Existem dois tipos de hiperidrose, ou transpiração excessiva, a localizada e a generalizada.

A generalizada muitas vezes pode ser um sintoma de uma situação patológica de base, como a obesidade ou doenças relacionadas com a tiroide, por exemplo.

No caso da hiperidrose localizada, a pessoa transpira excessivamente mas de uma ou várias zonas delimitadas do corpo – como axilas, mãos, pés, fundo das costas, etc.

De acordo com o Dr. João Lima Gabriel, especialista da Clinica Liberty, procura-se perceber se é uma situação que já existe há mais de três meses, se existe independentemente dos ditos fatores desencadeantes – como a atividade física -, se é visível e se dura o ano todo.

Na sua maioria, os mecanismos subjacentes no processo de transpiração são ainda desconhecidos. Nós, contrariamente à grande maioria das espécies, temos um mecanismo que faz uso da transpiração no controle da temperatura corporal e não sendo isso já complexo o suficiente temos ainda uma zona cerebral que também controla a transpiração em situações ditas emotivas, como é o caso da ansiedade ou do estresse.

Claro que todos os passos destes processos podem fazer com que algumas pessoas transpirem mais ou recorram mais ao processo de transpiração.

“A hiperidrose pode efetivamente ter suficiente repercussão para restringir muito a qualidade de vida das pessoas, limitar a sua interação social, criar certos prejuízos a nível de carreira ou de interação íntima”, destaca João.

A bromidrose, que é uma situação que poderá não estar em simultâneo com o excesso de transpiração, caracteriza-se por uma transpiração com um odor muito marcado.

“Estas pessoas, por exemplo, a nível profissional vão sentir uma repercussão muito mais rápida do que as pessoas que sofrem de hiperidrose, porque as pessoas com hiperidrose vão ao longo dos anos adquirindo certas táticas de ocultação. Ao passo que no caso de bromidrose a manifestação é mais exuberante e as pessoas ressentem-se ainda mais”, comenta o especialista.

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Há ainda quem procure ajuda médica ainda que não sofra de hiperidrose ou bromidrose, simplesmente por uma razão estética procuram deixar de transpirar.

Segundo o especialista “há ainda um grande desconhecimento sobre as novas opções terapêuticas”. Os tratamentos mais comuns são através de toxina botulínica – tratamento com botox que requer uma aplicação periódica (a cada seis meses) -, e iontoforese, um tratamento com uma leve corrente elétrica.

“A maioria dos tratamentos pretendia de alguma maneira modular ou bloquear a capacidade do sistema nervoso de ativar essas glândulas. O botox faz um bloqueio temporário, a cirurgia tenta bloquear a nível da cadeia paravertebral, a iontoforese tenta bloquear a nível das membranas tornando a glândulas menos receptivas ao estímulo excessivo”, explica o especialista.

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João destaca: “Com o MiraDry mudamos o paradigma e vamos diretamente às glândulas para conseguirmos reduzi-las sem, no fundo, alterar a sua sensibilidade à hiperestimulação, mas reduzindo-as ao ponto de conseguirmos diminuir a capacidade de produção de transpiração naquela zona do corpo”.

O tratamento demora entre 1h e 1h30 e em cerca de meia hora o paciente pode seguir a sua vida normal. Embora se recomende a realização de duas sessões de tratamento (com intervalo mínimo de três meses), grande parte dos pacientes vê o problema resolvido a 100% logo na primeira sessão, de acordo com dados da clínica. Muitos pacientes deixam de sentir necessidade de usar desodorizantes e em alguns casos até os pelos desaparecem.

Quanto aos efeitos do tratamento, o especialista conta que a axila pode ficar inchada e inflamada, pelo que o período de convalescença clínica é de dois ou três dias, no entanto isto não tem grande impacto nas rotinas diárias das pessoas.

O especialista ressalva ainda que não há consequências negativas deste tratamento pois além de uma percentagem remanescente de glândulas continuar a funcionar, não se eliminando completamente a transpiração, continua-se a transpirar noutras partes do corpo.

Fonte: Notícias ao Minuto

Autor: Vania Marinho

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