Nós não estamos falando sobre qualquer tipo de medo. Se alguém vivencia um episódio paranoide, pode ser confuso e bastante humilhante quando essa pessoa percebe que a mente está presa em um mundo invisível, virtual e tenso, em que todos querem “pegá-la”.

Aqui vão algumas sugestões a familiares e amigos que desejam ajudar uma pessoa sã, mas visivelmente paranoica. Em primeiro lugar, a pessoa deve se manter o mais calma possível – mesmo em momentos de crise. A paranoia é um tipo de problema em que os pensamentos de uma pessoa não são bem resolvidos (embora ela geralmente não seja facilmente percebida).

Segundo a Wikipédia, a paranoia “se refere a um sentimento de desconfiança persistente, excessivo e mal fundamentado”. Um dos exemplos é a distorção de uma conversa entre duas outras pessoas interpretada de forma negativa. As pessoas que ela “ouviu conversando” podem até mesmo ir embora, mas uma reação paranoide continua até o sujeito que “ouviu”o diálogo perceber que as outros foram embora: isso é um sinal de delírio conectado à realidade!

Para esclarecer a situação: em uma crise, uma pessoa pode ter um comportamento “irracional” sem ser “maluca”, desde que ele não seja muito persistente ou bizarro, conforme será descrito nos exemplos abaixo. Uma pessoa pode até se desligar parcialmente da realidade sofrendo com suspeitas irracionais e desconfianças sem fundamento por um período de tempo e se recuperar depois de alguns minutos, horas, dias, semanas ou meses, às vezes, sem que ela tenha psicose ou deficiência cognitiva.

Passos

1.Ajude a pessoa paranoica a manter a calma.
Não alimente o pânico dela! As pessoas que vivenciam este tipo de situação, mas ainda estão ligadas à realidade (se isso não for psicose), precisam ser capazes de saber que isso vai passar. O pensamento positivo pode ajudar.

2.Não tente diagnosticar ou tratar alguém sem a ajuda de um profissional de saúde, ainda que a paranoia da pessoa em questão seja resultado de ansiedade e medo crônicos.

Busca de Ajuda Profissional

1.Ajude o seu familiar ou amigo procurando por um médico, psiquiatra ou psicólogo.
O profissional precisa ter treino nesses assuntos para poder ajudar o doente a encontrar a fonte dos pensamentos e medos delirantes.

Ele pode aconselhar outras formas de lidar com o problema e até mesmo sugerir intervenção psiquiátrica em casos mais difíceis.

2.Se a pessoa não puder se controlar ou se o comportamento dela for muito instável, então ela pode não melhorar sem algum tipo de medicação para aliviar a tensão emocional.

-Os psiquiatras são médicos; dessa forma, podem prescrever medicamentos.

-Os psicólogos não são médicos e não prescrevem medicação, mas podem encaminhar o paciente para um psiquiatra.

-Apesar de não poderem medicar, alguns profissionais de saúde podem ajudar com psicoterapia.

Guia Oficial de Transtornos Mentais

1.Leia o DSM-IV ou o CID-10, referências americanas e europeias, respectivamente, relativas às doenças mentais.

2.Verifique se a pessoa tem alguns dos sintomas típicos da paranoia conforme descrito abaixo:

-Suspeitas infundadas.

-Sensação de que essa pessoa será explorada.

-Sensação de que os outros estão armando contra a pessoa.

-Autoimagem distorcida.

-Hesitação em confiar nos outros.

-Preocupação com dúvidas infundadas sobre amigos ou colegas.

-Medo infundado de que uma informação pode ser usada contra a pessoa.

-Medo infundado da infidelidade sexual do parceiro.

-Desconfiança – preocupação infundada com “segundas intenções” das pessoas.

-Distorção de comentários neutros em algo negativo.

Isolamento social – percepção de ataques à reputação que não são claros para os outros.

-Incapacidade de trabalhar com outras pessoas.

-Hostilidade – acusações sobre pequenos problemas.

-Ataque verbal baseado nessa percepção.

-Tendência a guardar rancor.

-Potencial aumentado de violência.

-Ficar na defensiva sem causa aparente.

-Problemas ao ver e lidar com os problemas dos outros.

-Problemas para relaxar (geralmente tensão causada pela própria pessoa).

3.Procure por possíveis diagnósticos.

-Peça exames para o paciente para saber se ele não sofre de causas orgânicas (como demência) ou ambientais (tensão emocional muito grande).

-Caso haja a suspeita, um psicólogo fará uma entrevista com um paciente e pode realizar testes para avaliar o estado mental dele.

4.Procure por tratamento.

-Os traços de esquizofrenia paranoide, transtorno delirante paranoide ou transtorno de personalidade paranoide precisam ser diagnosticados por um profissional de saúde.

As medicações antipsicóticas não podem ser prescritas por um psicólogo, mas a terapia cognitiva ou a psicoterapia podem ser empregadas para ajudar o paciente a lidar com a paranoia e/ou delírios persecutórios, bem como ajudar a pessoa a descarregar isso de outro modo, fornecendo um alívio temporário. A pessoa pode ser capaz de desenvolver uma maneira de lidar com o problema (como pensar de forma mais positiva).

-Saiba, entretanto, que medicação traz benefícios não muito claros para pessoas com transtorno de personalidade paranoide, já que esse é um problema de personalidade com comportamento irracional, e não psicose. Por isso, o uso dessa medicação pode trazer riscos de longo prazo e poucos benefícios.

-Se uma condição subjacente, como depressão ou abuso de drogas estiver provocando a crise, uma combinação adequada de medicamentos e / ou terapia psicossocial poderá ser utilizada para tratar a doença primária.

5.Saiba mais sobre o prognóstico.

-Os indivíduos paranoides sentem uma desconfiança muito grande, e pode ser que eles precisem ser coagidos legalmente a procurar tratamento. Como geralmente relutam em participar, podem sabotar o tratamento não tomando a medicação necessária ou não sendo sinceros com o terapeuta, além de não entenderem a própria condição. Algumas acreditam que o terapeuta está tramando contra elas.

-Apesar de possuir um estilo de vida restrito (evitando o desgaste emocional e utilizando mecanismos de defesa em reações não controladas), alguns pacientes com o transtorno podem desenvolver um “transtorno delirante” (por exemplo, um pensamento não-bizarro, mas irracional, de que a pessoa está sendo observada por espiões), e podem interagir na sociedade sem tratamento desde que o comportamento se mantenha estável.

Leia mais: INTUIÇÃO X PARANOIA

Exemplos de crenças bizarras são a de que tem um rádio tocando na boca da pessoa (verifique se realmente não é o caso, pois obturações realmente pegam sinais de rádio – não é mito) ou de que as entranhas de alguém estão infestadas com vermes, por exemplo.

-Quando uma pessoa com tal desordem decide procurar um especialista em saúde mental, ela geralmente busca começar o tratamento para reduzir as sensações negativas. As sensações que causam a mudança podem ser depressão, medo, fúria, ou preocupação em viver como escravo de pensamentos irracionais, mas geralmente não envolvem os pensamentos negativos em si.

Isso acontece porque o transtorno geralmente não é reconhecido quando alguém vivencia um pensamento desorganizado resistente.

Autoajuda

1.Pensar positivo ajuda. Evite que a pessoa culpe outros pelos seus problemas! Isso é inútil.

Uma forma de parar os pensamentos negativos e aliviar a tensão é pensar em coisas que causam menos desgaste emocional e fixar em pensamentos que ajudam a entender o outro.

2.Uma boa ideia é trocar gradualmente os pensamentos negativos de medo por pensamentos positivos de força e coragem.

3.A pessoa afetada deve mudar o seu pensamento; isso ajuda a mudar a sua percepção do mundo.

Programas de doze passos, como os “Neuróticos Anônimos”, se utilizam desses princípios colocando pessoas na mesma situação que você, o que o encoraja a buscar “algo maior”. Eles não dizem no que acreditar. Isso vai de cada um.

-Uma pessoa pode tentar controlar os pensamentos e reações negativas pensando “certo”!

-Outra pessoa pode interagir melhor praticando a escuta sem julgar os outros.

4.Ajude o seu amigo a evitar a raiva e não a se vingar, fazendo as pazes com os amigos e colegas de trabalho e mantendo a harmonia nas relações sociais.

5.”O que você pensa torna suas palavras e ações. Então, o que você diz e faz é o que determina o seu caráter, e seu caráter determina sua vida – e isso determina os seus resultados…”, o que influencia em como os outros vão tratá-lo.

6.Mostre que uma pessoa pode escolher perdoar e não ficar com raiva por mais que alguns motivos ou outras. Se possível, não guarde as mágoas para depois. Faça as pazes com outros o mais rápido possível! Isso dá margem para você ser mais racional e verificar os fatos.

7.Mostre a essas pessoas como os outros podem ser gratos quando se faz pequenas coisas, como abrir a porta para outras pessoas e ser cordial. E tem mais: essas podem ser “chaves” que ajudam a atingir a paz.

8.Respire e reconheça que 95% do que alguém faz não tem absolutamente nada a ver com você. Mesmo que alguém tenha falado sobre ti, usando-o ou fazendo algo de errado, a preocupação principal dessas pessoas não é você. É elas.

Acredite: saber que as pessoas que não “investem” em você também podem estar pouquíssimo interessadas em sua pessoa é um grande passo para o perdão e para ser menos paranoico. Por isso, pense bem nessa ideia.

-Convença-se de que a outra pessoa não sabe nada de você e seus sentimentos – e, portanto, você não precisa se preocupar com elas!

9.Admita que o melhor ataque contra o medo é uma boa defesa. O que se teme é quase sempre pior do que a situação em si.

-Não ache que a outra pessoa “sabe” o que você “sabe”. Mesmo que alguém concorde com a pessoa em questão, ela pode estar apenas tentando divertir você e achando que a sua preocupação não é tão grande. Essa pode ser uma forma de desprezar uma pessoa.

-Se a pessoa tem medo de algo imaginário, como ladrões e assassinos após ver um filme de terror, então diga a ela que nada daquilo é real e nunca vai ser.

10.Para a pessoa ser bem-sucedida, encoraje-a a sorrir e ajude-a a perceber que há muitas razões para isso. O pensamento positivo precisa substituir o negativo de forma ativa, conforme descrito acima.

-Peça a essas pessoas para pensar em superar todos os obstáculos mentais, raiva e medo pensando positivo.

Uma Ideia-Chave

1.Peça para a pessoa adotar pensamentos positivos. Diga a ela para repetir certos ditos, ainda que seja só quando ela ouvir os outros falarem de forma negativa.

2.Outra estratégia é criar novas formas de se comunicar e pensar. Peça para a pessoa ler essas sugestões, memorizá-las e até compartilhá-las.

-Eu sou uma pessoa diferente agora, e tenho todo um futuro para viver!

-Eu vou vencer. Eu vou continuar tentando. Eu vou conquistar as adversidades e ser bem-sucedido!

-Nós vamos ficar bem! Vai dar tudo certo!

-Sem problemas! Eu posso fazer isso sim! Nós podemos fazer isso!

-Outras pessoas podem fazer isso e eu também! Eu vou fazer a coisa certa!

-Hoje vai dar tudo certo! Eu vou me sair muito bem!

-Finja até acreditar que um sentimento é verdade (e aja de acordo).

3.Procure por suas próprias afirmativas positivas. Você pode perguntar às pessoas ao redor.

4.Ninguém saberá da sua positividade (ou negatividade) se você não falar ou demonstrá-los. Seja positivo e evite os pensamentos negativos!

Dicas

-Assim como os filmes, os medos não são reais! Eles são apenas histórias que a mente alimenta.

-Os passos e dicas nesse artigo são apenas sugestões. O pensamento positivo geralmente não é uma cura, apesar de ser de grande ajuda nesses casos.

-Não é bom se preocupar apenas com o seu sucesso; deve-se preocupar igualmente com o bem dos outros.

-Não leve em consideração a mágoa, dor e raiva dos outros – a não ser que seja para pensar positivo.

-Quando um pensamento negativo vier, a pessoa deve tentar transformá-lo em algo positivo.

-Os transtornos paranoides não necessariamente levam a delírios auditivos e podem ser relativamente leves.

-Pense positivo, e opcionalmente, pela ótica “judaico-cristãs” (demonstrada em seção separada). É claro, esse artigo não se destina a tratar a paranoia psicótica (grave, persistente e não relacionada com a realidade).

-O pensamento delirante que não aparece muito frequentemente ou alucinações raras geralmente é visto como “imaginação fértil”; entretanto, se ele se tornar persistente, é sinal de que isso não é paranoia simples. Existem algumas complicações:

-Pensamentos contínuos e delirantes, bem como comportamentos persistentes podem indicar um problema mais sério.

-Paranoia simples é considerada não-progressiva, e a psicose (perda de contato com a realidade) ou deficiência cognitiva não devem acontecer.

-Se alguém acredita na superação e em transformar pensamentos negativos em positivos, essa pessoa está a um passo de encarar a vida de forma diferente! Os pensamentos positivos e o elogio dos outros ajudam alguém a acreditar que, um dia, a crise pode ser superada e acalmar a pessoa.

Avisos

-Uma pessoa que pensa que as outras estão mexendo com ela, ou xingando, ou que estão aprontando com ela está vivendo um desgaste emocional muito grande. Não alimente esse pensamento!

-Nunca ajude a pessoa a buscar vingança! Ajudar o “inimigo” a se tornar alguém melhor é agir de forma sábia.

-Delírios de medo são reais para a pessoa dizendo: “você não acredita em mim!” Saiba que a paranoia é semelhante a um fluxo descontrolado de pensamentos em um devaneio! Entretanto, agora você sabe algo que pode ajudar a controlar as ações inadequadas que começam com pensamentos impróprios. Pratique a boa higiene mental.

-É bom evitar as críticas a alguém, por mais bem fundadas e reais que elas possam parecer! Procure sempre ser mais positivo. Não critique as pessoas cegamente e viva de forma negativa.

Psicoses e Distúrbios Graves

-Se o comportamento for um sintoma de uma psicose, o pensamento positivo é de pouco ou nenhum valor, pois a pessoa poderia não conseguir reconhecer que o problema existe ou lidar com isso logicamente. Esse é um assunto além do escopo desse artigo. Ao menor sinal de psicose, procure ajuda médica.

-Nunca concorde com pensamentos negativos ou ideias cheias de ódio, e não as demonstre (você pode tentar discutir brevemente sobre elas, mas evite isso). Sorria! Demora bastante tempo para curar uma mente e corações partidas!

-A pessoa afetada deve evitar falar com estranhos (e com conhecidos, como colegas de trabalho) sobre o que disseram e deixaram de fazer ou não, e não deve perturbar a paz do ambiente mesmo que os outros o façam. Ajude a pessoa a ter sempre uma mente sã e a pensar positivo!

Leia mais: FALANDO SOBRE ESQUIZOFRENIA

-Aqui vão algumas síndromes causadas por mudanças físicas no funcionamento do cérebro.
Esquizofrenia: perturbação psicótica persistente causada por uma perda de contato com o meio ambiente (realidade), deterioração notável no funcionamento na vida diária (como comportamentos), e desintegração da personalidade.

-É um transtorno emocional, cognitivo (delírios) e de percepção (alucinações).

-Esquizofrenia paranoide – caracteriza-se principalmente por delírios persecutórios, de grandeza, alucinações ou ciúme delirante.

(Fonte: pt.wikihow.com )
*Adaptação livre de Fãs da Psicanálise

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