It is difficult for even the most seasoned astronomer to resist taking time out of a busy observing schedule to stop and stare up at the gloriously rich southern sky. This image is a self portrait taken by astronomer Alan Fitzsimmons, who took this photo between observing sessions at ESO’s La Silla Observatory. This bold photo shows the contrast between a simple, still and dark figure on Earth and the brilliant and bright starry night sky. In this picture, the sky is dominated by the enormous splash of stars and dust which make up the centre of the Milky Way, our home galaxy. ESO’s observatories are located in the Atacama Desert in northern Chile, a region with very few inhabitants, which combines very dark nights with extremely clear atmospheric conditions, both factors conducive to making high quality observations. La Silla is ESO’s first observatory. Inaugurated in 1969, it is home to a number of telescopes with mirror diameters of up to 3.6 metres. With more than 300 clear nights every year, La Silla is in an ideal position to house advanced observing instruments, but it also makes it a fabulous place to just stop and gaze up into the sky. Alan submitted this photograph to the Your ESO Pictures Flickr group. The Flickr group is regularly reviewed and the best photos are selected to be featured in our Picture of the Week series or in our picture gallery.

Estamos ficando muito bitolados em celular. Às vezes, parece que a vida se restringe às conversas no WhatsApp.

Tenho evitado ficar o tempo todo diante do aparelho, até para interagir com as pessoas à minha volta.

Porque a gente está se esquecendo desta convivência que, muitas vezes, é preciosa para mudar os nossos comportamentos, nos alertar sobre algumas condutas e também trazer à tona a carência de conversa que existe entre as pessoas: conversa no cara a cara mesmo. Sem teclado e aplicativo.

Nestas minhas experiências sem celular durante uma espera, seja no consultório, na padaria, no ônibus, no trânsito ou em qualquer lugar, tenho observado coisas engraçadas e outras até preocupantes.

Dia desses, uma senhora veio conversar comigo. No início pensei que era um pouco daquele negócio de “passar o tempo durante a espera” falando amenidades. Depois, percebi que ela era um pouco carente de conversa e, embora eu não seja psicóloga, também percebi que ela era cheia de problemas físicos de cunho psicológico.

Ela não me deixava interagir. Interrompia-me ou emendava logo algo na sequência de alguma frase minha. Ela queria falar sozinha, como se o que ela estivesse a dizer fosse mais importante do que qualquer coisa que eu dissesse. Ouvi. Limitei-me a isto.

Leia mais: Por que tantos de nós nos distraímos com a internet e o celular?

E foi bom. De alguma forma eu precisava ouvir tudo aquilo, precisava me desconectar do celular, para me conectar com aquela pessoa. E continuar acreditando que é fundamental cuidar do corpo e cuidar do espírito. Estar mais disponível a ouvir do que falar. Estar mais disponível a acolher do que julgar.

Desconectar um pouco do habitual para conectar-se com algo novo, estando mais disponível para o olho no olho. E estar presente. De corpo e de alma.

(Autora: Mônica Kikuti)
(Fonte: cabecaliberta.wordpress.com)
*Texto publicado com a autorização da autora

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