Relacionamentos não são fáceis, isso é premissa básica.

Toda espécie de relação merece uma boa dose de cuidado, atenção e dedicação para que se desenvolva.

Quando escolhemos as pessoas com quem vamos nos relacionar, a receita parece fácil. Mas, e se falarmos de relações familiares?

Sim, essas pessoas que vivem na mesma casa, dividem a mesma mesa na hora das refeições, brigam pelo controle da TV e o sinal do wi-fi.

Como lidar quando não escolhemos os parceiros de relacionamento, e eles não são lá muito parecidos conosco?

Pode parecer uma tarefa impossível, mas garantimos que viver em harmonia é possível. É só prestar atenção nas dicas abaixo e mãos a obra:

Leia mais: Atenção às escolhas: elas modelam nossas vidas

Tenha em mente seu crescimento

Há quem diga que escolhemos nossa família antes de virmos para o mundo, seria uma espécie de prova a qual teríamos que passar para que nosso espírito cresça.

Deixando as crenças de lado, fato é que, na maioria esmagadora das vezes, pessoas difíceis cruzam nosso caminho para nos fazer aprender a lidar com alguma determinada situação. Se isso acontece na sua família, então, é fato que você deve encontrar ao longo dos dias, meses e provavelmente anos uma forma melhor de encarar esta personalidade.

Leia mais: Dificuldades de comunicação – a família disfuncional

Pense que aquela pessoa, com a qual você tem uma convivência quase que obrigatória, está ali por algum motivo. Hoje você pode não enxergar exatamente o porquê de ter que passar por isso, mas provavelmente um dia fará sentido.

Faça sua parte

Ser família é estar presente, ter com quem contar e ter amigos e amores incondicionais, certo? Em partes. Isso é, ao menos, o que crescemos acreditando ser verdade por imposição da sociedade. No entanto, muitas vezes, família significa dividir laços, mas não necessariamente ter afinidade. Faça o que estiver ao seu alcance, mas não precisa forçar situações em que não se sente bem.

Tenha empatia

Não adianta bancar a vítima e agir como se só você sofresse com essa situação. Se você acha seu pai uma pessoa difícil, já parou para pensar que ele provavelmente também não acha sua personalidade fácil de lidar? Faça o possível para enxergar a situação do outro lado e pense no que isso pode te ajudar.

Leia mais: O poder da empatia para se conectar com a dor do outro

Tenha consciência de seus atos

Saiba que cada ação que você tiver, terá uma reação. Então, tente estudar a melhor forma de se relacionar com estes familiares e se adeque da maneira mais viável. Não é porque vocês são da mesma família que precisam ser melhores amigos, muitas vezes, o mínimo de harmonia e uma boa dose de respeito já são suficientes.

Não espere mudanças dos outros

Criar expectativas infundadas de que seus familiares irão mudar para que a convivência fique mais fácil é tão absurdo quanto dar um tiro no próprio pé. As pessoas só mudam por vontade própria e nada que você fale ou faça irá transformar isto. Se você quer mudança, plante e espere a mudança em você mesmo, nos seus atos e na forma como encara a relação.

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Dê exemplo!

Uma boa forma de mostrar para as pessoas o que sentimos, pensamos e acreditamos é agindo a partir destes princípios. Se você quer um relacionamento familiar mais harmonioso, demonstre isso. Reforce seu autocontrole e transborde paz por toda sua casa e naquele almoço de domingo com todos os primos e tios.

(Autora: Roberta Lopes)
(Fonte: eusemfronteiras.com.br)
* Texto publicado com a autorização da administração do site

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