Na atual conjuntura de nosso país uma questão vem à mente: como podemos influenciar nosso entorno?

Atualmente, vivemos em uma realidade onde exigimos muito do outro: sinceridade, atenção, colaboração, paciência, respeito. No entanto, como anda nosso próprio comportamento?

Você já parou para pensar quão importante pode ser sua ação para o núcleo no qual está inserido, seja este laboral, familiar, estudantil, religioso.

Somos seres sociais e influenciamos ao mesmo tempo que somos influenciados. Nossos atos valem muito mais do que nosso discurso, porque é através de nossa ação que mostramos ao mundo a nossa volta se somos ou não coerentes com nossa teoria.

No nosso dia a dia colocamos em prática nossas verdades ocultas, ou seja, executamos aquilo que realmente acreditamos, e neste movimento somos observados por muitos conhecidos e outros tantos desconhecidos, mas nossa própria consciência é nosso maior juiz.

Se exigimos democracia plena vale a pena observar se em uma conversa entre amigos somos capazes de ouvir o outro, falar ou se apenas nós falamos e queremos ser ouvidos; se queremos respeito, observemos se respeitamos a fila do cinema ou a “furamos”; se almejamos justiça, prestemos atenção se somos mais críticos com o outro ou conosco.

A partir do momento em que nos colocarmos como atores principais vamos entender que nossa influencia é maior do que imaginávamos. Somos exemplos para muitas pessoas, mas podemos ser um bom ou um mau exemplo, a depender de nossa intenção.

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Estar aberto para compreender isso é um grande passo para sintonizar nossa teoria e nossa ação. Além disso, perceberemos que não temos capacidade de mudar o outro ou exigir algo que ele não é capaz de dar, se nosso comportamento não mudar, não mudaremos o nosso entorno.

Deixar de lado velhos hábitos que trazem consigo, o discurso “todo munda faz, por que eu não posso?” é um começo para que tenhamos uma outra realidade em todos os sentidos. Exija mais de si mesmo, porém, exija mais positividade, coerência, respeito, atenção, sinceridade consigo mesmo. Assim, automaticamente esses conceitos serão estendidos para os demais e, sem percebermos, seremos uma boa referência para muitos.

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Natalia Garrido
Bióloga e Microempresária. É colunista do site Fãs da Psicanálise.


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