Eu já estou bem cansada de ver a mídia romantizando traição e fazendo as vítimas se passarem por loucas-despeitadas-com-orgulho-ferido. Como se trair fosse algo aceitável e aqueles que sofrem com isso tivessem que engolir o amor próprio e se submeter a falta de caráter do parceiro para manter o lar e as aparências.

Não sei o que tentam promover com essa distorção de realidade, mas não é isso que o amor é. Não é essa disputa por atenção, essa mendigação de amor, essa falta de respeito. Amor é leve, bonito, digno de felicidade. Aquele que diz que ama, mas se encontra diante de várias outras “opções”, na verdade não ama nem a si. E é por isso que se tem enfatizado a necessidade de se amar sobretudo, para depois amar alguém.

Aquele que trai não busca nos outros aquilo que não encontra em casa, não senhor. Traição é uma escolha egoísta, consequência da falta de caráter. Aquele que escolhe trair, escolhe viver momentos de prazer, ignorando totalmente os sentimentos daquela pessoa a quem deve lealdade. Mas, olha, quem trai não muda não. Aprende a esconder melhor as provas do crime. Quem tem que mudar é você.

É você quem tem que dar um basta nessa situação, em vez de aceitar um amor morno, quase frio. É você quem tem que parar de se doar tanto para manter um relacionamento onde não há reciprocidade. É você que tem que olhar para seu interior e enxergar toda a beleza que há aí dentro, e parar de aceitar isso que te vem com nome de amor na embalagem, quando na verdade é só insegurança fantasiada.

Não há nada de errado com você, com seus esforços, com suas tentativas de fazer dar certo. Há com aquele que te deve fidelidade e traiu sua confiança.

Se priorize a aprenda a se amar. Pessoas frias não podem oferecer amores quentes.

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