Algumas pessoas têm um tipo de elegância que as fazem chamar atenção por onde passam independente do que estejam vestindo, com quem estão andando ou de que assunto estejam falando.

É um tipo de elegância que Paul Valery descreveu como ‘a arte de não se fazer notar, aliada ao cuidado sutil de se deixar distinguir’ .

São pessoas que brilham sem fazer esforço, que não precisam alterar o tom de voz, carregar nos gestos, caprichar na produção ou no corte do terno, pois elas conquistam e atraem atenções simplesmente por se sentirem confortáveis na própria pele.

Gosto de ver a beleza que se estampa nas pessoas que sabem se despir das armaduras e se vestir de si mesmas. Gosto de admirar as pessoas que se tornaram atraentes não pela busca da perfeição, mas pela aceitação amorosa de suas vulnerabilidades humanas.

Gosto das pessoas que perceberam que a maior fineza na vida é a transparência. Que sabem que o verdadeiro luxo é a falta de necessidade de ostentação, pessoas que estão em busca de ‘ser’ mais e não de ‘ter’ mais. E que assim, sem querer, alcançaram o que Coco Chanel chamou de ‘a chave para a verdadeira elegância’, que nada mais é do que a simplicidade.

(Autora: Clara Baccarin)

(Fonte: clarabaccarin.com)

*Texto publicado com a permissão da autora.

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Clara Baccarin
Clara Baccarin é paulista dos interiores, nascida nos anos 80. É escritora, poeta e agitadora cultural. Faz parte do grupo editorial Laranja Original. Publicou, pela editora Chiado, o romance poético Castelos Tropicais (2015) e a coletânea de poemas, pela editora Sempiterno (2016), Instruções para Lavar a Alma. Em 2017 lança, em parceria com músicos e compositores, o álbum Lavar a Alma, que reúne 13 de seus poemas musicados. É colunista do site Fãs da Psicanálise.


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