook de excelente pai ausente. A mãe antes e depois de ser mãe é humana e isso não é termômetro de amor à um filho.

  6. Queria saber se a autora em questão tem filhos. Achei tendencioso o texto. Superficial e machista. As mães já carregam tantas culpas e agora mais essa!

  7. Não concordo nem um pouco.
    Não se deve generalizar assim os fatos e sim, as vezes é muuuuiiiitooo cansativo cuidar e criar crianças.
    Considerando que ninguém é perfeito.
    Pense melhor antes de questionar o amor!!!
    Ou você é perfeita ou não tem filhos afffff

  8. Texto totalmente fora do contexto do que é realmente ser mãe,texto machista ,utópico,ridículo e com certeza escrito por uma mulher com questões para resolver com sua mãe e ,expressou o que ela sente e com certeza não é mãe!!!

  9. “Claro, em nenhum momento ela avaliará os desaforos e horas extras que o marido faz para pôr comida na mesa, para ela ficar em casa com o bebê, do qual tanto reclama!”

    Kkkkkkkk, em que mundo essa pessoa vive?

  10. Fácil falar sem viver o que uma mãe vive, cada uma tem suas qualidades, seus defeitos, afinal somos seres humanos tanto como qualquer outro ser. Aí fala de uma mulher submissa, que depende do marido e reclama do filho. Mas acho que está se generalizando, pq tem mães como eu que tem que trabalhar, criar, sustentar, educar seus filhos pq os pais não estão presentes. A carga dessa mãe e muito maior, tudo é responsabilidade dela, não tem com quem dividir essa culpa se alho der errado, sempre pensamos onde eu errei…….sou mãe solteira, me irrito sim, pois sou humana sujeita a erros. Da mesma forma que digo a ela que a amo, tbm dou o castigo se necessário for, falo não, quando acho necessário, cobro dela e tbm sei pedir desculpas quando meu estresse fala mais alto, quando vejo que falei demais peço desculpas explico o meu estresse, digo que a amo acima de qualquer coisa. E mais do que dizer, tenho certeza que ela sente isso no dia a dia, pq senão ela não me daria de resposta: ” Eu te amo mãe, e eu sei que vc tbm me ama, sei que quer meu bem mesmo quando me põe de castigo, mesmo quando me diz não.” E aí eu me derreto, me sinto boba, vejo que nada foi em vão. Sei que quando for adulta vai compreender que ser mãe não é fácil, mas preenche a alma que palavras nenhuma expressa esse sentimento de se dar pelo o outro. Amo minha filha,mas acima de tudo amo ser mãe dela e ela é a cara do pai, mesmo que alguém diga que se parece comigo, sei que não é verdade, não sou cega. Não só a cara, mas todo o jeito de ser…..lembra demais o falecido que não teve oportunidade de vê lá crescer……

  11. O texto cria uma ansiedade e uma frustração imensa em quem o le…
    Nesse exato momento n sei se choro…se tenho alivio…se me revolto…
    Afinal, ser mãe n é nada fácil, somos passivas de erros e se agimos da forma q n pareça amor verdadeiro, foi inconsciente…n creio q uma mãe de verdade e cheia de falhas n ame seus filhos por mais q eles lhes de trabalho.
    Cada um sabe onde doe seu calo e p finalizar, cada um so da aquilo que tem.

  12. Não existe uma mae ,que em algum momento não ,se sentia culpada .Que acha que poderia ter feito melhor .Que tenha ficado em duvida .Entre sair com as amigas .Ou ficar em casa com os filhos brincando..Mais NUNCA duvida do AMOR que sente por um filho .

  13. Concordo com um comentário de que vc desprezou o fato de antes de ser mãe, somos pessoas, e portanto falíveis. Pior, nos eleva a categoria de super heroínas, coisa impossível de se praticar. Desde os remotos tempos, primeiro eramos bruxas, depois a igreja católica nos elevou a “santas”, não sei qual título é pior. Me sinto indignada com seu recado, no minimo machista. Acho que sim que muitas mulheres não estão preparadas para serem mães, e que ainda não se livraram da pressão social/familiar para procriar já que tem um aparelho físico para essa finalidade específica. Mas não levar em conta tantos outros fatores também me leva a pensar tão simplista essa carta é. Eu levaria muito tempo e me tornaria repetitiva. Me leva a pensar que pouca experiência de vida vc tem. Por isso repito tô indignada com sua carta aberta, desfilando um “modelo de mãe” como único e infalível, uma fraude!

  14. E se a mãe nunca amar o filho como obrigar alguém a amar alguém? Ora, a gravidez é indesejada, o máximo que se pode fazer é orientar a mãe a não dizer certas coisas na frente da criança. E quando a pessoa não aprende com o tempo a amar o filho e diz: – Eu não queria, mas o amo. Ela no fundo sabe que está mentindo. Culturalmente somos ensinados que a maternidade é benção e ponto. Imagina se a pessoa vai ser sincera dizendo o contrário do que todos esperam ouvir. E sim, vai atrapalhar os planos dela, a liberdade dela. Ai pensar em si e não querer ser mãe vira coisa de gente egoísta e mesquinha. Muitas vezes a mãe fica sobrecarregada e estressada e vamos combinar que tudo que uma mãe faz não é valorizado em uma sociedade machista como a nossa. O que a pessoa faz então? Se autopromove: -Só eu faço isso, só eu faço aquilo. E muitas vezes é verdade. O título desse texto deveria ser: Se você nunca ao longo da vida amar ser mãe você é um ser horrível e desprezível.

  15. E se uma mão nunca amar seu filho como obrigar alguém a amar alguém? Ora, a gravidez é indesejada, o máximo que se pode fazer é orientar a mãe a não dizer certas coisas na frente da criança. E quando a pessoa não aprende com o tempo a amar o filho e diz: – Eu não queria, mas o amo. Ela no fundo sabe que está mentindo. Culturalmente somos ensinados que a maternidade é benção e ponto. Imagina se a pessoa vai ser sincera dizendo o contrário do que todos esperam ouvir. E sim, vai atrapalhar os planos dela, a liberdade dela. Ai pensar em si e não querer ser mãe vira coisa de gente egoísta e mesquinha. Muitas vezes a mãe fica sobrecarregada e estressada e vamos combinar que tudo que uma mãe faz não é valorizado em uma sociedade machista como a nossa. O que a pessoa faz então? Se autopromove: -Só eu faço isso, só eu faço aquilo. E muitas vezes é verdade. O título desse texto deveria ser: Se você nunca ao longo da vida amar ser mãe você é um ser horrível e desprezível.

  16. Que texto sem nexo.. Em alguns momentos parece mais uma conversa de programa de tv, noutros insiste em querer culpar a mãe por se sentir pressionada (quando é ela que se assoma da carga mais pesada da criação do filho). Não vi neste texto nada que me fizesse pensar – ao contrário, é apenas um desabafo de comadres.

  17. Bem… Achei meio exagerado a acusação em certas frases em afirmar que n se ama um filho, poe exemplo ter um momento de paz ao deixar o filho na escola, qual o problema da mae querer um tempo para ela? Isso significa que n ama? E se só ela faz as coisas e o pai n ajuda com a educação da criança e outras atividades e a mae se irrita com isso, pera la mães n são de ferro se cansam, e n cuidam so de filhos, tb de casa e de marido alem dos filhos e tem as que ainda trabalham. Desculpa mas achei o texto muito julgador e pouco verdadeiro na minha opinião.

  18. Acho que muitos leitores generalizaram o assunto. A autora está falando de uma possível situação, não queria falar que todas as mães são assim.
    Sou de uma família que sofreu muito. Tive um avó que agredia minha mãe, seus irmãos (6) e literalmente espancava minha avó. Nos dias de hj estaria preso.
    Como trauma, TODOS se tornaram pais frios….são tb palavras de todos os meus primos. Não recebiamos beijos, abraços e tampouco um “Eu te amo”.
    Quando li o texto, vi um filme sobre minha mãe…sei que quando precisar dela em horas difíceis , ela está presente. ..mas o dia a dia é muito difícil.
    Racionalmente, entendo ela….mas emocionalmente é bem difícil.

  19. Preciso comentar: quanta falta de empatia nesse texto. Quanta bobagem reunida num único lugar. Quanto machismo disfarçado. Como se as mães não pudessem nunca sentirem-se cansadas pois significaria falta de amor. Ainda bem que textos como esse são minoria e quase nunca chegam até mim.

  20. Quando vi o tema da matéria, achei interessante por me sentir suportada pela minha mãe e não amada por ela… Mas vc foi por uma linha de raciocínio bem duferente do q eu imaginava. Realmente eu acredito q sim a mãe começa a rejeitar seus filhos e passa a suporta-Los, quando começa a se questionar no q poderia ter sido se não houvesse filhos… E as vezes isso acontece,não por causa dos filhos, e sim pq nós não somos valorizadas pela sociedade por abrir mão de nossas vidas para cuidar de casa. Sim, as vezes competimos com os maridos pq desejamos esse valor. O homem as vezes nao sabe trabalhar com o sentimento da esposa. “ELE q trabalha para q ELA fique em casa”, como se isso fosse menos importante do q ele faz, sem pensar q a esposa tbm poderia estar trabalhando se houvesse alguém pra cuidar da casa. Ela abriu mão da sua carreira pelas pessoas q ama. Acho q egoísta, seria pensar ao contrário, tipo “se virem, eu estou indo trabalhar”.
    Tenho três filhos q são minha vida abri mão de muita coisa por eles,pois engravidei muito cedo.Mas tenho consciência q isso foi minha escolha e não culpa deles. Sempre desejei ser mãe e acho q não concluiria algumas coisas em minha vida se não tivesse filhos, pois eles são minha motivação.As vezes me sinto cansada por não conseguir ter um tempo para ler um livro ou cuidar de mim e quando eles estão na escola eu me sinto aliviada por poder respirar um pouco, mas sempre com o pensamento neles, se estão indo bem na escola, quem são seus amigos… Penso no q poderia fazer de diferente na sexta a noite para eles comerem e oq faremos no fim de semana. Mas esse tempo q estao na escola, é o momento q tenho pra cuidar de mim.Então ao ler esse texto eu devo me sentir a pior das mães por acredirar q pensar um pouco em mim faz com q eu me torne uma pessoa egoísta?

  21. Eu nem sei o que dizer desse texto…. acho que a autora precisa abrir seus horizontes e perceber que o que ela acha não é a verdade absoluta. Percebi uma grande falta de empatia e talvez, ela tenha sofrido grande rejeição por parte da mãe, porque tem muita amergura nessas linhas.

  22. Bom, não sou mãe (melhor dizer isso), mas sou filha e achei o texto superficial. Sou a caçula e temporona de quatro irmãos. Vim por acaso, numa época difícil para meus pais que lidavam com uma falência e em seguida com uma doença da minha mãe. Fui uma criança “tranquila” daquelas de se jogar no chao e fazer birra se não conseguisse o que eu queria e super elétrica. Fui suportada varias vezes com toda certeza, mas fui amada também. Cresci, melhorei e entendo que mãe (e pai) são falíveis como a gente também é, e ninguém tem que ter culpa por causa disso. Tirando os psicopatas, a grande maioria das pessoas só está tentando fazer o melhor possível! A minha fez o melhor dela e hoje eu faço o melhor que posso por ela também. Amor é isso, meio imperfeito, mas cheio das melhores intenções …

  23. O texto parece de alguém que não tem filhos ou não vive no mundo real.
    No começo achei que estavam falando de mim, pois já falei para os meus filhos que não planejei a maternidade, porém além de amá-los muito, sei que sou excelente mãe. Eles sabem e se setem amados, até pelo fato de eu ser sempre sincera com eles em todos os sentidos.
    Não sou uma pessoa que adora pegar os bebezinhos das amigas e dos parentes, porém todos que conhecem entregam os seu filhos a qualquer momento para eu cuidar, pois sabem que além de ser uma pessoa responsável, gosto e sei educar e dar carinho, porém as pessoas são diferentes até na forma de amar.
    Absurdo achar que temos que mentir para os filhos, pois foi o que pensei quando li o texto, tenho dizer que fiquei planejando ser mãe, para demonstrar amor pelo filho? Isso é um absurdo. Demonstro amor por eles dizendo sempre a verdade para eles, inclusive eles podem e acreditam quando digo, “amo vocês acima de tudo”, porque eles acreditam? Por saberem que sempre sou sincera e não minto para eles. ISSO É AMOR.

  24. Respeito, acho muito bonito, mas precisa de um pouco de ponderação sobre as idealizações. A natureza perversa de algumas relações familiares é danosa. Não é falta de amor o que distancia pessoas e sim nessecidade de auto-preservação: a legítima defesa a que todos temos direito, independente do grau de parentesco de quem seja o agressor.

  25. Não sei por que o texto recebeu tantos comentários negativos. Não está fora da realidade, e também não é machista. É uma crítica à incapacidade humana de desenvolver o amor incondicional. E isso é algo que não somente as mães enfrentam, mas todos os seres humanos. É muito fácil amar uma criança quando ela não “dá trabalho”, não é mesmo? Mas o amor de verdade mesmo só pode ser visto quando não está tudo bem. Nos momentos complicados e de “birras” que ele aparece (ou melhor, permanece). É preciso entender o universo das crianças, não apenas julgá-las e deixar de compreendê-las simplesmente por que na cabeça dos adultos existem outras “prioridades”, que fazem com que eles precisem “aturar” os pequenos. O texto não é ridículo, apenas toca na ferida de muita gente. Somos humanos e imperfeitos, erramos e estamos aprendendo a amar. Só isso. O fato é que as crianças, seres puros e tão sensíveis, merecem nosso amor sempre, principalmente nos momentos mais difíceis – e isso é um grande desafio.

  26. Nossa péssimo texto… Nunca li uma coisa tão ruim!
    Mães não são perfeitas, mães são reais!
    Não existe suportar o filho, existe amor isso sim! Tenho certeza que a grande maioria das mães amam os filhos incondicionalmente dentre erros e acertos na educação!
    Essa autora não deve ser mãe!

  27. Nossa, de fato eu me identifiquei com esse texto e confesso q me senti um monstro…. Eu faço exatamente isso! Sou mãe mas a minha condição na maternidade não foi a q sonhei de fato! Fui criada num lar hostil porém com pai e mãe presente, mas essa não é a realidade da minha filha. Ela só tem a mim, e não tenho com qm dividir a responsabilidade e isso cansa de fato! Antes de ser mãe, eu sou ser humano e tenho as minhas necessidades básicas e não tão básicas, como todo ser humano. De fato as vezes, eu a suporto, mas isso não qr dizer q eu não a amo… Se oq eu sou para ela e o q eu faço para ela não é amor, então sou obrigada a acreditar q oq o genitor dela fez foi por amor? Ele nos abandonou na gravidez, mas disse q tudo oq ele queria era ser pai! Eu assumi essa responsabilidade sozinha e não lembro de alguém me perguntar se era isso q eu qria… Só lembro q foi dito q quando ela nascesse a minha vida mudaria. Mudou mesmo, para muito melhor, mas isso não me deixou menos cansada, estressada, deprimida, angustiada e muitas vezes infeliz… Depois de ler isso, não sei se me mal ou péssima… Mas oq eu afirmo agora, é q me sinto um monstro.

    • Não se sinta mal… esse texto é superficial… veja os comentários dos demais leitores… Não leve isso em consideração, pois não é verdade absoluta e sim absurda!

  28. Tendencioso esse texto. Respeito a opinião da autora . Mas referir a algumas mães que elas suportam seus filhos achei demais. Cadê a empatia da autora . Somos seres humanos falhamos sim… e dizer que essa sensação de ser suportada e inteiramente por causa da mãe e absurdo. As resposta estão dentro de nos. Essa percepção de ver e sentir que algo está errado parte de cada um. Se vitimizar e direcionar a culpa no outro com certeza e mais fácil. A difícil tarefa é resolver seus problemas internos .
    Quem nunca se arrependeu de ter dito algo a alguém ?
    Mas como mães isso não pode acontecer . Essa perfeição não existe .Seria hipocrisia uma mãe falar que nunca almejou seu filho fosse a escola para poder descansar um pouco . Até pq e muito fácil cuidar e EDUCAR não é.

  29. Esse texto poderia ter sido de grande ajuda para muitas mulheres, pois é um tema denso, pouco abordado. Porém, fiquei surpresa ao ler pela total falta de empatia da autora. Não me parece que a pessoa que escreveu tenha sequer idéia a respeito do que está escrevendo. Texto raso, decepcionante e machista.

  30. Comecei a ler porque é um assunto que me interessa bastante, mas parei no momento em que li “porque “não estão prontas”, “a gestação atrapalhará os meus planos”, “tirará a minha liberdade”, dentre outros pensamentos, que costumam balançar do mesquinho e egoísta ao insensível e a falta de empatia”

    Eu não quero ter filhos justamente por achar que irão atrapalhar meus planos e tirar minha liberdade, sim, mas não me considero mesquinha, egoísta, insensível ou empática. É uma escolha minha. Uma escolha que iria mudar a MINHA vida. Mulher nenhuma é obrigada a ser mãe para não ser considerada egoísta. O egoísmo parte da sociedade que ACHA que a mulher é OBRIGADA a ser mãe sem se importar com a vida dela, se ela quer ou não. “Fodas se ela quer, ela tem que ser mãe porque nasceu para isso. Mulher só nasceu para ser mãe.” Não mesmo.

    Eu acho a maternidade linda e respeito muito quem faz a escolha de ser mãe, a começar por minha cunhada. Amo minha sobrinha como nunca amei ninguém e a acompanhei desde o primeiro mês de gestação, mas não é algo que quero para mim. E me entristece muito ver esse tipo de texto que desfaz de toda uma luta das mulheres: escolher o que quer ou não para o próprio corpo/vida.

  31. Que terrível! Talitha, concordo plenamente com a sua observação….faço minhas as suas palavras…gostaria de saber se a Autora é mãe…sim, pq pra jogar toda a culpa do mundo pra cima da mãe…deve, pelo menos, falar com um milímetro de conhecimento de causa. Empatia zero….machismo absurdo….pena! É com acolhimento que se ajuda, fica a dica, de resto é falar, falar, falar…

  32. Assisti um depoimento de uma mulher que agora escreveu um livro (infelizmente esqueci o nome dela) o quanto ela sofreu nas mãos da mãe, e só foi descoberto quando uma professora viu um pedacinho do braço descoberto, pois ela morava em Santos mas sempre estava coberta totalmente……assisti no programa Sem Censura da Leda Nagle.

  33. Texto machista, que desconsidera os altos e baixos emocionais das mães e tb dos pais. Parece que a mãe precisa ser uma heroína. Amar sob todas as coisas e em primeiro lugar não se limita a expressar esse amor em palavra e em estímulos, mas com atitudes. Olhe que não sou mãe ainda, mas não conheço nenhuma q em algum dia não se sentiu cansada, estressada e precisando ser cuidada tb. Sim, mães precisam de cuidado, de carinho de folga dos filhos, são pessoas.

    E parei no trecho que diz que quantas vezes o pai fez horas extras para a mae ficar com o beber. Poupe-me! E quantas vezes a mulher fez hora extra no trabalho, passou horas na madrugada acordada, cuidou da casa. Não vejo diferença nenhuma no papel do homem e da mulher na criação dos filhos e no sustento da casa. Texto vergonhoso.

    • Essa parte do “papai se mata pra trabalhar e a mamãe é uma ingrata” deu até nervoso mesmo. Parei por aí também. Falta muita experiência de vida pra essa pessoa que escreveu isso. Uma cabeça no século retrasado…

  34. Texto recheado de machismo e de julgamentos, são muitos, muitos dedos apontados. Fico aqui me perguntando se a autora é mãe…
    Sugiro a ela a leitura dos livros da Laura Gutman e do Winnicott, pra ver se ela começa a perceber que perfeição não existe, ainda mais perfeição materna. A Laura Gutman, inclusive, aponta que a super mãe, aquela que se dedica 100% para o filho, que nunca desejou (conscientemente) ficar sozinha e ter um descanso da maternidade, aquela que faz tudo conforme a cartilha da “mãe perfeita”, também está assumindo um papel, um personagem que desenvolveu de acordo com o discurso de sua própria mãe e está cheia de sombras escondidas atrás dessa cortina de perfeição.

  35. Gente, sei que essa não é uma revista psicanalítica, mas deve haver algum critério de seleção de textos para serem publicados. Isso não é psicanálise. Nem perto disso. É um texto ignorante, misógino, superficial, que deve ser apagado para não embasar o pensamento de nenhum desavisado ignorante.
    Depois dessa, não visitarei mais esse blog.

  36. Mães (boas/ótimas) não são perfeitas, isso é fato…Existem gestações desejadas e indesejadas (lamentavelmente), sim, e isso ocorre há muitos anos…Mas a vida me ensinou que há mulheres que nasceram para ser mães (biologicamente), mas outras não (emocionalmente, e às vezes biologicamente tb, por ação inteligente da “natureza”)…Mulheres que não nasceram p/ ser mães, maltratam, abandonam, vendem e até matam, sim!!!…E que baita infelicidade que insistiram em ser mães sem ter capacidade!!!…Quem consegue superar todas as dificuldades de ser mãe é porque nasceu p/ isso…Mas respeitemos também quem não nasceu p/ ser mãe e reconhece isso (graças a Deus), e se cuida…Pois nenhuma mulher é OBRIGADA a casar, ter filhos, etc se não quiser…Vivemos novos tempos, acabou a escravidão cultural!!!…Simples assim.

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