Hoje vamos tratar de um assunto que há algum tempo está sendo muito debatido na mídia, o projeto que visa curar o homossexual.

Porque agir perante o homossexualismo como uma doença, se a Organização Mundial de Saúde, no dia 17 de maio de 1990, retirou o homossexualismo da lista internacional de doenças e, diga-se de passagem, demorou, né?

Se é opção ou não, se existe a genética envolvida ou não, é assunto para conversarmos mais para frente; o que eu gostaria de conversar com vocês hoje, é a dificuldade que certas pessoas tem sobre esse assunto. Freud dizia que tudo aquilo que eu temo (porém desejo), eu demonstro de alguma maneira, é aí que entram as nossas defesas sobre os mais diversos recalques.

Nesse caso específico, qual é a conclusão que podemos ter sobre as pessoas que de alguma maneira tentam provar, ou fazer algo contra, essa “doença” chamada homossexualismo? Elas estão querendo curar quem na verdade? Será que esses seres “não-doentes” apresentam uma necessidade constante de se manterem muito limpos, extremamente arrumados e organizados? São pessoas que sem motivo algum precisam ter certeza de que estão bem de saúde ou que na possibilidade de qualquer perigo, tomam remédios para não adoecerem?

Os transtornos psíquico citados acima podem estar relacionados à um homossexualismo recalcado, sabiam?

A formação reativa – uma reação exagerada frente um incômodo – em relação à um homossexual, demonstra, na verdade, que existe algo que precisa ser trabalhado em quem sente essa repulsa, porque só nos incomodamos com aquilo que nos torna inseguros. Se você é uma pessoa muito segura em relação à sua escolha sexual, não terá problemas quando se encontrar com uma pessoa homossexual, porque para você está bem claro a sua escolha sexual. Se não temo, não reajo, não fujo, não condeno….

Agora, após ler sobre o que escrevi, qual a conclusão que você pode ter em relação à todas essas pessoas envolvidas nessa necessidade em curar algo que não é uma doença? Quais são os “doentes” que precisam de tratamento?

Que os homossexuais compreendam que essas pessoas preconceituosas, são pessoas inseguras em relação à própria sexualidade (inconscientemente, pelo menos), e isso certamente os faz sofrer de alguma forma.

Precisamos exercitar a nossa consciência de que somos todos iguais, independente da nossa raça, crença, escolha sexual, religião, time de futebol, marca do carro, etc…

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Paulo Jacob
Psicoterapeuta com Formação em Psicanálise Clínica, Especialização em Técnicas de Acesso Direto ao Inconsciente, Capacitação em Hipnose e Hipnoterapia Comportamental. Professor de Psicanálise e Analista Didata no Centro de Estudos em Psicanálise Clinica - WCCA Psicanálise. Atuando na Nossa Clínica Psicanálise situado em Campinas/SP. É colunista do site Fãs da Psicanálise.



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