Ao que me parece, a pior guerra que existe é aquela que travamos todos os dias conosco mesmo, sendo movidos pelo ego.

É aquele azedume interno que espalhamos para o mundo quando estamos infelizes com a vida.

É a ingratidão, o pessimismo, a reatividade, o mau humor, a desesperança que exala um odor fétido capaz de contaminar a todos ao nosso redor, disseminando nosso esgoto interno.

É o comentário maldoso que fazemos para o outro, projetando nele as nossas frustrações, por sermos incapazes de olhar para dentro.

É a piada sarcástica que fazemos com quem julgamos ser inferior a nós para termos a ilusão efêmera de superioridade.

É, acima de tudo, o profundo sentimento de baixa autoestima que sentimos quando estamos identificados com o ego: nos cobramos, nos massacramos, nos punimos, nos execramos.

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Somos terroristas de nós mesmos sempre que implodimos e explodimos as bombas do nosso egoísmo, da raiva, da inveja, do ciúmes, do medo, do julgamento, por sermos ainda incapazes de reconhecer o Deus que habita em nós.

Queremos mudar o mundo ?

A meu ver, isso é vaidade do ego para fugirmos de nós mesmos. Para projetarmos fora o que ainda não resolvemos dentro.

Para encontrarmos um bode expiatório para ser torturado em nome das nossas limitações. Ao que me parece, só podemos realmente mudar nosso mundo interno. Mudemos então a nossa consciência, expandindo-a, espalhando o amor que há em nós, nossa luz . A melhor e talvez única forma de se diminuir a violência é através do aumento da consciência.

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Ninguém diminui a violência impondo medo. Ninguém impõem percepção a ninguém. A percepção muda sempre de dentro para fora.

Claro, é comum termos indignação diante da heterogeneidade de consciências, mas que essa também seja a mola propulsora para o desenvolvimento da compaixão.

Como fazemos isso ?

Meditemos, espalhemos amor e luz, não por ignorar a sombra, mas por compreendermos que ela pode ser integrada à consciência através da meditação. Assim, podemos transcender a dualidade ilusória da 3D, pois aquilo que é real é a nossa essência, o resto é transitório. Estamos aqui de passagem.

Já diria um autor, por mim, desconhecido : ” Estamos no mundo, mas não somos do mundo.”

Leia mais: Somos o que queremos ser, mas também somos as nossas próprias limitações

Não nos apeguemos ao efêmero. Aquilo que está não é o que somos. Nós é que escolhemos no que queremos focar.

Minha sugestão é : Foco na luz ! Mais meditação e menos alienação de nós mesmos.

(Autora: Gisela Vallin)
(Fonte: giselavallin.com )
* Texto publicado com a autorização da autora

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