Se tivéssemos a real noção do poder que as palavras possuem, acredito que pensaríamos muito antes de pronunciá-las. Não seria nenhum exagero a afirmação de que, dependendo do contexto, uma simples palavra poderá definir o futuro de alguém.

Por trás de muitas trajetórias bem sucedidas, nas mais variadas perspectivas, existe, além de muita atitude, um repertório de  palavras encorajadoras e de afirmação. De modo análogo, existem muitas palavras aniquiladoras que contribuíram  para as trajetórias fracassadas.

Não raro, nos deparamos com pessoas que nada possuem do ponto de vista financeiro ou intelectual, porém, suas mentes estão recheadas de sonhos que funcionam como uma bússola para elas.

Se esses sonhadores, por alguma razão, compartilharem seus sonhos com pessoas opressoras, eles estarão correndo um sério risco de assassinar o que carregam de mais sagrado: a crença em si mesmos.

As palavras, tanto as encorajadoras, quanto as castradoras, poderão vir de qualquer pessoa, entretanto, vale lembrar que os efeito delas serão mais potencializado quando vindas de alguém que possua algum vínculo significativo com o receptor.

Diante disso, é imprescindível que a família nuclear, especialmente os pais, estejam atentos às palavras que são dirigidas aos filhos, principalmente às crianças. Essa vigilância com o que falam precisa ser exercitada em tempo integral, especialmente nos momentos em que a paciência esteja por um fio.

Embora sem a intenção de  machucar e comprometer a autoconfiança dos filhos, esse poderá ser o resultado diante de um momento de estresse elevado. Uma vez que uma afirmação destrutiva foi proferida pelos pais,  a criança poderá acolher a mensagem como sendo uma sentença irrevogável, visto que ela não possui a devida imunidade psicológica e emocional  para elaborar o que ouviu.

E aquele velho ditado popular define bem o que acontece em se tratando de palavras que machucam: “quem fala, esquece, mas quem escuta, guarda”.

Certamente, cada um de nós  já sentiu o peso das palavras mal ditas, literalmente, nos sinalizando de que não somos bons o suficiente para tentarmos algo que gostaríamos de realizar.

Felizmente, também, temos a sorte de termos guardado no baú da alma, um repertório de palavras bem ditas e benditas que nos fazem acreditar que, querer, pode, sim, ser sinônimo de poder.

Costumo dizer que existem pessoas com perfis de águias vivendo como galinhas, isso devido às crenças limitantes que absorveram, inclusive por meio das palavras que ouviram ao longo da vida.

Afinal, como alguém vai ter condições de acreditar em si mesmo ou de sonhar, se desde o nascimento escuta frases do tipo: “você não dá conta”, “isso não é pra você”, “isso é muito bom para ser verdade”, “você é burro”?

Infelizmente, nem todas as pessoas tem a consciência do poder das palavras, então, saem por aí usando a própria amargura e o pessimismo para destruírem os sonhos alheios. E existem pessoas que tem, sim, plena consciência do poder das palavras e usam isso com a finalidade específica de destruir a motivação dos outros, agem de forma dolosa mesmo.

Felizmente, existem, também, espalhadas pelo universo, pessoas que, quando abrem a boca, são capazes de promover uma verdadeira ressurreição nos sonhos que já foram sepultados.

Sorte de quem encontrá-las pelo caminho. Mas podemos fazer parte desse time de pessoas que curam, encorajam, fortalecem e ressuscitam sonhos…a escolha é de cada um.

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Ivonete Rosa
Sou uma mulher apaixonada por tudo que seja relacionado ao universo da literatura, poesia e Psicologia. Escrevo por qualquer motivação: amor, tristeza, entusiasmo, tédio etc. A escrita é minha porta voz mais fiel. Sou colunista do site Fãs da Psicanálise.


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