O amor mexe muito com o cérebro.

O amor pode fazer você se sentir eufórico, tolo, feliz, obcecado, distraído, apaixonado, exausto e praticamente todo o resto — então, deve surpreender pouco que se apaixonar mexe muito com o cérebro.

Quando você se apaixona, uma série de mudanças ocorre no cérebro e no corpo para criar toda aquela paixão e euforia, e, claro, os efeitos menos desejáveis também.

Enquanto estiver desfrutando da companhia do seu parceiro ou parceira, reserve um momento para se maravilhar com a ciência do amor — e para apreciar o incrível efeito que a pessoa que você ama provoca na sua cabeça!

Confira oito coisas loucas que o amor faz com seu cérebro:

1. Apaixonar-se causa um forte fluxo hormonal. Quando você se apaixona pela primeira vez, ocorre um fluxo de hormônios para o cérebro — como a oxitocina, “o hormônio do amor”, a dopamina, o “hormônio do prazer”, e hormônios sexuais como o estrogênio e a testosterona.

Outros hormônios, como a adrenalina, fazem com que o coração bata mais rápido. Esse influxo de hormônios desempenha um importante papel naqueles sentimentos intensos de rápida excitação, atração e euforia.

2. O amor pode se tornar um vício. Todos sabemos que se apaixonar pode levar a desejos e pensamentos obsessivos e à vontade de passar cada minuto ao lado do parceiro. Soa como vício? De fato é.

Agora, pesquisas em neurociência revelaram que o amor funciona, literalmente, como uma droga: apaixonar-se ativa o mesmo sistema no cérebro que a dependência da cocaína.

“O amor romântico é uma obsessão, ele toma posse de você”, disse Helen Fischer, antropóloga e autora do livro Why We Love (Por que Amamos?, não publicado no Brasil), em uma palestra da organização TED sobre o cérebro e o amor.

“Você não consegue parar de pensar em outro ser humano… O amor romântico é uma das substâncias mais viciantes na Terra.”

3. O amor ativa o sistema opioide. O amor romântico e a atração podem ativar o sistema opioide do cérebro — isso mesmo, como a heroína e os analgésicos opiáceos — que é a parte relacionada ao processo de “gostar” de alguma coisa.

Cientistas sugerem que esse sistema pode ter evoluído para nos ajudar a escolher o melhor parceiro, dando origem a sentimentos gratificantes quando vemos aquele parceiro potencial.

4. O amor faz com que sua serotonina despenque em queda livre. Estudos associaram o amor romântico com baixos níveis de serotonina, que também é uma característica central do transtorno obsessivo-compulsivo. Isso poderia explicar, em parte, o foco exclusivo no objeto de afeição que muitos apaixonados experimentam.

5. O amor pode tirar seu foco. Qualquer pessoa que já se apaixonou sabe que o sentimento pode ser mais do que perturbador, e agora entendemos o motivo. Neurocientistas relacionaram o amor apaixonado com intensas mudanças na emoção e atenção, bem como menor controle cognitivo — o que significa que você é menos capaz de controlar sua atenção.

6. O amor pode fortalecer sua empatia e habilidade de processar emoções. O tipo de amor que é cultivado através da prática da meditação amor-bondade ativa os centros de processamento de emoção e empatia do cérebro, ao mesmo tempo em que reduz a atividade em áreas associadas ao pensamento autocentrado. A meditação amor-bondade também nos coloca em contato com nossos sentimentos ao aumentar o volume de massa cinzenta nas áreas do cérebro associadas com o processamento das emoções.

7. As diferentes fases do amor podem alterar sua atividade cerebral de forma diversa. Um estudo publicado no ano passado na revista Frontiers in Human Neuroscience revelou que exames de ressonância magnética poderiam ser usados para determinar com precisão a fase de amor romântico na qual a pessoa se encontra, baseados na atividade cerebral. Enquanto se apaixonar ativa o centro de recompensa do cérebro, o fim de um relacionamento diminui a atividade nessa área, e também provoca uma diminuição acentuada na atividade e conectividade funcional em uma parte desse centro que é associada com a expectativa de recompensas.

8. O amor pode entrar em seu cérebro e ficar lá para sempre. Um estudo de 2011 descobriu uma atividade semelhante em certas regiões do cérebro entre parceiros felizes e casados há muito tempo e os que se apaixonaram recentemente. Os pesquisadores sugerem que essas áreas do cérebro podem fornecer pistas de como esses casais permanecem profundamente apaixonados por décadas.

Conclusão? O amor pode durar.

*Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.

(Autora: Carolyn Gregoire)
(Fonte: brasilpost.com.br )

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