Você segue sua vida repleto de crenças que precedem seu comportamento, suas atitudes e emoções. Crenças religiosas, sociais, econômicas, emocionais, enfim. Tudo que delimitar a forma como você enxerga a sua vida, o mundo e a vida dos outros, faz parte da sua caixinha de crenças e, consequentemente, resulta na forma com que você reage frente às crenças dos outros. E mesmo que você não queira, você sempre estará conectado com o outro. E aí, é que mora o perigo ou a salvação.

Existem algumas pessoas que, mesmo que não queiramos, estão próximas a nós devido a diferentes contextos, com vínculos que nem sempre serão saudáveis para nós. São pessoas na família, no trabalho, na faculdade, no time de futebol do final de semana, no vizinho, entre outros.

Quando você percebe que esse tipo de pessoa não está em sintonia com as suas crenças, é natural que você opte por se esforçar em compreendê-la ou até mesmo tentar encaixar algo em comum para que a relação se estabeleça de boa forma. Entretanto, chega um momento em que algo precisa mudar.

Você vai cansar de ceder, de fingir, ou de simplesmente respeitar calado a opinião dessa pessoa que, infelizmente, não casa com a sua. E isso começará a te perturbar.

O tio que só reclama da vida; a vizinha que fofoca de tudo; a mãe que só briga e não ouve; a colega de trabalho que não é responsável; o primo que odeia todo mundo – e por isso, ameaça todos de morte.

Chega um dia em que você simplesmente não tem mais energia! Você quer gritar: CHEGA, CALA A BOCA! Mas, de fato, nem sempre você faz isso. Porque você sempre pensa que “isso pode mudar”, que aquela pessoinha “pode evoluir” e aí? Você espera (sentado, pelo menos).

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O ponto é que existe algo precioso demais, que vai além da importância de “se dar bem com todo mundo”: você. Neste momento, você será mais importante do que a relação de você com essas pessoas e por isso, precisará abrir a mente e liberar essa negatividade que do outro que te assombra.

Você vai ter que se esforçar, mas vai conseguir compreender que você pode respeitá-lo, sem admirá-lo; que pode discordar dele sem agredi-lo; e, a parte mais maravilhosa de todas, você saberá como fazer isso sem se culpar por ser alguém ruim ou pouco interessado. No dia em que você se der conta disso tudo, ficará mais leve viver ao lado de pessoas cujas crenças invadem seus limites.

(Autora: Amanda Finkler Sum)

*Texto publicado com autorização da autora.

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