Você já parou pra pensar como sua cabeça pensa o tempo todo sobre tudo que acontece?

E não só isso, ela pensa também sobre as pessoas que vê. Mal passa uma pessoa na rua, você olha, processa e lá estão vários pensamentos determinando se aquela pessoa é isso ou aquilo.

Já parou para perceber também que algumas vezes, se você tiver a oportunidade de conhecer alguém que já tenha passado pelo seu crivo pessoal, você pode se deparar com uma visão completamente diferente da primeira que havia tido?

Isso acontece muito, pois nós julgamos absolutamente tudo que nos certa, o tempo todo. E todo esse julgamento, que algumas vezes acaba equivocado, vem muito em função de comparações com nossos modelos mentais.

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Aí, alguém que parecia arrogante, na verdade é bastante humilde. Alguém chato ficou extremamente legal e até “amigo de infância”. E por aí vai…

Se você mesmo já reparou que seus julgamentos sobre o outro podem estar errados, por que você persiste nisso? E se a gente passasse a simplesmente permitir que uma situação ou pessoa nos atravessasse, sem internamente proferir limitações sobre suas intenções e seu caráter? Essas qualidades são do outro! Não nos cabe julgar ninguém.

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Essa é uma prerrogativa que não nos foi dada. Quando julgamos alguém nos colocamos numa posição superior em relação à pessoa e nos fechamos para um contato real com o que quer que esteja acontecendo.

Claro que não é um exercício fácil, na verdade nada é exatamente fácil.

Nós vivemos com base em padrões, que vamos criando ao longo de toda a vida, e é quase inevitável pensar algo sobre tudo do cotidiano.

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Mas mesmo difícil, vale a pena tenta, pois isso não só vai nos permitir uma real experiência com as coisas, como também vai nos dar mais leveza para lidar com pessoas. Você não precisa pensar absolutamente nada sobre alguém.

Você só precisa conviver e respeitar. E se sobrar espaço e vontade, você pode também se deixar contaminar por tudo de melhor que essa vivência poderá te trazer. Mais livre, mais generoso, vivendo definitivamente a humanidade. Afinal, viver é do humano, julgar é de Deus.




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