A maioria de nós opta pelo casamento por meio da experiência da paixão. Em algum momento da sua vida você já deve ter sido invadido por um sentimento maravilhoso da paixão. Ele domina nossos pensamentos, é tido como arrebatador e turbulento, nos move, nos dá energia e nos causa euforia. A pessoa que está apaixonada tem a ilusão de que seu amado é perfeito e imagina que o casamento trará felicidade.

Infelizmente a experiência da paixão eterna é ficção e a obsessão romântica dura, no máximo, dois anos. Depois disso, a realidade se intromete e o mundo real do casamento aparece nos fios de cabelo e nas manchas de creme dental na pia, nos sapatos e casacos espalhados pela casa.

As discussões giram em torno do lado que o papel higiênico deve sair do rolo e se a tampa do vaso sanitário deve ficar aberta ou fechada. Neste contexto, um olhar pode ferir e uma palavra pode terminar uma história de amor. O lar se transforma, muitas vezes, num campo de batalhas e os apaixonados em inimigos. Casais se separam e buscam novas paixões e a história toda se repete, em novos ciclos, com novas pessoas. Por que isso acontece?

Primeiro, porque as pessoas não aceitam o fato que o fogo da paixão não dura para sempre e não investem no amor.  Um sentimento mais genuíno, puro, que envolve respeito e cumplicidade. Todo ser humano precisa amar e se sentir amado, é uma necessidade emocional primária.

Segundo, porque ignoramos uma questão fundamental: as pessoas falam diferentes linguagens no amor. Como assim? Linguagens do amor? Sim, existem cinco linguagens primárias do amor. Quando você não fala a mesma linguagem de seu cônjuge é grande a probabilidade de não haver entendimento. É como se um falasse em chinês e outro em português. Simplesmente não há entendimento.

As cinco principais linguagens do amor, segundo Chapman, são:

  1. PALAVRAS DE AFIRMAÇÃO: dizer “eu te amo”, elogiar, falar palavras bonitas, escrever mensagens de amor, falar palavras encorajadoras, gentis, carinhosas.
  2. TEMPO DE QUALIDADE: passar um tempo sozinhos, juntos. Conversas olho no olho, jantares românticos, viagens, fazer atividades juntos e viver novas experiências.
  3. PRESENTEAR: dar presentes despretensiosos, fazer surpresas. Não precisa ter valor econômico, mas emocional.
  4. ATOS DE SERVIÇO: fazer gentilezas, servir, ajudar, contribuir no trabalho e no bem estar do outro, cuidar, proteger.
  5. TOQUE FÍSICO: beijar, abraçar, fazer carinho, intimidade sexual.

Outro dia, uma cliente numa sessão de coaching prestes a se separar, me falou das motivações que a levaram a esta decisão: “a gente se afastou, eu perdi a vontade de estar com ele… ele nunca diz que me ama, jamais me elogia, não me liga, não responde minhas mensagens… eu me cuido para ele, estou sempre disposta e impecável e ele não repara isso… cansei, quero alguém que me ame de verdade”. Continuamos a conversa e em seguida ela me falou que “a parte boa da nossa relação é que ele me cuida muito, me protege, ele faz muitas coisas para mim, ele guarda até meus documentos”.

Nem precisou se estender a conversa para eu perceber que não havia comunicação do amor entre o casal.  Para ela se sentir amada precisa de Palavras de Afirmação, enquanto ele demonstrava seu amor através de Atos de Serviço e vice e versa.

A separação entre os casais começa pela  falha na comunicação do amor e é totalmente invisível, temperada pela rotina e por problemas do cotidiano, torna a relação  insuportável.

Portanto, para viver um grande amor, descubra qual é a sua linguagem do amor primário e a de seu cônjuge, alinhe a comunicação e tempere a relação com muita criatividade.

(Autora: Andrea Zamin Saad)

(Fonte: blog.somosrockett)

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