Primeiramente temos que entender que a mente não é algo físico, consequentemente, não existe como mensurar o seu tamanho ou subdividi-la em áreas como fazemos com o cérebro. Este último é o órgão onde a mente se encontra. Nós podemos ver o cérebro mas não podemos observar a mente. Problemas no cérebro, que é físico, afetam a mente. Por outro lado problemas na mente afetam a nossa vida, mas nem sempre afetam a parte física do cérebro. Porém provocam no somático sintomas e sinais.

Eu entendo a mente projetando-a abstractamente num espaço virtual, uma nuvem iCloud, de dimensão ilimitada que guarda todas as informações fornecidas graças ao nosso cérebro e todos os outros órgãos que auxiliam desde o princípio. O aparelho perceptual dos cinco sentidos onde englobamos a visão, tato, olfato, paladar e a audição é essencial neste processo; aliando muitas vezes a intuição.

A mente é um conjunto de informações que existem desde a nossa formação, trazidas no nosso DNA mas também aquelas que adquirimos em cada momento da nossa gestação, nascimento e etapas do ciclo vital.

Tudo fica armazenado em nosso cérebro como uma base de dados e, uns são de fácil acesso, outros de difícil conexão. Esses dados podem estabelecer conexões entre eles e encontram-se muitas vezes ligados à forma como são fornecidos. Há pontos chaves que ajudam a estabelecer essas ligações, as lembranças armazenadas ligam-se através de um evento importante, um acontecimento marcado pela emoção, positiva ou negativa.

Para entender a mente, projetei uma ideia de ‘arquitetura da mente humana’ baseado na ideia da topografia utilizada na psicanálise.

A AMH – Arquitetura da Mente Humana foi uma ideia de construção da mente em 5 aspectos :

1 – memória primitiva – Estudos já revelaram que o primeiro osso a se formar no corpo humano, é o esfenoide; e através dele são formados todos os ossos. Ele é um osso situado na base do crânio anteriormente aos processos jugular e basilar do osso occipital. Sua deformação no desenvolvimento afeta diretamente a vida do indivíduo. Estudos revelam também a possibilidade de ser no esfenoide onde está impressa a nossa memória primitiva, que seriam os instintos e também sensações que temos mediante a experiências de vidas passadas.

Não referentes à nossa vida, mas à vida de nossos antepassados, desde a origem humana e suas nuances no desenvolvimento. O centro do esfenoide é esponjoso assim como o cérebro, fortalecendo ainda mais esta possibilidade. De forma resumida, a memória primitiva seria uma memória impressa no nosso DNA; e instalada passando informações aos outros tipos de conscientes e uma ligação com o inconsciente.

2 – inconsciente – Não é racional, está guardado em uma pasta de arquivos que não são utilizados e esquecemos que existe. Mas está ali, agindo. Quando pratica uma ação acertada e nem sabe como conseguiu fazer bem feito como se tivesse consciência do que estava fazendo mas estava ali, estava dentro de si, no inconsciente. Acredito que o inconsciente pode ser o primeiro caminho de comunicação da memória primitiva, em ordem crescente como pontuado aqui no texto. O inconsciente não forma uma história mas armazena fatos. Atitudes impensadas de defesas e qualquer ação que esteja guardada em uma caixa de pandora, que nem mesmo sabemos que existe por não ter consciência dela.

3 – sobre-inconsciente – É a falta da plena consciência. Para mim, é aquilo que está armazenado e precisamos de ganchos para buscá-lo. São um conjunto de informações salvas em nossa mente mas que precisamos de situações para que possamos buscá-la. As funções involuntárias estão no subconsciente como a respiração por exemplo assim como todas as ações que fazemos “sem pensar.” O sobre inconsciente é aonde fica armazenado tudo o que projetamos através do nosso consciente.

4 – pré-consciente – Chega próximo a consciência. Podemos pensar de forma que, a determinar nossas ações impensadas do cotidiano, como se ela estivesse ali, em guarda, preparada para ser acionada e agir. É como fazer o caminho de volta pra casa e depois pensar que fez todo o caminho sem pensar nele, no automático, pois estava em pré consciência mas distraído com outros pensamentos.

5 – consciente – É o que estamos fazendo agora ao ler este texto. É a consciência de tudo o que fazemos no presente, o que lembramos agora do passado e o que projetamos agora para o futuro. Nela julgamos, criticamos, planejamos, fazemos análises, tomada de decisões e enfim, toda memória em curto prazo.

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Fabiano de Abreu Rodrigues
Fabiano de Abreu Rodrigues é um jornalista, empresário, escritor, filósofo, poeta, personal branding e psicanalista luso-brasileiro. Proprietário da agência de comunicação e mídia social MF Press Global, é também um correspondente e colaborador de várias revistas, sites de notícias e jornais de grande repercussão nacional e internacional. Atualmente detém o prêmio do jornalista que mais criou personagens na história da imprensa brasileira e internacional, reconhecido por grandes nomes do jornalismo em diversos países. Como filósofo criou um novo conceito que chamou de poemas-filosóficos para escolas do governo de Minas Gerais no Brasil. Lançou o livro ‘Viver Pode Não Ser Tão Ruim’ no Brasil, Angola, Paraguai e Portugal e o livro ‘Como se tornar uma celebridade - Filosofando a Imprensa. Membro da Mensa, associação de pessoas mais inteligentes do mundo com sede em Inglaterra, Fabiano foi constatado com o QI percentil 99, entre 180 e 220 dependendo do teste, sendo considerado um dos maiores do mundo. Especialista em estudos da mente humana, criou um conceito único de tipos de inteligência e como ela interfere na vida humana.

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